O segredo alemão

Foto: Kal Pfaffenbach/AFP

O campeonato alemão já vai pra sua terceira rodada pós-pandemia, neste meio de semana, com o jogo decisivo entre o líder Bayern  o Dortmund. Fato inédito no mundo ocidental assolado pelo vírus mortal.

Todos os cuidados possíveis foram tomados pelos dirigentes alemães: máscaras de proteção para quem estiver à beira do gramado, distância de metro e meio entre os reservas, estádios vazios e, sobretudo, o fim daquelas habituais Sodomas e Gomorras nas áreas quando das cobranças de escanteios e nas celebrações dos gols conquistados.

A propósito, esses costumes são mais ou menos recentes. Datam dos anos 70, época limite do conhecimento passado das novas gerações, pois ser a que ainda está impressa nas tapes de tv acessíveis, já que a leitura de compêndios é coisa ultrapassada.

Antes, na cobrança de escanteio, os jogadores se posicionavam na área decentemente. E, nas comemorações dos gols, limitavam-se a levantar os braços e, um ou outro, abraçava respeitosamente o autor da façanha. E bola que rola.

Apesar, porém, de todos esses cuidados, o futebol correu solto e divertido nos campos alemães desde o fim de semana passado.

Ao contrário do que se supunha, por causa dos sessenta e seis dias de paralisação, foram jogos corridos, bem disputados, com muitos gols – algumas goleadas – e jogadas acrobáticas, aqui e ali.

E o que explica essa volta prematura do futebol alemão?

Educação é a palavras-chave. Um povo educado, nas escolas e em casa, que sabe cumprir seu dever cívico – isto é: respeitar os direitos dos outros, sobretudo, em relação à sobrevivência em épocas críticas como a que vivemos hoje em dia.

Esse povo, que já deu ao mundo Kant, Goethe e tantos outros gênios da literatura e das artes em geral, foi vítima e culpado de tiranias atrozes – a mais recente, o nazismo. Mas, parece ter aprendido a dura lição. Tanto, que apologia ao nazismo, lá, passou a ser crime inafiançável.

Ao contrário da epidemia de ignorância, burrice (o sujeito pode ser ignorante mas inteligente) e pretenso autoritarismo que campeia entre nós, um país que navega sem rumo nos mares do dissabor.

Um comentário

  1. Alberto Helena Jr.

    Com todo o respeito ao amigo acho que devo só me ater ao aspecto social e desportivo para comentar nesse post ao afirmar que tudo que foi dito desportivamente em relação a volta do campeonato alemão é consequência do avanço em postura de educação do seu povo onde as crianças desde pequeninas aprendem a respeitar sua família, seus educadores, todas as pessoas indepndentemente da idade e com o governo grantindo saúde e educação de qualidade e isso resulta em termos verdadeiramente uma nação que não é só território mas principalmente o povo que lá habita, o campeonato alemão começou depois de que a pandemia diminuiu muito a proliferação do vírus em seu país pelo comportamento exemplar de seu povo, agora o Brasil precisa se mirar em exemplos de conduta desportiva como esse porém estamos num período de transição, inclusive de sistema de governo pois nos subordinamos há pelo menos quinze anos a governos corruptos e que implantaram esse vírus chamado corrupção em todos os níveis de governo não vai ser fácil para o atual presidente mudar esse estado de coisas mas é preciso tempo e paciência não se muda quinze anos de uma pretensa democracia vermelha cujo principal mentor está solto soltando asneira atrás de asneira para implantar o caus e tentar virar o jogo…não serão nunca mais serão, você vê não quis misturar política com futebol mas acabei fazendo isso….que pecado né. Saudações palmeirenses.

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