Timão reluzente

Yuri Alberto desencantou em Itaquera (Foto: Renato Gizzi/Photo Premium/Gazeta Press)

Uau! O que se prenunciava como longa sessão de sofrimento para a Fiel acabou se convertendo na mais inebriante celebração ao futebol arrasador do Corinthians diante do Atlético GO, em Itaquera.

Sim, senhor, pois foi como se o Timão dos sonhos da torcida e da crítica, de repente, se materializasse em campo, arrasando o inimigo com um jogo fluente, ofensivo, tramado na teia dos passes certos, às vezes divertido, tudo isso confirmado por uma chuva de gols: 4 a 1.

E, veja só – três deles marcados por Yuri Alberto, em fina coordenação com Roger Guedes, aqueles dois atacantes que o técnico VP declarou publicamente outro dia que não poderiam jogar juntos, em hipótese alguma.  Só pra contrariar, como cantava o velho samba,  o segundo gol alvinegro nasceu de uma tabelinha entre ambos.

Já o primeiro foi de Gil, que amargou banco por um bom tempo, até esta noite de quarta, quando se juntou a Balbuena pra formar uma dupla de zagueiros imbatível.

E quem alçou aquela bola exata para Gil, assim como repetiria tal assistência para outros dois gols corintianos, marcados por Yuri? Renato Augusto, claro, o maestro do meio de campo que semeou organização e inteligência por esse setor vital pra qualquer equipe de futebol.

Isso, sem falar na atuação exemplar de Fagner, outro mais escolado com quem o técnico bateu bico.

Mas, atenção, estamos falando de Corinthians. Logo, faltava aquela pitada ao menos de sofrimento, que ficou reservada para o finzinho da partida, quando Rato, em  belo disparo, plantou no ar a ameaça da decisão por pênaltis. Mais um golzinho dos goianos e…

E nada, meu,, lá vai o Timão a caminho das semifinais da Copa do Brasil, onde já o esperava o Fludiniz que havia empatado com o Fortaleza pouco antes.

Como o Flamengo varou o Furacão de bicicleta conduzida por Pedro, o implacável, só resta saber se neste quinta o São Paulo se juntará ao trio de ouro para as semifinais e final reunirem só clássicos nacionais, num desfecho de gala, digno do título desse torneio.

 

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