Êta Brasil sem tempero!

Foto: NELSON ALMEIDA / POOL / AFP

Não lembro se alguma vez, nesta minha longa caminhada, acompanhei um jogo do Brasil com tanto desinteresse.

Não pelo valor da competição – afinal, tratava-se de um jogo de Copa do Mundo -, tampouco pela fragilidade do adversário, histórica, mas, sim, pelo comportamento do nosso time em campo diante da Venezuela.

Foi um longa e cansativa perda de tempo, com o Brasil tocando bola daqui pra lá, de lá pra cá, sem nenhuma objetividade, zero de imaginação, sequer um driblezinho maneiro pra temperar um pouco esse prato sem sal nem açúcar.

Pra tanto, contribuiu decisivamente a escalação do time por Tite, com dois volantes desprovidos de um pingo de imaginação (Alan e Douglas) e três atacantes, todos de meio, que retirava da equipe as opções de jogadas incisivas pelas pontas. E, lá no banco, Vini Jr. e Cebolinha, dois especialistas nesse assunto.

Ah, sim, houve aquele gol de Richarlison anulado, e só, ao longo de todo o primeiro tempo.

No segundo, uma ligeira melhora, a partir da entrada do meia Paquetá no lugar do volante Douglas, mesmo porque a Venezuela não dava o mais pálido sinal de que estava a fim de jogar. Apenas se defendia, dando a bola a um time que não sabia como conduzi-la com ciência e arte em direção à meta adversária.

Por fim, aos 21 minutos, Everton Ribeiro escapa pela direita, cruza bola que é rebatida de cabeça pelo beque nos pés de Firmino na cara do gol: 1 a 0, ufa!

E por aí ficamos, apesar das entradas tardias de Pedro e Cebolinha.

Enfim, o Brasil segue líder das Eliminatórias, com 100 por cento de aproveitamento, como se esperava. Afinal, deste lado do hemisfério, mesmo jogando pouco dificilmente deixaremos de estar entre os primeiros.

 

 

2 comentários

  1. Helena, jogar com dois volantes contra a Venezuela é ridículo. Estou muito a vontade pra opinar, pois não fui a favor da permanência de Tire após a copa do mundo. Mostra-se já um técnico ultrapassado, comparando a Sampaoli, Diniz, Rogerio, Jorge Jesus, só pra citar alguns. Não se vê nada na Seleção, a não ser quando Neymar joga. Muito pouco. Na minha opinião passou da hora de trocar de técnico, se é que se deseja algo na próxima copa.

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