Timão no caminho certo

Foto: Beto Miller/AM Press & Images/Gazeta Press

Esse Quarteto Novo (em homenagem ao extraordinário conjunto musical dos tempos dos festivais) elevou o Timão a um patamar digno de sua história. E olhe que ainda há que se dar mais um tempinho para William, Renato Augusto, Roger Guedes e Giuliano atingirem a plenitude de sua forma física  e técnica, além da dinâmica do jogo coletivo que os seus atributos sugerem. Coisa pra deixar meu querido Chicão, o filósofo bisneto de Fritz Lang, flutuando entre as nuvens de Itaquera.

Mas, isso é mais pra frente, coisa de duas ou três semanas. Mesmo porque Sylvinho não só está escalando seu time sob o melhor conceito tático, como vai reprisando a mesma equipe, jogo após jogos, o que lhe permitirá alcançar o conjunto ideal pra qualquer time de futebol que pretenda jogar bola e não apenas buscar o resultado mesquinho aqui e ali. Ao contrário, por exemplo, de Crespo e Abel Ferreira, que vivem sob o signo do troca-troca a cada rodada.

Mas, antes de exaltar o quarteto, vale ressaltar as figuras de dois meninos que estão ralando a bola: o zagueiro João Vítor, de técnica irrepreensível, e Gabriel Pereira, o GP, canhoto habilíssimo, veloz e dono de tiro potente.

Tanto que o terceiro gol do Timão, nesta noite de quarta diante do Bahia, em Itaquera, nasceu de um disparo seco e certeiro de GP que o goleiro rebateu para Jô finalizar.

Muito antes disso, lá pelos 30 minutos do primeiro tempo, o Bahia havia aberto o placar, com Gilberto cobrando pênalti de Piton.

Gol que, um mês atrás, se tanto, teria esfacelado o Timão, moral e tecnicamente.

Mas, agora, nem pensar. O Corinthians seguiu naquele toque de bola envolvente, com Cantillo, Giuliano, Renato Augusto, Roger e GP; empatou aos 46, em pênalti de Araujo que Roger converteu, e não parou por aí.

E ainda ganhou de prêmio a expulsão do beque que metera a mão na bola dentro da área, o que, obviamente facilitou muito a tarefa alvinegra no segundo tempo, sobretudo com a entrada de Jô no lugar de William, que novamente sentiu algum problema físico, a exemplo do jogo passado.

Então, Cantillo, de cabeça, em exata cobrança de falta de Fagner, desempatou, logo no começo do segundo tempo.

De qualquer forma, 3 a 1 tá de bom tamanho para esse time em reconstrução no meio do campeonato. Desconfio, porém, que o porvir será ainda melhor.

 

2 comentários

  1. Perfeito Mestre!! Meu Corinthians melhorando e se acertando cada vez mais dentro do campo. E nesse jogo o que fica é mesmo a consolidação do Cantillo na volância do time, auxiliado e, mais que isso, embalado mesmo, como uma criancinha de colo, por dois “paizões “ de extraordinária presença e talento, Renato Augusto, cada vez mais especial como aquele vinho “velha safra”, e esse incansável Giuliano, o motorzinho desse time. Sem dúvida, uma trinca de meio de campo que ainda vai dar o que falar.
    No mais , que se destaque a definitiva ascensão desse garoto/craque Gabriel Pereira, o GP. Jogando tanta bola que até dá pra desconfiar que é por isso que o fenomenal William vai jogando na esquerda, justo o William que fez uma carreira extraordinária jogando pela direita. Será?
    Seja como for, na base do quem te viu e quem te vê, tá dando gosto de ver esse time jogando. E VAI CORINTHIANS!!!

  2. Muito mimimi. Se não ganhar do Bahia em casa, com um jogador a menos, vai ganhar de quem? Quero ver a hora que perder, como vai ser o chororô da galera alvi-negra.

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