
Até que Felipão conseguiu segurar as pontas do Furacão em Guaiaquil diante do Mengão, adotando um sistema de implacável marcação homem-a-homem, recurso que até seus mais caros devotos, os italianos do Catenaccio (cadeado), abdicaram em 70, depois dos 4 a 1 na final da Copa diante do Brasil.
Mas, o esquema esfacelou-se quando Pedro Henrique foi expulso lá pela metade do primeiro tempo. Com dez contra onze, alguém do Fla sobraria para facilitar o domínio dos cariocas.
E assim deu-se o previsto: com um gol esperto de Gabigol, no finzinho dessa etapa, o Flamengo levantou a taça da Libertadores.
Nada mais justo para um time que possui esse ataque excepcional formado por Arrascaeta, Gabigol, Everton e Pedro, por sinal, artilheiro do torneio e eleito o melhor jogador da Libertadores.
E, sobretudo, para o discreto, mas competente, Dorival Jr. que em meio aos brindes de celebração aos treinadores estrangeiros que aqui aportaram recentemente, saiu da toca pra dar um jeito nesse time esfacelado outro dia pelo murruga Paulo Souza.
O fato é que vivemos um tempo de extrema valorização da função de treinador de futebol, enquanto o craque é mais esmiuçado na sua vida fora do campo do que ele faz com a bola, o objeto do jogo.
Contudo, quem joga é o jogador. E quanto menos estiver atado a esquemas, em geral defensivos, mais ele produzirá em campo.
Pegue o exemplo de Vítor Pereira no Corinthians. Antes dele, de passagem, lá esteve o interino, técnico da base, que implantou silente o óbvio, acertando o time num zap.
Eis que chega o badalado português que após meses de atuação até agora não fez o Timão subir de patamar, embora, graças a jogadores como Renato Augusto, manteve-se nas primeiras colocações do Brasileirão e até a disputar títulos perdidos. Escalou jogadores fora de suas reais posições, brigou publicamente com outros, patati-patatá.
Resultado: espie só o Corinthians empatando com o Goiás por zero a zero, num jogo frugal em que o máximo alcançado foi uma bola na trave e um gol anulado no finzinho d partida.
É assim que a banda toca neste futebol já que já um dia o mais gracioso e eficiente do mundo.
Corinthians prejudicado pela arbitragem, Palmeiras prejudicado pela arbitragem, Santos prejudicado pela arbitragem, São Paulo prejudicado pela arbitragem…coincidência ou a CBF está perseguindo os clubes paulistas? Vai saber, mas é bom os clubes paulistas ficarem espertos, senão…