
Caiu Carille. Que novidade! Afinal é só pra isso que serve esse anacrônico Paulistinha, cuja única função no calendário brasileiro é impedir que os principais clubes tenham a chamada pré-temporada, tempo de ajustes dos times por parte dos treinadores para as competições realmente importantes do ponto de vista técnico e financeiro: Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e Sul-Americana.
Resultado: como o Paulistinha acaba ganhando contornos de competição importante, valendo pontos e título, o técnico de um grande clube é obrigado a queimar etapas só pra sobreviver, e acaba sendo defenestrado no meio desse caminho. Os exemplos são inúmeros, nas últimas décadas.
Isso, porém, não exime Carille de seus próprios equívocos, e o último deles foi escalar o Santos, na derrota para o Mirassol, com um meio de campo absurdo, o que levou o Peixe a levar 3 a 0 na espinha ainda no primeiro tempo.
Mas, se voltarmos às origens dessa história de final lamentável, veremos que o maior culpado foi o cartola que resolveu contratar Carille para dirigir o Santos.
Ora, se há um time caboclo que preserva suas características ofensivas desde os tempos de Arakén Patusca até outro dia, esse é o Peixe. Justamente o conceito contrário aos hábitos e concepções do técnico Carille, treinador que se destacou brevemente no Corinthians por isso mesmo, anos atrás: armar bem a defesa e seja lá o que Deus quiser.
Assim como já ocorreu recentemente com Jesualdo e Jair Ventura. Ao fugir de seu destino, o Peixe perdeu o rumo e morreu na praia.
Esse, porém, não é um defeito só do Santos. Quase todos os clubes brasileiros, acostumados a contratar e demitir treinadores logo em seguida, não se esmeram em procurar um treinador cujas características combinem com a história do próprio time. Nada disso. Buscam aquele de maior nomeada solto na praça, independentemente de haver ou não identidade entre ambos.
A modinha, agora, é buscar em Portugal as soluções que nossos cartolas esgotaram por aqui. Como se o futebol luso fosse padrão de excelência e ideias mais arejadas. Não é. Basta ver a participação dos clubes de lá, seja no campeonato nacional, seja nas competições europeias. É a mesma chatice, lá como cá.
Pior: o sujeito desembarca no Brasil desconhecendo as características dos jogadores do elenco que lhe é entregue e assim mesmo tenta moldá-lo a seu próprio modelo de jogo. Então, vê-se o que está acontecendo com o Flamengo de Paulo Sousa, que forma uma linha de três zagueiros, bota Marinho pra jogar pelo meio, inverte o lado preferido de Everton Ribeiro, e assim vai…
Ah, mas o Jesus e o Abel deram certo, dirá o amigo.
O Jesus, sim, pois obteve uma série de êxitos justamente por saber escalar seu time de acordo com o perfil de seus jogadores, o que fez o Flamengo flamejar no desempenho, além dos títulos.
Já Abel, com um elenco de se tirar o chapéu, no Palmeiras, conquistou títulos expressivos, mas jamais conseguiu fazer o Palmeiras jogar um futebol encantador. Ganhou mais por conta da excelência de seu grupo de jogadores do que por suas ideias renovadoras ou geniais, que, de fato, se resumem em fechar a casinha e partir em contragolpes velozes puxados por Dudu e cia. E olhe que ele herdou do Cebola uma equipe jogando um futebo redondinho, e, de início já foi metendo três zagueiros e tal e cousa e lousa e maripousa, até dr um passo atrás e acertar o conjunto de maneira eficiente, mas sóbria.
Enfim, resta esperar que o Santos, desta vez, acerte o passo, quem sabe até com um interino já enturmado com a garotada e com a história da Vila.
Nessa hora, o gajo reporter fez de conta que o SPFC não existe.
Espero que o próximo a cair seja o Rogério Ceni, além de ser péssimo treinador, é um funcionário que se achou no direito de expor o Clube ao ridículo com cobrancas fora de propósito, (roupa suja se lava em casa, deveria cobrar quem de direito dentro do próprio Clube), acredito que fez isso para desviar o foco do futebol ridículo que o time apresenta, se sou Presidente do Clube teria dado o cartão vermelho ao dito cujo durante a entrevista para desmoraliza-lo
A bambizada nao se conforma com o ostracismo …hehehehe