Verdão, parado no lugar-comum

Foto: Divulgação/Cesar Greco

E o Palmeiras não consegue sair do lugar-comum, apesar de todo aquele elenco categorizado.

Jogando em casa, contra o modesto, embora bem organizado, Juventude, não conseguiu ir além de um frouxo 1 a 1. E olhe que não foi aquela velha história de os gaúchos plantarem uma retranca feroz lá atrás e o Verdão batucando sem parar no ouvido do goleiro adversário. Tampouco que o Palmeiras fosse um time inteiramente desarticulado incapaz de ir além de uma torrente de chuveirinhos tentando chegar à meta inimiga.

Nada disso. Foi jogo pau a pau, com ligeira predominância do Verdão.

Sucede que esse time não consegue apresentar um jogo coletivo à altura dos jogadores que possui.

Uma das razões disso, talvez a principal, é a de que o técnico Abel, a exemplo de Crespo no São Paulo, muda a escalação de um jogo pra outro, o que impede a execução de um jogo coletivo à altura das expectativas. Sobretudo, num calendário insano como o nosso que não permite aos treinadores exercitarem melhor o quesito conjunto de suas equipes.

Ora, se sem conjunto não há jogo fluente, o negócio é obter esse indispensável atributo na sequência de jogos.

A exemplo do Flamengo de Jesus e, agora, de Renato, que deu show no Maracanã ao bater o misto do Furacão por 3 a 0, pouco antes.

As alterações constantes não só prejudicam o coletivo como abatem o individual.

Pegue-se os casos de Veiga e Scarpa. Veiga vinha se destacando como armador e artilheiro do Verdão até que Abel o colocou no banco, sem nenhuma razão.

O mesmo fenômeno  se deu com Scarpa, E ambos não voltaram a jogar no mesmo nível depois.

E assim vai o Verdão, na esperança de que num mata-mata, onde tudo pode acontecer, vença o Flamengo e levante a taça continental pela segunda vez, feito suficiente para apagar todos golpes errados anteriores e mascarando os próximos passos verdes.

2 comentários

  1. Só uma pergunta: porque o Abel poupou jogadores titulares se o Palmeiras não está disputando mais nada a não ser o Campeonato Brasileiro e só jogará a final da Libertadores em novembro? Vai entender a cabeça desse inventor portugues, que jogo sim, jogo não, é besta ou bestial…

  2. Eu fiquei em dúvidas qual dos dois verdes era o Palmeiras tal a ruindade dos dois, o Campeonato brasileiro está cheio de jogadores meia bocas que num tempo atrás não jogariam no Desafio ao Galo. Como dizia Otto Gloria, sem “ovos não se faz omeletes”. Hoje o que temos no Brasil são soldadinhos de chumbo fabricados em série, tudo igual, a culpa sempre recai sobre treinadores.

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