
Mais uma vez Neymar decidiu o jogo, ao se livrar de três marcadores na área peruana e rolar para Lucas Paquetá marcar o gol da vitória brasileira, aquele que leva nossa Seleção à decisão do título continental. Isso, aos 34 minutos do primeiro tempo.
Bem que poderia ser um tantinho mais folgado o placar se o juiz marcasse o pênalti sofrido por Richarlison já na segunda etapa, quando o beque peruano empurrou claramente, com os dois braços, pelas costas, o atacante tupiniquim.
Desde o advento do VAR, pênaltis como esse não podem deixar de ser marcados, em hipótese alguma. Mas, esse foi.
De qualquer forma, o Brasil mereceu vencer pelo desempenho da primeira fase, quando dominou a bola, os espaços e o espírito da contenda, embora não fosse capaz de criar muitas chances de gol, sobretudo pela ausência de um artilheiro de fato e por vocação, já que Gabriel Jesus estava suspenso e Gabigol, obviamente, não conta com os bons bofes de Tite.
Contudo, a movimentação dos homens de frente foi apreciável e eficiente.
Justamente o que deixou de acontecer no segundo período, quando o Peru saiu da casinha e resolveu apertar o Brasil no campo inimigo. Foi quando os peruanos se ressentiram mais do que nunca da ausência de um artilheiro como Paolo Guerrero.
Tite mexeu muito tarde na equipe, já quando o senso comum sugeria, pelo menos, manter o placar ínfimo pra ir à final da Copa América, E aí foi aquele desfile de beques e volantes entrando em campo, com Militão, Fabinho e, por fim, Douglas Luís.
Aliás, em matéria de volantes, vale ressaltar a extraordinária participação de Casemiro, tanto atrás quanto à frente.
Enfim, uma compensação para a categoria.
Resta, agora, esperar que a Argentina cumpra seu dever, e teremos uma final digna de verdadeira Copa América, com Messi de um lado e Neymar, de outro.
VAI BRASIL !!!
Prezado Alberto Helena!
Perfeito teu comentário, somente num ponto não entendi.
Você deseja que a Argentina “cumpra seu dever”…
Você é argentino ou brasileiro?
Ora, se a Argentina cumprir seu dever, vamos ser obrigado a pegá-la na final.
É isto que você deseja à nossa comissão minimalista?
O melhor seria escaparmos da Argentina, pois no momento o que importa é vencer e ler no mundo todo as manchetes: O supercampeão vence mais uma vez!
O Felipão, entrevistado ontem aqui na Gazeta, disse o que venho dizendo desde criança: O Brasil está nadando de costas em favor da correnteza, estamos ganhando com golzinhos solitários marcados ou preparados por Neymar. Se pudéssemos croná-lo e entrar com 11 Neymars em campo poderíamos ir para a Europa. Como isto é ainda meio difícil vamos para a Europa com um único Neymar. Chegando lá ele toma uma porrada no primeiro jogo, volta para casa e o time todo volta atrás dele após os três jogos da fase de grupo. Isto vem se repetindo nas últimas copas.
Deus nos livre de pegarmos uma Dinamarca ou uma Bélgica de frente na fase de mata-mata.
Parece que o Brasil não tem apenas a pandemia para combater, porém também a cegueira de milhões de adeptos do futebol. Todo mundo dando piruetas de alegria no ar a cada jogo que vencemos na nossa especialidade minimalista, de marcar um golzinho magro e correrem todos para a frente do próprio gol, como se fossem 11 goleiros e depois ficando a trocar bolinhas atrás até o juiz tocar o sinal do fim da luta.
Naturalmente, exagero um pouco, temos alguns craques, jogamos bem, mas explico o problema assim para perceberem que o negócio continua sério. Assim a vaca vai para o brejo habitual.
A frase se refere à possibilidade do confronto entre Neymar e Messi na decisão. Como analista não sou torcedor, embora brasileiro nato, torço pela excelência do espetáculo. Quanto a Felipão, ele foi um dos precursores desse movimento regressivo do nosso futebol.
Abraços
Grande Alberto Helena!
Naturalmente você tem toda a razão, eu usei teu texto apenas como retórica para explicar minha posição do problema, que é a mesmo do Felipão. Há dois dias ele lembrou que nos faltam adversários à altura, jogamos apenas contra vizinhos que sempre vencemos, enquanto lá fora do outro lado do Atlântico estão as seleções fortes como Bélgica, Dinamarca, Inglaterra, Itália. Esse é o grande drama do momento para o Brasil.
De resto, te dou toda razão que a final mais digna deste torneio é entre o Brasil e a Argentina, te parafraseei apenas para puxar meu fado. Falando sério, vamos torcer para uma grande final entre os dois gigantes do Hemisfério Sul. E além disto, como a esperança é a última que morre, esperemos também que antes da Copa do Mundo possamos dar uma volta lá fora e jogar contra adversários sérios.
Saudações amigas e parabéns pelo trabalho sempre excelente.
Helena, vc está com a razão. Devemos enfrentar os Argentinos sim. Ora, o próprio Neymar declarou que prefere enfrentar os argentinos. Meu pai sempre me ensinou que não devemos ter medo de nada e enfrentar as adversidades com coragem e determinação. A Argentina é melhor que o Brasil? Claro que não !!! Eu torço para que a Argentina se classifique e enfrente o Brasil e tenho a certeza que a venceremos e muito bem. e mostrar que o futebol brasileiro está muito acima de torcedores e jornalistas negacionistas. Quem morre de véspera é peru , e realmente o Peru morreu de véspera da final, nas mão do Brasil hehehe
Prezado Alberto,
Seu blog tem dado aulas de análise dos jogos e momento do nosso futebol.
Seria possível, na próxima edição, uma análise do jogo Espanha e Italia? E na seguinte uma análise de Dinamarca e Inglaterra?
Um abraço e muito obrigado,
AV
Sem zebra. A Argentina ganhou e vai para a final contra o Brasil. E Los Hermanos que se cuidem, porque já estou fazendo meu estoque da Puro Malte para comemorar a vitória brasileira, sábado hehehe…VAI BRASIL !!!