Clássico, zero. Tricolor, deeez!

Foto: Divulgação/Rubens Chiri

No futebolês tapuia, clássico é o confronto entre dois rivais históricos, dois grandões dos nossos gramados. E, nesse sentido, Santos e Palmeiras foi um clássico, embora a grande rivalidade entre os dois se desse lá nos anos 60 quando o Verdão era o único que ousava desafiar o maior time do século 20, aquele de Pelé e cia. bela.

Mas, clássico advém de classe, cujo significado está colado à ideia de refinamento, distinção, categoria. E isso foi o que não se viu nesse clássico de sábado.

Foi um jogo truncado, eivado de erros de passes e carente de chances de gol das duas partes.

E a soma da surpresa e da decepção. Surpresa foi o Santos, no primeiro tempo, dominando o Palmeiras, a grande decepção, embora melhorasse um tiquinho na etapa final, com a estreia de Rony, a badalada e controvertida contratação junto ao Furacão.

É sempre bom lembrar, porém, que esta ainda é uma fase de ajuste desses dois times. Assim como é a do Tricolo;r, que, no domingo, enfrentou a Ponte, em casa.

E, logo de cara, Pato chuta sobre o goleiro chance de ouro. Contudo, aos 8 minutos, não bobeou finalizando boa trama do lado esquerdo: 1 a 0. Isso, depois do gol anulado da Ponte e do penal a favor do São Paulo (braço estendido do zagueiro em cabeçada de Arboleda).

As chances perdidas se multiplicam, com Pato, Pablo e Vítor Bueno, graças à marcação alta exercida pelo Tricolor e o ajuste nas trocas de passe, o que dá consistência à equipe como um todo. Até que, no finzinho do primeiro tempo, Vítor Bueno descola, de calcanhar, Reinaldo, que fuzila no ângulo: 2 a 0, mas era pra ter sido uns quatro ou cinco.

Logo no início do segundo tempo, Yuri é expulso. Na sequência, mais uma oportunidade perdida, desta vez por Pablo. E, outra: disparo de Igor Gomes defendido pelo goleiro Ivan. E mais outra, com Pato, pra fora.

Eis, porém, que, num dos raros ataques da Macaca, Dawhan vara a defesa tricolor, recebe cavadinha dividindo com Volpi e diminui pra 2 a 1,

A partir daí. mais a troca de Pablo, que vinha bem no jogo coletivo, por Hernanes, o São Paulo retraiu-se e passou a correr riscos desnecessários. Mesmo assim, por pouco, Vítor Bueno não amplia o placar, de cabeça.

Resumo da ópera: se o clássico de sábado terminou no zero, o Tricolor do domingo mereceu uma nota 10, emitida com a sonoridade e estilo dos mestres de cerimônias de apuração do desempenho das escolas de samba de um carnaval que nunca se acaba.

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