O coletivo Fla e o resto

Foto: Alexandre Vidal/CRF

Há quanto tempo o amigo que acompanha esta Bola Virtual quicando pelas ideias do campo de futebol me vê pregando pela volta dos coletivos nos times brasileiros que aboliram essa prática em nome das tais metodologias modernas que não passam do velho treino alemão das dimensões reduzidas para acelerar o passe.

O passe nos nossos times segue sendo cada vez mais errático e o jogo de conjunto não passa de vãos intercalados de chutões.

Aí vem o luso Jorge Jesus e revela seu espanto: “Ó, pá, por que não se faz mais coletivos no Brasil?”.

Ele faz, no seu Flamengo líder e deslumbrante que acaba de meter 3 a 1 no Inter. Um Mengão que jog com um só volante, ofensivo, diga-se, e até sem nenhum como aconteceu no final dessa partida, quando Arão cedeu seu posto a Vitinho, um atacante típico.

O amigo dirá que, assim não vale, pois o Inter jogou com dois a menos (Bruno e Guerrero foram expulsos). Sim, caso esse Mengão de Jesus não jogasse assim desde que o gajo assumiu a sua direção técnica.

E sempre com a mesma escalação, a não ser quando este ou aquele está suspenso ou machucado.

E aqui entra outra falácia importada pelo brasileiro por ouvir cantar o galo no poleiro europeu: a de viver trocando o time de jogo pra jogo, como se isso fosse um sinal de modernidade.

Ora, se não faz coletivos pra entrosar o conjunto, que dirá mudando a equipe a todo momento? Ainda mais se esse time não possui as individualidades de um Flamengo.

Esse tem sido o caso, por exemplo, do São Paulo de Cuca, que não engrena nem a pau.

Nesta noite de quarta, por exemplo, com outra formação, tomou de 1 a 0 do Goiás em pleno Morumbi.

Só com a repetição do mesmo grupo por um bom período uma equipe ganha entrosamento e confiança. Caso contrário, se transformará num quebra-cabeças eterno e inacabado.

O mesmo se aplica ao Corinthians, que caiu fora da Sul-Americana, ao conseguir um empate heroico nas alturas de Quito. Agora, tendo apenas o Brasileirão pela frente, Carille pode, finalmente, optar por um time definitivo e por um esquema mais adequado às características desses jogadores, sem sonhar com grandes voos, mas, também, sem se arriscar a grandes depressões.

12 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Todos resultados esperados numa noite sem grandes surpresas no campo de futebol, o Flamengo jogou no estádio do governo do Rio de Janeiro e aplicou derrota num esforçado e aguerrido Internacional que mesmo com dois jogadores a menos conseguiu estufar as redes do Diego Alves deixando o recado que o bicho não é tão feio como apregoado pela imprensa que vive a impor o dia inteiro na cabeça dos desavisados uma lavagem cerebral e aí caindo a mascara de muitos torcedores travestidos de jornalistas, principalmente cariocas, que só faltam ter um orgasmo no ar quando falam do time dos urubus; já no Morumbi o time do Jardim Leonor vai deixando pelo caminho pontos importantes que irão fazer falta até para uma possível classificação à LIbertadores de 2020; já o curiquinha de itaquera sendo curiquinha de itaquera e voltando lá de Quito quietinho tomando seus suquinhos de meia em meia hora. Saudações palmeirenses.

    1. Certo JJ, o Mengão não é tão somente superior aos demais times desse brasileiro,mas têm na persistência,no controle mental e também na velha raça rubro Negra, que em momento algum deixou o Inter respirar, tabelou, botou 75% de posse de bola e tu ainda achas que o bicho não é feio?
      E o que tu dizes desse trio de atacantes do Mengão?
      Só para refrescar sua memória, o Mengão chegou ao gol de número 100 e esses 3 atacantes juntos durante até agora marcaram 65 gols, isso é ou não um time acima da média nacional e até mundial?
      Agora vou bater na tecla enquanto os times vierem jogar no Maracanã contra o Mengão com 3 volantes, como jogou o Inter ontem, vão levar surra! Há sim, só para finalizar sábado vai ter gol do Gabigol!!!! Saudações rubro Negra!!

