Verdão e o símbolo de campeão

Meia Gustavo Scarpa marcou o gol da vitória do Palmeiras (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

E o Verdão acaba de conquistar mais um título – o de campeão do primeiro turno do Brasileirão. Simbólico, sei bem, ao contrário de tantos outros, reais, vencidos na Era Abel Ferreira. Mas, se esse troféu virtual não vai pra galeria verde pelo menos comprova a superioridade, embora apertada na tabela, do Palmeiras, time com o maior número de vitórias, de gols a favor e mais resistente nos gols contra.

Pena que não se possa dizer o mesmo dos desempenhos verdes neste primeiro turno do campeonato. Com raras exceções em que o Verdão brilhou em campo, sobretudo nas últimas partidas o líder limitou-se a preservar seu trono dos demais perseguidores recorrendo à qualidade de seu elenco reduzida ao essencial.

Basta ver o tape da vitória desta noite de quinta-feira contra o América, em que o Verdão só despertou do lugar-comum depois da entrada de Scarpa no segundo tempo. Não só pelo golaço que marcou aos 20 minutos, logo após substituir Veiga, que ainda não se recuperou plenamente da lesão que o havia afastado dos campos recentemente: recolheu na direita do seu ataque e girou de canhota no cantinho da meta adversária – um petardo indefensável. Mas, sobretudo pela dinâmica de jogo que imprimiu no seu time, mais ágil e incisiva.

Contudo, a maior atração desse jogo girou em torno da estreia dos dois gringos recém-contratados pelo Verdão: Menentiel e Lopez. Dois centroavantes que, confesso, me eram desconhecidos de antemão.

Menentiel, no primeiro tempo, por falta de acionamento devido, me manteve na expectativa de analisá-lo melhor no futuro. Já Lopez, na segunda etapa, enviou sinais muito positivos, passando a impressão de um canhoto mais refinado nos toques de bola, além de esperto na decisão das jogadas conclusivas, como aquele calcanhar à frente da meta americana.

Apesar de tudo, o Palmeiras ainda mais se preserva pelo cenário geral, seja no gol chutado pra fora por Juninho, em cima da risca, um instante antes de o juiz apitar o final da partida, seja pelo tropeço do Galo, seu obsessivo perseguidor, no empate por 1 a 1 diante do Cuiabá.

Assim, a esperança de chegar ao título de fato floresce ainda mais no Parque.

 

2 comentários

  1. Prezado Helena Jr. suas ilações são como de hábito concernentes e precisas. A situação nesta temporada do Brasileiro é clara como água mineral sem gás. E é a repetição das últimas temporadas: Os clubes mais dotados de finanças, disputando vários torneios ao mesmo tempo, vão deixando as penas pelo caminho, todos meio tropeçantes, perdendo um jogo ali, empatando um acolá, ganhando uma outra vez. Se você juntar todos os jogadores desses times maiores que estão no departamento médico, mais os que estão fora de forma por virem de contusões, você pode fundar um partido político com um eleitorado atrativo. O Palmeiras, devido à infra-estrutura moderna, a comissão técnica lusitana de calibre elevado, e, last but not least, o caixa da tia Leila, tem conseguido avançar na enxurrada com a água abaixo do nariz, enquanto os concorrentes vão engolindo muita água. Mas estão todos colados no pára-choque do Verdão e este título de primeiro turno tem tanto valor como a segurança do real diante do dólar.
    Onde vejo uma luz no fim do túnel é o fato de ficado de lado a Copa Brasil, o que alivia um pouco o plantel, além de que os novos
    gringos (no que concordo contigo) possam fazer uma boa figura e todos juntos continuarem a segurar a peteca. Como a concorrência não dorme, imagino que esta angústia de ser o líder com 19 cães raivosos latindo atrás de você, vai continuar no segundo turno e não será nenhuma surpresa se um dos caninos traseiros ultrapassar o Palmeiras antes da linha de chegada.

  2. O Palmeiras tem tido uma pegada forte nesses últimos anos, ganhando vários títulos e quebrando muitos recordes tanto nacional quanto internacional. Mas até uma Ferrari, quando acumula muitos km de estrada, o motor “abre o bico”, imagine um time de futebol, cujo motor é composto por seres humanos. E como ninguém é de ferro, essa queda de desempenho do verdão é uma coisa natural e acontece com todos os outros grandes clubes, tanto daqui como do exterior. Como o verdão é o time a ser batido, todas as equipes que jogam contra ele dão o seu máximo ou mais até, como foi o caso do Cuiabá que correu exaustivamente até os 50 minutos do segundo tempo e isso , juntando com o excesso de jogos, está gerando um desgaste muito grande no elenco. Como bem disse o mestre, veio em boa hora a eliminação da Copa do Brasil, o q dará um pouco de folga para o Abel recuperar o time, mas mesmo assim a “Barra” será pesada no segundo turno no brasileiro e na sequência da Libertadores Mas quem sabe São Genaro ajude, assim como ajudou o Weverton no finalzinho do jogo contra o América Mineiro, e o Maior do Brasil conquiste mais um título .

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