
O domingo acordou e dormiu sob duas surpresas: a derrota do Palmeiras para o rabeira Cuiabá, no Parque, e a quebra do dogma dos três zagueiros de Crespo, na vitória do São Paulo sobre o Sport, no Recife.
A derrota do Verdão, por 2 a 0, foi ainda mais surpreendente por vir logo após uma bela exibição do time de Abel no meio de semana, quando passou a impressão de que, finalmente, havia conseguido combinar resultado com desempenho.
Desta vez, porém, o desempenho raiou o pífio. Tomou o gol logo de saída e passou o resto da partida tentando tirar a diferença via chuveirinhos que só molhavam as faces dos seus torcedores de decepção.
E, quando mais pressionava, já no finzinho, tomou o gol mortal, o que o distancia ainda mais da liderança, ocupada por tantas rodadas, já assumida pelo Galo, que, nesta noite de segunda, pode disparar ainda mais, ao enfrentar o Flu deprimido pela exclusão da Libertadores e já sem técnico, com a dispensa de Roger.

Quanto à surpresa tricolor, é verdade, não demorou muito. Digamos até o começo do segundo tempo, quando o São Paulo vencia por 1 a 0, gol de Pablo logo de saída. Então, Crespo sentiu a picada do escorpião e resolveu trocar um avante por outro zagueiro, Diego Costa.
O fato é que, na prática, nada mudou, pois o Sport não dava nenhum sinal de poder ofensivo capaz de alterar o resultado, enquanto o São Paulo não revelava a mais parca volúpia de aumentar o placar. Também, com tantas mudanças no time de um jogo para outro, além das efetuadas ao longo das partidas, conjunto que é bom, nem pensar.
Aliás, acompanhando futebol há mais de sete décadas, descobri que o grande segredo desse jogo é muito simples e nada misterioso: trata-se de colocar o cara certo no lugar certo (aliás não é assim em qualquer atividade humana?).
Veja só o caso do Corinthians, que intermediou seus dois rivais na rodada deste domingo, ao vencer o Furacão em Curitiba, por 1 a 0, gol de Roni, de peixinho, em cruzamento exato de Fábio Santos.
A simples chegada do duo Giuliano-Renato Augusto, já mudou todo o astral alvinegro. Não só porque são dois veteranos de bons bofes, parças, como a turma gosta de dizer, mas, sobretudo, porque são jogadores de características ideais para arrumar qualquer meio de campo capenga, ausente de criatividade e senso.
Era o que faltava ao Corinthians. E à maioria dos nossos times, há muito tempo. Refiro-me à figura do meia-armador, excluído dos nossos campos, em favor do tal segundo volante e o Camisa10. Hiato de que nem técnicos, muito menos a mídia esportiva em geral, têm noção da diferença entre o meia-armador e o tal segundo volante, mais dinâmico do que ciente e hábil, e o tal Camisa 10, o meia ofensivo, nomenclatura herdada de Pelé e de Zico, os nossos mais célebres camisas de número 10.
Mas, enfim, isso não é surpresa para mim, quando espio do fundo da minha caverna no Grão Ducado de Ibiúna esse Brasil em busca da morada ideal do primeiro Neanderthal.

Pois é mestre Alberto…da minha parte ví, na minha infância e adolescência, ao vivo ou pela TV, jogadores camisa 10 como Pelé, Rivelino, Gerson, Ademir Daguia, Dirceu Lopes, Paulo César Caju, o brilhante inglês Bobby Charlton, o fenomenal uruguaio Pedro Virgílio Rocha – e mais alguns que nem me lembro mais. E todos eles jogando no 4-2-4 clássico , onde uns eram mais armadores clássicos , outros mais armadores/atacantes – o tal de ponta de lança de antigamente- e outros mais atacantes mesmo. Alguns até faziam as três funções clássicas do meio de campo dito moderno de hoje em dia. Quer dizer eram o segundo volante, o armador e o ponta de lança simultaneamente!!! Por isso que acho que eles jogariam em qualquer time atual sem a menor dificuldade, até sendo mais endeusados e milionários do que há 50 ANOS atrás ….
Agora não sei se estamos tão carentes desses tipo de jogador no momento atual, especialmente aqui no Brasil. Acho que não….Portanto talvez o quê se precisa mesmo sejam treinadores mais ousados e arrojados que usem esses craques com mais frequência….,viu Tite?
Helena bom dia, o duro dos três zagueiros é ter duas malas sem alça como Bruno Alves e Diego Costa, mas o maior problema esse ano é a preparação física do time, são 33 distensões nos jogadores, alguns pela segunda ou terceira vez na temporada, a situação pro treinador fica difícil. não terá condições pra fazer um conjunto coeso, equilibrado, azeitado, nosso tricolor de uns anos pra cá perdeu o rumo da história, era referência, não é mais, uma pena
A mídia esportiva analisa hoje como se os grandes fossem imbatíveis, dos 20 times da série A, não vejo um craque sequer, olha que são mais ou menos 250 jogadores entrando em campo, a volúpia pra ganhar a bola é tanto que chegam bater cabeça, deveria haver uma regra pra usar capacetes para evitar um trauma mais sério
Helena, foi o tempo em que os Cardeais comandavam com brilhantismo o meu SPFC, infelizmente nos tempos atuais o curriculum não são do nosso gosto
RECADO PARA BELMONTE:
Prezado Belmonte, li hoje suas declaracoes sobre a estrutura do CT (medico/fisioterapia/preparacao fisica)
e lamento dizer que voce perdeu uma otima oportunidade de FICAR CALADO..
A restruturacao do CT nao vai trazer mais despesas!!!! A postergacao da restruturacao vai aumentar os prejuizos e colocar em risco o futuro do clube. com possibilidades de haver um grande desastre..
Agora se voce fez essas declaracoes somente para representar o que o presidente (e eventualmente um grupo
que atua e representa o que ha de pior herdada da gestao Leco) entao pergunto se voce se presta a isso.
Era melhor ficar calado e dizer LA DENTRO que voce nao concorda. Fazen 3 ou 4 meses eu venho escrevendo nessa coluna do Alberto chamando a atencao para essas distencoes dqui de longe, fora do Brasil,
acompanhando so por noticias e SO’ AGORA VOCES PERCEBERAM ISSO? O Crespo tambem e’ culpado pelo
EXCESSO DE TREINOS EM MOMENTOS ERRADOS. TREINOS EM DIA DE JOGO…
Espero que voces tomem uma providencia imediata !!!!!