
O vice e o terceiro colocados do Brasileirão entraram em campo com sinais trocados: o Palmeiras, com seu time sub-20, empatou sem gols, e o Flamengo, num Maracanã pleno, monitorado pela pandemia, perdeu para o Santos, por 1 a 0, gol de Marcos Leonardo.
Bem que o Fla pressionou a maior parte do tempo, e teve aos pés de Gabigol a chance de empatar na cobrança de um pênalti que acabou se chocando com o poste esquerdo.
Mas, não era aquele Fla implacável de tempos recentes, nada disso. É apenas aquele Fla que segue sonhando com a volta de Jesus, que, segundo os seguidores da lenda, ainda não se concretizou.
Aliás, tenho cá minhas dúvidas que o alvorecer no Ninho do Urubu se repetirá. Aquilo foi um momento mágico, único.
O fato é que, com o placar de 1 a 0, o Peixe, definitivamente, evita o pior – a queda à Segunda Divisão do Brasileirão. O que é uma consolação para o time eleito o maior da história do século 20.
Já o Palmeiras desta segunda-feira, é um sinal de que a política atual do Verdão rompe com sua mais tradição. Aquela que dava pouco valor às suas bases.
São raras as exceções de craques que emergiram de baixo no passado glorioso do Verdão, como Eduardo Lima, o Bambino D’Oro, na virada do anos 30 para os 40, ou Valdemar Fiúme, o Professor ou Pai da Bola, Mazzola, o Altafini dos italianos, chegou ao Parque com 15 anos de idade, mas já veio feito do Atlético Piracicabano. E não me recordo de nenhum outro desde a ascensão recente de Menino, Danilo, Patrick de Paula etc.
O diabo é que essa gente toda está destinada a ser negociada para o Exterior, pois o futebol brasileiro, maior celeiro de craques do mundo, por causa de seu calendário infame e da pífia administração dos clubes e federações, virou mero fornecedor de pé de obra para o mundo.
Mas, enfim…
Sinal dos tempos: gigantes que outrora comemoravam títulos, hoje comemoram efusivamente fuga de rebaixamentos. Como diria Chico Buarque de Holanda: “Quem te viu e quem te vê”. Qualquer semelhança entre os times do São Paulo e do Santos, não é mera concidência.
Comemora a não queda, enquanto num passado recente o Verde nem isso conseguia, mas com o dinheiro da agiotagem oficializada é fácil. Quero ver quando tiver que andar sozinho