Cornetas soando alto no Parque

Foto: Divulgação/Cesar Greco

As cornetas soam alto nas alamedas do Parque, anunciando a queda iminente de Luxemburgo, que já está acostumado a isso. Afinal, esta é sua quinta passagem pelo Verdão, desde sempre agitado.

O amigo sabia que o folclórico técnico Gentil Cardoso, o Moço Preto, como ele mesmo se autodenominava, foi demitido em pleno vestiário alviverde quando se celebrava a conquista de um título pelo seu time? Pois é.

Imagine agora, quando o Verdão era um dos dois grandes favoritos ao título brasileiro pela excelência de seu elenco, vindo de três derrotas consecutivas, levando por 3 a 1 do lanterna Coritiba, no Parque e jogando muito mal.

Aliás, nesta pandemia de imbecilidade que assolar o país, como diria Stanislaw Ponte Preta, em que as redes sociais passaram a ser a Voz do Brasil, ainda se discute se o melhor é jogar bonito ou obter resultados. Como se uma coisa excluísse a outra, em vez de se complementarem.

Qualquer mente mais ou menos aberta haverá de sugerir o óbvio: jogar bem é o primeiro passo para se obter o resultado. Ganhar ou perder, num jogo em que os elementos aleatórios (sorte, azar, circunstâncias especiais etc.) podem ser decisivos, quem jogar bem, envolver o adversário, tiver a bola sob controle, terá sempre mais chances de vencer.

Pois o Verdão de Luxa jamais buscou essa excelência, Desde o início, buscou o resultado à brasileira atual: fecha a casinha e aposta em um contragolpe mortal. Deu certo em uma longa série invicta. E, como era de se esperar, acabou caindo no funil.

Nesta quarta-feira, levou de 3 a 1 do lanterna sem esboçar sequer um instante de esperança;.

Conspiração dos jogadores contra o técnico? Talvez, não sei. Talvez, uma dose extra de desesperança de jogadores que até desembarcarem no Parque eram tidos de alta qualidade técnica. Quem sabe?

Só sei que quem passar pelos portões do Parque corre o risco de ficar surdo, mesmo depois de o toque final ter celebrado a demissão de Luxa. o que ocorreu logo depois do jogo.

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