Na Europa, em campo, a decepção

Foto: Franck Fife/AFP

Encerrado esse primeiro ciclo das Eliminatórias Europeias pra Copa do Mundo, a maior vencedora do torneio, sem dúvida, foi a decepção. Falo do desempenho das grandes favoritas, não dos resultados, embora nesse sentido, a Armênia, por exemplo, que figura num quinto patamar desse universo, só vem somando pontos preciosos.

Refiro-me, claro, à atual campeã do mundo França, à Alemanha, à Espanha, à Inglaterra e à Itália.

Dessas seleções, as que vem obtendo melhores resultados são a Inglaterra e a Itália. Alemanha e Espanha, por seu lado, devem obter a classificação, mesmo tropeçando aqui e ali (nesta quarta, por exemplo, a Alemanha conseguiu perder para a Macedônia, creia, por 2 a 1).

A Espanha, que venceu nesta rodada, ainda tem a desculpa de estar num processo de transformação sob o comando de Luís Felipe.

Já não conta mais com o Barça como base do selecionado, a exemplo do que ocorreu nos seus maiores momentos de glória. E o técnico tem de seguir catando aqui e ali os jogadores que podem devolver aos espanhóis o brilho das grandes conquistas.

Já a Alemanha segue tendo o Bayern para se apoiar. Mas, ora, anima a torcida; ora, decepciona.

Nada, porém, próximo da performance da França, apesar de seu rico e potencialmente excepcional elenco. Com todos os seus M’appés, Pogbas, Griezmann e cia. bela, a Freança tem praticado um futebol pífio, insosso e desconexo.

De todos eles, o que mais agrada é a Inglaterra, que nesta quarta, venceu a Polônia por 2 a 1, no finzinho da partida, como é de praxe no futebol britânico em geral, onde prevalece a  lei do Chacrinha – o jogo só termina quando acaba. E os ingleses já patentearam em seus torneios a máxima de que o último segundo é sempre o penúltimo, o chamado Fergtime, em homenagem ao já mitológico técnico Ferguison.

Só que, desta vez, os ingleses dominaram o jogo de cabo a rabo e só sofreram o empate agoniante no segundo tempo numa saída de bola errada de Stones, que permitiu o empate dos poloneses, desfalcados, diga-se, de sua mais cintilante estrela, o artilheiro Lewandoviski.

É óbvia a interferência do vírus maldito nesse cenário, o que afasta a torcida dos estádios, sempre uma força extra para os mandantes, seja para o bem ou para o mal, embora na Europa, em geral, é para o bem.

Só isso, porém, não basta pra explicar tudo.

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    É de fácil explicação esse baixo rendimento de seleções outrora favoritas à conquista da copa do mundo
    ocorre que essas seleções só jogam com os jogadoras nativos desses países e os times jogam com jogadores de diversos países formando verdadeiras seleções das nações estrangeiras neste times com brasileiros, africanos e outros países só para dar o exemplo….simples assim…se Messi pudesse jogar pela Espanha, Felipe Coutinho e Lewandoswisk pela Alemanha, Neymar pela França já imaginou o fortalecimento das seleções destes países…rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

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