
O São Paulo segue sob o compasso do samba de uma nota só na série interminável de empates, em meio a poucas derrotas: repete à exaustão a mesma toada – um jogo sem profundidade (sequer alternativas) pelas extremidades do campo, concentrando a troca de passes pelo meio congestionado de adversários e concluindo as jogadas com bolas alçadas de dentro para as fáceis rebatidas da defesa inimiga.
E, mesmo quando deriva o jogo para o lado. é sempre em direção a Reinaldo, pois Juanfran é de uma inutilidade absoluta pela direita, seja defensivamente quanto ofensivamente.
Aliás, o gol de abertura do Coritiba, um primor de cobrança de falta por Robson, resultou de falha do espanhol, que já foi figura proeminente no Atlético de Madri e na Seleção de seu país. Falhou ao tentar dominar bola lançada na direção da área tricolor e acabou puxando o atacante pela camisa, como último recurso.
A partir daí, foi uma repetição exaustiva do mesmo: o São Paulo tentando atacar pelo meio, em vão, diante da retranca curitibana.
E o empate só chegou aos 22 minutos do segundo tempo, quando o juiz apitou pênalti (braço de Moura, em má cobrança de falta de Daniel Alves), que Reinaldo converteu: 1 a 1. Isso, depois de dois gols do Tricolor anulados corretamente pelo VAR.
E, foi só, já que as alterações promovidas por meu querido Diniz giraram em torno do mesmo tema, embora do que mais o time carecesse fosse a entrada pelo menos de Boia pela direita, um ponta de ofício.
E, mais uma vez, o Tricolor perdeu a chance de apertar o cerco ao Galo, ao Inter, ao Palmeiras e ao Flamengo, que mantêm-se lá no topo da tabela do Brasileirão.
NA LINHA DO GOL
A seguir nesse rumo, o futebol brasileiro, em mais uma geração, terá perdido de vez a preferência do público pátrio, que se satisfaz cada vez mais com os jogos europeus transmitidos pela tv. E cada vez menos com essa sucessão de empates insossos de jogos sem ousadia ofensiva e recheados de faltinhas que impedem o fluxo normal da partida.
Neste domingo, por exemplo, dois jogos do Campeonato Inglês encheram os olhos do telespectador, de satisfação e gols inesperados: os Spurs meteram 6 a 1 no Manchester United, e o poderoso Liverpool levou um sacode de 7 a 2 do Aston Villa, a grande sensação do atual torneio nacional. Coisa de cinema.
Samba de um clichê só, caro Helena!
Você, caríssimo, no alto da sua erudição futebolística, e não apenas futebolística, me diga que equipe no mundo, na história, faz seus meias mais avançados voltarem para sua própria área pra ficar trocando bola de lado com o goleiro?
A não ser que você escale de fato o cara como zagueiro, de líbero ou de raio que o parta e que ai sim ele avance em direção ao gol adversário.
Pelo amor dos deuses da bola, o Diniz deve ser muito gente boa, fala bonito, mas ele não tem a menor ideia de como montar uma equipe de futebol.
E outra mestre, me fala como uma equipe que propõe um futebol de toque de bola, só faz gol de chuveirinho e bola espirrada? O futebol proposto pelo Diniz é a antítese de um futebol verdadeiramente bem jogado, é triste, sem alma e condescendente. E o Leco e o Raí sustentam esse discurso deprimente e vazio que não leva a lugar nenhum. Como podem estar tão anestesiados? Que tipo de humilhação eles esperam pra dar um basta?
Fernando Diniz é um treinador confuso taticamente, que em seus trabalhos não visa títulos. Ele se preocupa demais com a ambiência com os jogadores. E o final de seus trabalhos é o time à beira do rebaixamento, por competência os outros times demitiram-o, creio que o São Paulo não fará isso, chegara ao rebaixamento.
Helena bom dia, alem da sua análise perfeita, é impressionantemente como falhas e mais falhas individuais acontecem a cada jogo, é goleiro falha do, laterais falhando, zagueiros falhando, atacantes na cara do gol desperdiçando oportunidades reais de gol e a mídia esportiva malhando o treinador como se fosse o culpado pelo desempenho da equipe, se a direção não for atrás de laterais e pontas não vai conseguir algo melhor
Compreensível a bronca dos nossos amigos tricolores com o Diniz, mas para mim está claro que o fator determinante para o desempenho do SPFC é o elenco limitado. Qualquer que fosse o esquema de jogo é um time pra brigar por pré-libertadores no máximo.