Mais uma do Tricolor, mesmo saindo mal

Foto: Divulgação/Miguel Schincariol

Essa quem me  contou foi o grande Rubens Minelli. Ao desembarcar no Morumbi, levando na bagagem o bicampeonato brasileiro pelo Inter de Falcão e cia. bela, tentou implantar aquele expediente que Marinho Peres havia levado para o Colorado, aprendido com os holandeses do Barça.

O truque consistia na formação da linha do impedimento quando da cobrança de uma falta pelo adversário. Um dos beques era, então, incumbido de liderar a linha do impedimento. bastava gritar e levantar o braço para que ele e seus demais parceiros partissem em bloco pra frente, deixando na esteira uma legião de adversários em posição ilegal.

Pois, bem, no Tricolor, Minelli treinou à exaustão esse movimento, tendo o beque Paranhos como sinaleiro.

No jogo imediato, contra a Briosa, no Pacaembu, na primeira cobrança de falta do adversário, Paranhos gritou, mas não levantou o braço: gol da Briosa. Na segunda, levantou o braço mas não gritou: novo gol da Briosa. Nas duas vezes, Paranhos ficou estático.

Resultado: Minelli desistiu de aplicar a tal linha de impedimento que tanto dera certo na Seleção Holandesa, no Barça e no Inter.

Conto essa historinha para advertir meu querido Diniz acerca dessa saída de bola do São Paulo, trocada entre o goleiro e os zagueiros.

Meu caro Diniz, é hora de largar mão disso.

Diante do Flamengo, no Maracanã, pelas quartas da Copa do Brasil, todas as chances criadas pelo adversário foram exatamente em consequência dessa saída de bola trabalhada com deficiência pelo Tricolor.

Mais do que isso: a sequência dessas  jogadas acabou por tirar a confiança do time pelo resto do primeiro tempo, o que tem se repetido com extrema frequência.

Mas, no segundo tempo, nem essa deficiência tricolor evitou sua vitória diante do Flamengo, na estreia de Rogério Ceni como treinador.

Graças, mais uma vez, à estrela de Brenner, o menino artilheiro, que recebeu bela enfiada de Sara, logo aos 2 minutos, e abriu o placar no Maracanã.

E, por falar em artilheiro, Gabigol respondeu dois minutos depois, recebendo passe exato de Bruno Henrique.

E o jogo transcorreu meio cá e lá, com um ligeiro predomínio do Fla, até os 42 minutos, quando Hugo, o garoto que havia fechado a meta do Fla várias vezes antes e que substituíra Diego Alves, contundido, caiu na mesma esparrela de sair jogando com os pés diante de Brenner. Preciso dizer qual foi o resultado?

O resultado foi que o Tricolor segue invicto diante do Fla há algum tempo, assim como Diniz diante de Rogério, cujo trabalho à frente do Mengão mal começou, e, portanto, merece, um prazo pra maiores avaliações.

6 comentários

  1. Helena bom dia, que sufoco, o Flamengo podia ter marcado 4 gols já no primeiro tempo, resultado de saídas erradas, primeiro com Luciano, depois com Igor Gomes e duas com Bruno Alves, esse último é uma piada como zagueiro, não vejo uma única qualidade no seu futebol, é ruim demais, espero que no próximo jogo como bem disse você, Diniz resolva mudar essa filosofia de troca de bolas na defesa principalmente dentro da grande área, o que me conforta é ver os garotos de Cotia jogar futebol no time principal

  2. Foi um resultado muito injusto esse, o Fla merecia melhor sorte, massacrou o tricolor no primeiro tempo. Mas como dizia meu velho pai, não existe justiça ou injustiça no futebol, ganha o time que for mais efetivo. O Flamengo teve muitas chances, mas falhou em não converter as oportunidades, enquanto o tricolor aproveitou as chances que teve. Sorte do São Paulo, diga-se, mas até quando?

    1. As oportunidades do Flamengo foram por erros nas saídas de bola do jogadores tricolores, não jogadas criadas pelo Flamengo, tanto é que no segundo tempo o Flamengo não criou praticamente nada

  3. Helena, boa vitória mas nada resolvido, classificação ainda aberta. Mas é claro que qualquer vantagem é muito boa. Diniz tem que consertar a saída de bola, sair mais com Daniel Alves e Luan para não correr riscos. Mas como é bom ver os craques de Cotia, Brener, luan, Diego e Sara, este último na minha opinião tem biotipo e até futebol parecido com o Luan que jogava no Atletico MG. Craque. E Brener, matador.

  4. O Fernando Diniz é teimoso, não abre mão deste esquema de jogo de toque de bola desde o goleiro, passando para atacante, meio-campo, e por aí vai. O time está sempre no limite, para o torcedor é tensão o tempo todo. Como Diniz tem como única variação tática, aquela avalanche de atacantes quando o time está perdendo, afirmo que ele não é técnico para o São Paulo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *