Ufa, até que enfim! Mas…

Foto : Pedro Martins / MowaPress

Ufa! Até que enfim… Depois de uma série de cinco jogos sem vitória, na sequência da conquista da Copa América, o Brasil vence, como diria o saudoso Edson Leite naquele vozeirão reverberante.

Lá nos Emirados Árabes, batemos a Coreia do Sul por 3 a 0, placar clássico.

Descontando-se a fragilidade histórica do adversário, que praticamente vive de Son, aquele atacante esperto do Tottenham,  a Seleção Brasileira apresentou um jogo coletivo superior ao das partidas anteriores. Nada, porém, pra soltar rojões, nem algo que indique mudança de rumos no estilo de jogo do time.

A vitória veio em boa hora, sobretudo pra Tite, tão acossado desde a conquista da Copa América. Pena que, pelo visto, o treinador não deverá aproveitar esse interregno pra repensar a forma de jogadores e a escolha dos jogadores certos pra executar eventuais novas funções.

Digo isso porque não faz parte do show de Tite essa história de avançar em direção a novos horizontes.

Por exemplo: a Seleção segue jogando sem dois pontas, que ampliam o campo de ataque, permitindo não só as jogadas agudas pelo lado como a abertura de espaço pra que os homens de meio se aprofundem na área. Tampouco recorre à prática de marcação adiantada, típica dos times de maior envergadura técnica, y otras cositas más.

Assim, dentro do padrão convencional do nosso futebol atual, as boas novas foram as presenças de Fabinho, no lugar de Casemiro, que deu mais leveza à saída de bola da defesa ao ataque, e de Lodi, na lateral-esquerda, autor de duas assistências – uma, o cruzamento exato pra Paquetá abrir a contagem, de peixinho; outra, pra Danilo encerrar o placar em chute forte e bem dirigido.

Entre um e outro, houve aquela cobrança de falta magistral de Coutinho que, pela primeira vez nesta altura do campeonato de amistosos, movimentou-se com mais determinação em campo.

Pena que, já com 3 a 0 no placar, Tite não tenha oferecido tempo suficiente pra Rodrygo, por exemplo, mostrar a que veio. Mas, para o treinador, neste exato momento, o mais importante era assegurar a vitória, não hora de fazer experiências com os novatos.

Não nos esqueçamos, porém, que foi sob essa égide que a Seleção acumulou os dissabores anteriores, raros na nossa história, diga-se.

 

 

7 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    A parte da crônica esportiva brasileira, clubista sem ética profissional, dependente de agrados de determinados clubes protegidos pela CBF e Rede Esgoto de Televisão, deveria ter vergonha na cara e parar de ficar adulando este time de empresários e da Nike e que tomou “emprestada” a camisa verde e amarela do Brasil para ficar fazendo amistosos caça níqueis em terras inimagináveis para nosso futebol em meio a deserto, camelos porém de muito petróleo e dolares que é o que interessa a CBF entidade poluída de dirigentes venais e politiqueiros como sempre….não perdi e não vou perder o meu tempo para ver isso aí jogar prefiro ficar dormindo que eu ganho mais. Saudações palmeirenses.

  2. OTITE PRECISA ABANDONAR A SELECAO BRASILEIRA, QUE COISA HORRIVEL, ELE E BOM DE PAPO, MAS, SEUS ARGUMENTOS SO ENTRAM NA CABECA DE ALGUM IDIOTA MES, ALBERTO HELENA FALOU MUITO BEM, ESTOU COM VOCE. TITE VA PROCURAR O TEU GRANDE CORRUPTO LULADRAO E MORRAM ABRACADOS.

  3. Fiquei preocupado com a possibilidade de EmpaTite ser demitido, principalmente depois das declarações de seu cabo eleitoral, Galvão Bueno Senna da Silva. Agora que essa possibilidade está descartada, temos garantia de vexames nas Eliminatórias, contra os poderosos Peru, Venezuela e Equador. Fica, Tite, até 2025!

  4. É Bruno Henrique, Douglas Costa, Gabigol e Neymar juntos na seleção para aterrorizar os zagueiros com o verdadeiro futebol brasileiro.. O Tite é teimoso e de raciocínio lento. Demora para enxergar o jogo e demora para trocar. Copa do Mundo é tiro curto e precisa pensar rápido. Caro jornalista, saindo desse foco do jogo da seleção, queria, se possível que me tirasse algumas dúvidas sobre a polêmica unificação de títulos nacionais que ficou parecendo que foi feita para prejudicar o nosso SPFC. Vou enumerar: 1) todos os presidentes dos times da série A concordaram e assinaram algum tipo de documento para tal? 2) aqueles torneios onde alguns times já entravam nas semifinais e jogando 3 jogos podem ser chamados de BRASILEIRÃO? 3) porque não computaram o título do SPFC de 1959 que foi campeão nacional (manchete do jornal Gazeta Esportiva)? 4) O STJD foi consultado sobre a legalidade disso? Foi uma unificação política, onde só os interessados participaram, com dossiê montado e tudo.? 5) Procuraram documentos já prescritos, caducados e arquivados já a muito tempo com os regulamentos da época e os renovaram? Desculpe por todas essas dúvidas, mas o senhor como “mestre’ do jornalismo esportivo pode nos explicar melhor. É que eu e muita gente não enteu isso até agora. Saudações e um forte abraço de um admirador.

  5. É UMA PENA QUE ESTEJAMOS ASSISTINDO À SEPARAÇÃO SOCIAL DA SELEÇÃO BRASILEIRA QUASE QUE NOS MOLDES DO DISTANCIAMENTO DOS POLÍTICOS. QUE GRANJEIAM NO NOSSO PAÍS, COM O POVO QUE ELE LEGISLA.
    JÁ SENTI ISSO COM O CARNAVAL;;;

    QUEM SOU EU!!!

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