Mais uma na galeria do Bayern

Foto: John MacDougall/AFP

E o Bayern de Munique, hoje, o melhor time do mundo, levantou sua segunda taça importante – a Copa da Alemanha – ao golear o Leverkusen por 4 a 2, com direito a dois gols do artilheiro Lewandowiski, esse centroavante que merece estar entre os três melhores do planeta na disputa da Fifa. Não só porque é um goleador implacável, mas, sobretudo, porque joga muito, tanto no senso de colocação em campo, quanto no trato com a bola.

E olhe que, desta vez, os bávaros não foram aquele time arrasador o tempo todo, pois, no segundo tempo reduziu seu ritmo de jogo deixando o tempo correr e o destino resolver a questão.

O que mais me encanta nesse Bayern é a sua disposição ofensiva.

Se quisermos seguir a tônica dos nossos jovens comentaristas, doidinhos para decupar os esquemas de jogo em várias linhas virtuais, diria que os bávaros jogam assim, ó: 2-2-2-4. Sim, senhor: dois beques (Boateng e Alaba), sendo que um deles, Alaba, autor de bela cobrança de falta no gol inicial, vira e mexe se transforma em volante. Dois alas – Pavard e esse extraordinário afro-canadense Davies. Dois armadores – Kimmich e Goretzka. E quatro atacantes: Gnabry, Muller, Lewa e Coman.

De fato, numa nomenclatura tradicional: 4-2-4, com Muller voltando sempre para participar da armação, o que faz dele o maior assistente da equipe.

O que importa mesmo é a soma da qualidade individual de seus jogadores e a volúpia pelo gol, os dois elementos essenciais de um time de futebol.

E é somente aqui que entra a importância de um treinador como Flick, que pegou um time hesitante no início da temporada e devolveu-lhe essa feição histórica.

Sim, porque a função básica de um treinador é escolher os melhores jogadores de seu elenco, escalá-los de acordo com suas características e necessidades da equipe, exorcizar o demõnio do medo e mandar a tropa atacar e atacar, com os cuidados elementares, claro. Ah, e ter tino para saber que substituições deve fazer no correr da partida.

NA LINHA DO GOL

Quando digo que a pedra de toque desse Flamengo espetacular chama-se Gérson não é à toa. Reveja, por exemplo, o jogo do Flamengo neste sábado contra a frágil Portuguesa Carioca, no Maracanã vazio como manda o bom senso. Sem Gérson, o Mengo teve  os espaços e o controle da bola, e, mesmo assim foi um sufoco pra virar o placar em 2 a 1, no finalzinho da partida,. Por quê? Simplesmente pela falta de um organizador de jogadas a partir do meio de campo alguém com o descortino e a constância na distribuição de passes como Gérson. Seja no desafogo do passe aberto para os lados do campo, seja nas enfiadas pelo meio ou na chegada para a tabela à entrada da área. Veja só: isso, num elenco excelso como o do Mengo atual. Às vezes, um vale por mil.

 

 

 

Um comentário

  1. Alberto Helena Jr.

    Eu não vi e estou baseando meu simples comentário no que foi dito por você ou seja o “Framengo” virou o jogo contra a estupenda Portuguesa Carioca (com todo o respeito a Portuguesa) no que me leva concluir que o time “pica das galáxias” lá da Gavea começou a fazer água ou será que os mares espanhóis de Barcelona já começam a tomar a praia do Portuga Jesus….vão pagar pela arrogância e prepotência descendo ladeira abaixo dos pincaros da glória….não tem suporte moral para se manter em alto nível…é o time do “dez reau” né mesmo e cadê o pagamento para as mães dos meninos incendiados hein time de sanguessugas dos pobres e iludidos torcedores mulambos. Saudações palmeirenses..

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