Noite de Marinho e de Luciano

Foto: Divulgação/Ivan Storti

E aí, então, Marinho disparou um daqueles habituais mísseis aleatórios e, pimba!, salvou o Santos de um jogo enroscado com o Sport. Não fosse ele seria Soteldo, que acabou cedendo seus lugar para uma das novidades do Peixe – Leonardo e Lucas, dois Meninos da Vila que prometem. Bem aos estilo de Robben, que encantou o mundo com iguais lances.

Já no Morumbi, Luciano chegou, entrou no segundo tempo e empatou o jogo com o Bahia de cabeça, no segundo tempo quando mais o Tricolor pressionava, já beirando a zona do desespero. Desespero que se estampava nas feições de Diniz à beira do campo. Seja porque seu time não produzia o esperado por ele, seja porque sua cabeça está a prêmio no São Paulo, nesse imbecil jogo do futebol brasileiro de que o técnico ou ganha tudo ou perde o lugar.

E tudo recomeça do mesmo num patamar inferior. E, dá-lhe meia dúzia de desocupados mentais, em plena pandemia mortal, na porta do estádio protestando.

Não, o Tricolor não está jogando bem, longe disso. Toca a bola pra cá, pra lá, sem saber exatamente onde quer chegar, E, quando eventualmente chega, erra a finalização, como ocorreu com Pablo duas vezes e Tchê-Tchê, uma. ainda no primeiro tempo.

No segundo, depois das entradas de Luciano e Sara, o São Paulo passou a realmente afogar o Bahia, que vencia por 1 a 0, e acabou chegando ao gol de empate com Luciano. Este, por sinal, é um meia canhoto, hábil, que teve seu melhor momento com Diniz no Flu.

Mas, do que mais carece esse time é de abertura pelas pontas, a fim de desafogar seu meio de campo, onde tudo se concentra e nada acontece. Traduzindo: dois carinhas como Marinho e Soteldo.

Como? Não tem na praça? Esqueça os professores da base e os empresários engravatados e procure, meu!, que haverá de achar nesses campos perdidos nesse mundão chamado Brasil.

E aqui me  lembro de Canhoteiro, o maior ponta-esquerda da história tricolor, o Mago incomparável no domínio da bola e nos dribles estonteantes. Pois foi descoberto por acaso numa excursão do São Paulo ao Nordeste, nos meados dos  anos 50.

Essas figuras estão por aí, aos montes, nas várzeas, nas praias, nas divisões inferiores, nos quatro cantos do país, camisas rasgadas, calções sujos, pés desnudos. É dessa gente que o futebol brasileiro de elite precisa pra sobreviver num nível compatível com as exigências de hoje e de sempre.

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

 

 

6 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    “Eta” coraçãozinho tricolor hein Alberto….coitado do Fernando Diniz né….o futebol é cruel né….ou ganha tudo ou vai para a rua….que negócio é esse de ficar passando pano para o técnico tricolino….se é o Luxemburgo é despreparado, ultrapassado, arregaçado e tome bucha mas para o técnico do time da Vila Sonia é o futebol que é cruel…é por isso que crônica esportiva deve ser uma das funções mais fáceis do jornalismo né…..tudo convenientemente colocado para execrar uns e glorificar outros assim como faz o Mauro Cezar Pereira lá da ESPN…..para os amigos tudo e para os outros a lei….verdade é que nenhum técnico assim como os times não estão produzindo nem 50 % do que podem tecnicamente…..sejamos justos né…..pau que bate em Chico bate em Francisco também…… rindo até 2026. Saudações palmeirenses.|

  2. Helena bom dia, o SPFC tem um zagueiro que joga como uma donzela, salto alto e tudo mais, chama-se Bruno Alves, não combate, não divide, , não marca, é uma válvula na defesa Tricolor, não entendo como continuar enganar até então

    1. Alberto Helena Jr.

      Queria cumprimentar o amigo são paulino Antonio Braz para dizer quie esse Bruno Alves é tri aleta ou seja salta, corre e…nada….nadinha de nada está afundando a defesa são paulina, só o gênio da lampada, segundo a alegrinha crônica esportiva tricolina, Fernando Diniz não vê isso, parece que tem jogadores que se entendem “,muito bem” com alguns jogadores que se tornam intocáveis em seus times vide como exemplo o Luxa e o Ramires, Lucas Lima, Bruno Henrique no Verdão era para esses preguiçosos derem dado linha, vazado do Palmeiras assim que o Luxa assumiu, portanto a #Fora LuxaVemMiguelAngelRamiresVemGallardoVem Miguel Heinze….rindo até 2016. Saudações palmeirenses.

  3. Helena, já houve uma evolução com a entrada de Igor Vinícius. Mas alguns jogadores ainda não estão bem. Vai aí uma dica para o Diniz começar o jogo contra o Sport: Volpi, Igor Vinicius, Bruno Alves e Reinaldo, Luan, Tchê Tchê ou Liziero, Daniel Alves e Gabriel Sara, Pablo ou Helinho e Luciano. Um 4 4 2 mas com saída de bola mais rápida com Luan e Gabriel Sara e melhor cobertura na subida dos laterais, com o próprio Luan e Tchê Tchê ou Liziero, onde ambos também tem bom passe.

    1. Alberto Helena Jr.

      Boa a escalação são paulina colocada pelo Ademir, no papel com jogadores qualificados de boa técnica e aí parou por aí….pois o time não reage ao que diz o Fernando Diniz da mesma forma que o Verdão não reage ao que determina o Luxa, ou seja os dois times não reagem ao que os técnicos solicitam e aí vira a casa da Nhá Joana….cada um faz o quer….acomodados e sentados em cima de contratos longos ganhando fortunas por mês…as duas torcidas não merecem essa falta de vontade e indolência apresentadas com um futebolzinho que deixaria muito jogador de várzea envergonhado, porém não podemos colocar só na conta dos técnicos pois jogador é bicho marrento quando encasqueta de não jogar não joga mesmo……rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

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