Ai, ai, ai, PVC…

Foto: Divulgação/Bruno Cantini

Ai, ai, ai, ai, ai… Dentre todos, você, não, meu queridíssimo PVC, dileto estudioso das coisas do futebol, um verdadeiro computador dos números e datas que regem o jogo.

Num debate no Sportv, falando das táticas de Sampaoli na estreia do Galo no Campeonato Mineiro,meu computador infalível PVC brincou e deu tilt:

– Três-dois-cinco? Isso lembra o que nos tempos remotos chamavam de WM.

Não, não, não, não!

Pra quem não sabe, o WM foi sistema criado pelo escocês Herbert Chapman no final dos anos 20, que veio substituir o clássico 2-3-5 – dois zagueiros centrais (o back de espera e o stopper, que saía à cata do atacante), três médios, com destaque para o centro médio, também chamado de Eixo, que se transformou no atual volante com o passar dos tempos, e cinco atacantes).

Chapman, então, mudou a estrutura da sua equipe – o Arsenal – com três zagueiros (dois laterais e um central), dois médios de apoio, dois meias e três atacantes (dois pontas e um centroavante). Esse sistema passou a ser denominado de WM. Se decupado, ao gosto dos nossos atuais comentaristas que jogam com os números como se fossem bingo, o WM seria um 3-4-3, nunca um 3-2-5, variação que pode ocorrer durante um jogo mas jamais catalogada como sistema de jogo em época alguma..

Para o amigo e a amiga ter uma visão mais clara do WM, pegue uma folha de papel e uma caneta ou lápis. Pegou? Imagine que a folha seja o campo de jogo. Então, faça um risco divisório, como se fosse a linha do meio de campo e acrescente as linhas da grande área. Desenhe a letra M na zona defensiva, de uma lateral à outra, à frente da suposta área. Espie os vértices da letra, as hastes, os pontos básicos. O que verá? Três zagueiros e dois apoiadores na intermediária, próximo à linha central do campo.

Agora, escreva o W acima da linha divisória. Verá, então, que esse W significa dois meias e três atacantes (dois pontas e um centroavante).

Deu pra entender? Pra ficar ainda mais claro: coloque o W sobre o M e visualize as extremidades de cada letra como se fossem cada um jogador.

Ensinava-me o saudoso amigo e grande jornalista Álvaro Paes Leme, já coroa quando eu era jovem, que esse era o sistema mais adequado pra se ocupar todos os espaços do campo. Tanto isso é fato que o mais lúcido dos treinadores atuais, Guardiola, vira e mexe recorre a essa formação, pra não dizer qu, sobretudo no Barça, cansou de jogar no mais antigo 2-3-5.

O WM vigorou por mais de três décadas, com uma pequena variação – a Diagonal de Flávio Costa, que recuava um médio e um meia, prenunciando o advento do quarto-zagueiro, do meia-armador e do meia ponta de lança. Isto é: os quatro meio campistas, em vez de formar um quadrado, que Chapman chamava de Quadrado Mágico, pois poderia virar um triângulo ou um retângulo, de acordo com a movimentação dos médios e meias, já que futebol nunca foi pebolim, ganhava um formato de quadrado diagonal. Daí, adveio o 4-2-4: quatro zagueiros, um volante, um meia e quatro atacantes.

Na prática, já era o 4-3-3, pois o tal meia ponta-de-lança, que seria o quarto atacante, de fato partia do meio de campo, praticamente ao lado do meia-armador.

Em seguida, vieram todas as variações utilizadas até hoje, sem falar nas retrancas endêmicas, popularizadas como Ferrolho Suiço ou Catenaccio Italiano – linhas de quatro ou cinco zagueiros, mais três ou quatro defensores, o diabo a quatro.

Aqui, o Rei da Retranca era um imigrante italiano simpaticíssimo, que morreu já centenário, Caetano De Domenico , que inventou o que ele chamado de Cerrada e Cerradinha. A Cerrada era um sistema com quatro zagueiros, quatro médios protetores, um meia e um atacante. A Cerradinha, cinco zagueiros, quatro médios e um só atacante.

Podia ser mais atual no futebol brasileiro de hoje?

 

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    O tal de PVC para mim um pseudo comentarista, não entende nada de futebol e deveria enveredar pela área da educação, como professor de estatística, é chatíssimo e repetitivo naqueles verborrágicos discursos estatísticos que não interessam aos verdadeiros torcedores que enxergam e vêem futebol, tem uma dicção horrível parece que o tilt dito por você Alberto não foi só no erro matemático do esquema dito pelo tal do PVC, ele se diz palmeirense mas a torcida não o considera é sim um fazedor de média com a torcida além disso um traidor quando lançou matéria jornalistica tendenciosa falando da dívida do Palmeiras, pelo jeito essa postura de entendido de estatística é uma fraude visto que não sabe discernir o que é o passivo de uma instituição de dívidas a curto prazo, além do que a sua trairagem não se dá apenas nestas barrigada jornalistica que ele costuma dar mas também deve ser um péssimo colega no ambiente de trabalho em que transita, visto ele ter pulado do “barco” da Fox Sports quando soube da futura fusão entre a Fox e a ESPN e como já havia sido escorraçado da ESPN de medinho de mais um pé na bunda se mandou para o SPORT TV, eu nunca ficaria de costa para uma pessoa com esse tipo de atitude que comparativamente me remete aquela situação de ratos abandonando o barco antes do naufrágio….PVC não me representa como torcedor do Palmeiras como disse é mais um oportunista querendo se dar bem usando o nome da instituição Palmeiras….rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  2. Alberto Helena Jr.

    Contrapondo com o meu comentário acima venho aqui agora para elogiar o musico e jornalista Rodrigo Rodrigues, morto no dia de hoje por complicações da COVID 19 agravada por trombose venal cerebral, a doença ceifou uma das maiores promessas de renovação do jornalismo esportivo, feito de forma cordial, imparcial, leve e divertida para todas as torcidas, não o conhecia pessoalmente mas pareceu ser sempre um cara do bem e ficam as minhas condolências a família nesta hora dificílima e desejo paz e muita luz ao Rodrigo e familares próximos….hoje não rindo até 2026…só respeito a um grande ser humano que foi…..Saudações palmeirenses..

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