Homem-a-homem, uma zona?

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Fico sabendo, pelo esclarecedor texto do Pedro Nascimento, aqui na Gazeta, que o técnico Crespo pretende impingir no São Paulo a velha marcação individual no lugar da zona.

Isto é: cada um pega o seu e o segue por onde o adversário for. Uma zona, se me permitem o trocadilho.

Sim, porque o sistema de marcação individual, o chamado homem-a-homem, é mais antiga do que a Sé de Braga.

Esse recurso, de fato, foi utilizado ao longo de toda a primeira metade do século 20, até que um brasileiro resolveu racionalizar isso aí, criando a marcação por zona. Isto é: cada jogador tem uma determinada área de combate, enfrentando qualquer um que a invada. É o que prevalece, aliás, nas principais equipes do planeta, hoje em dia.

Esse brasileiro chamava-se Zezé Moreira, que aplicou a sistemática no Flu, campeão carioca de 51, também chamado de Timinho, embora não o fosse de fato, pois lá estavam Orlando Pingo de Ouro, um meia-esquerda de muita habilidade, Didi, o Príncipe de Rancho de Carnaval, como o definiu Nélson Rodrigues, que também batizou outro craque daquele time como Fio da Esperança, o nosso saudoso Telê Santana.

Fosse por influência de Zezé ou por ser um sistema mais adequado ao então chamado futebol moderno (o termo não é tão moderno como supõem nossos jovens comentaristas), o fato é que o mundo todo acabou por adotá-lo.

Menos os italianos do velho Catenaccio, a retranca de sempre. E, foram além, ao criar a figura do líbero (isto é: o beque liberado da marcação individual, justamente para cobrir as eventuais escapadas dos adversários). Não satisfeitos, criaram o cabeça-de-área, o líbero à frente da zaga. Trappatoni ganhou fama nessa função.

Só começaram a mudar o braço da guitarra romana depois daquele lance emblemático do gol de Carlos Alberto na Copa do Mundo de 1970.

Para quem não se lembra, lá vai: ao receber a bola, pela meia-direita do nosso ataque, Pelé percebeu que o lateral-esquerdo Fachetti, mito italiano, por conta da marcação individual, perseguiu o ponta-direita brasileiro, Jairzinho, que descambava para o meio, abrindo aquele boqueirão por onde o lateral Carlos Alberto penetrou em alta velocidade. Pelé só teve que rolar a bola para seu lateral e correr para o abraço.

A partir daí, os italianos caíram na real.

Não sei como a coisa vai se desenrolar na Barra Funda.

Mas, fico aqui imaginando, por exemplo, o Miranda, que nunca foi um velocista, do alto dos 36 anos, perseguindo o Claudinho do RB, pelo gramado afora.

Enfim… Esperemos.

3 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Parece que o time do tricolor do Morumbi trouxe um Fernando Diniz argentino a única diferença é a língua porque me parece que vocação para invenção de moda é a mesma, com um calendário pesado e espremido em 2021 devido ao Corona Vírus não há tempo para se implantar uma mudança drástica de marcação por zona para marcação homem a homem e o exemplo dado por ti Alberto foi perfeito quanto ao Miranda ficar correndo atrás do Claudinho do Red Bull e complemento imagine o Miranda querer fazer marcação homem a homem com o Rony do Palmeiras, com o Soteldo ou Marinho do Santos…como dizem os cristãos só Jesus na causa….enfim não torço para o São Paulo e estou torcendo que ele invente bastante moda assim como o Fernando Diniz e todos vão saber o final desta história….mais um ano sem ganhar nada só chupando o dedo…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses

  2. Helena, nesse comentário não falarei de futebol. Não tenho simpatia por nenhum partido político ou políticos. Mas uma coisa é certa, pra acabar com essa pandemia é necessário vacinação. A pergunta que fica é :cadê a vacinação em massa que muitos políticos falaram? Já estamos quase em abril e nada de vacinação em massa. Cadê as milhares de produções dos laboratórios? Até agora nada. Vamos ficar falando de crise sanitária e mortes até quando?

  3. Alberto Helena Jr.

    Nesse comentário também não falarei de futebol vou tentar expor minha opinião em relação a questão da vacinação em massa solicitada pelo Ademir e aconselho o rapaz a não ir na conversa desta mídia tradicional, que gosta de apostar no pânico e no medo, cito alguns canais que sigo no youtuber como o Canal do Mauro Fagundes, do Ed Raposo, Canal Pai e Filhos, Canal Paula Marisa, Canal Te atualizei (da Barbara) e você terá uma verdadeira imagem do que acontece no país, inclusive em relação a vacinação, como você bem disse políticos procurando holofotes as vezes vêm a público e ficam fazendo previsões que não vão de encontro a realidade desta pandemia, vacinação em massa seria ideal mas é um processo que não será tão fácil ou na rapidez que a maioria sonha mas acho que para darmos conta da expectativa de uma vacinação em massa os laboratórios que vão abastecer os Estados de milhões de doses para isso teriam que estar no pico de capacidade máxima de sua produção, aí me refiro a Fio Cruz e ao Instituto Butantan, porém ainda estamos na dependência do encaminhamento de insumos por países para a produção de vacinas e que deveriam estar enviando ao país esta matéria prima mas que fazem o possível pois o mundo inteiro tem que demandar também para suprir seus estoques, estão faltando vacinas praticamente no mundo inteiro e cito alguns países como Alemanha, França, Reino Unido entre outros que também estão em sérias dificuldades para concluir as vacinações de suas populações, o que posso te adiantar para te dar algum alento Ademir é que o país, através de seus laboratórios já está em condições de produzir também os insumos e a partir disso ter capacidade de produção de seis milhões de doses por semana o que irá atender a demanda no país no espaço de poucos meses, e te digo mais Ademir não vá atrás desta grande mídia pois vezes vêm com informações distorcidas reforço o conselho para que você procure a mídia alternativa no youtube pois terá informações muito mais confiáveis. agora Ademir, para descontrair um pouco, vou te dizer quem procura vacinação em massa agora terá a sua disposição caneloni, capeletti, ravioli, espaghetti aí você escolhe Ademir…..desculpe a brincadeira e um abraço. Saudações palmeirenses.

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