      1. Alberto Helena Jr.

        Queria cumprimentar meu amigo rubronegro Oliveira e dizer a ele que faço meus comentários para brincar com os torcedores de outros time na verdade este ano será muito dificil qualquer time da série A tirar este títilo do Flamengo pois o time da gavea está encaixado e passando o trator em cima de todo mundo, fiz a observação do gol do Internacional para mostrar que milagres acontecem mas só as vezes né…..você está com a razão meu amigo carioca. Um abraço e saudações palmeirenses.

    2. Nota-se que você é um cara completamente isento e confiável pra avaliar, rsss. Por falar em estádio… no jogo de volta a Sandy e o Júnior vão liberar o estádio pra vocês tentarem perder de menos pro Flamengo? Ou vai ser no Pacaembu?

      1. Alberto Helena Jr.

        Queria cumprimentar outro amigo rubronegro o Paulo Pinheiro e dizer que você tem razão, infelizmente temos que ceder a Arena Alliaz Parque para que a construtora W Torres promova shows, pois é arena multi uso, e para que W Torres possa se ressarcir, como forma de pagamento do valor gasto na reforma mas te digo que foi um ótimo negócio, por exemplo, da show da Sandy e Junior foram para os cofres da W Torres quatro milhões e quinhentos mil reais dos quais 20 % será repassado ao Palmeiras, e quando há shows a construtora ainda ressarce o Verdão em um percentual não abaixo do que 10 %, ou seja se o Palmeiras joga no Pacaembu toda a bilheteria do jogo para o Verdão e mais um repasse da W Torres….é um ótimo modelo de negócio que eu acho que deveria ser observado pelo Flamengo para construir sua própria arena aí no Rio de Janeiro. Saudações palmeirenses.

  2. Jota Sebil Junior o Timão foi heróico, jogou muito e se não fosse o pecado da bola na trave trave de Wagner Love a história seria outra. Time teve raça e vergonha na cara ao contrario da josta do seu porco time e de vc que paga pau pro Timão mas quando seu imundo time perde, some e corre pra debaixo da cama! Aqui é Corinthians mano !

    1. Alberto Helena Jr.

      Queria cumprimentar meu amigo Tião e aconselhar ele para ter calma, pois se você tiver mais do que sessenta um acesso de furia pode afetar seu coraçãozinho…..para ficar calminho tomar um suquinho Del Valle de Maracuja de hora em hora que a raiva passa e você fica calminho. Saudações palmeirenses.

  3. Caro, Alberto Helena

    O meu pensamento irei repeti-lo novamente e, prende-se com a ideia de que o treinador só pode melhorar a equipa se tiver tempo para treinar os seus jogadores explicando e treinando os movimentos que pretende para os seus jogadores, tanto a nível defensivo, transições defesa/ataque, etc, etc.
    Com mais tempo para treinar as equipas tente riam a jogar melhor e havendo melhoria na qualidade das equipas, isso faria que houvesse mais público nos estádios para verem os jogos, além de que não existe folga económica para um torcedor ver dez meses seguidos, dois jogos por semana e nem a relvado/gramado que aguente tantos jogos seguidos.
    Para isso acontecer o calendário brasileiro deveria estender-se pelo mesmo período do calendário europeu.
    Terminava-se com as competições estaduais e, teria-se apenas o Campeonato Brasileiro e a Taça do Brasil ao longo de uma época futebolística, onde haveria apenas jogos ao fim de semana..
    Quando houvesse jogos da Taça do Brasil, os mesmos seriam jogados ao fim de semana, com a consequente paragem neste fim de semana do Campeonato Brasileiro.
    Quando houvesse jogos das competições sul americanas, os clubes envolvidos nestas competições teriam nesta semana que fazerem dois jogos (um pela competição Sul americana e o outro pelo Campeonato Brasileiro ao fim de semana ao domingo para ter mais um dia de descanso).
    Quando houvesse jogos da selecção, as competições nacionais e sul americanas paravam e, retornariam após a vinda dos jogadores aos seus clubes.
    Assim os clubes não ficariam prejudicados por não terem os seus atletas e o próprio treinador estaria a vontade de convocar qualquer jogador sem a preocupação de prejudicar os clubes.
    Com esste calendário organizado aconteceria que vendas e compras seriam feitas antes do início das competições e não veríamos mais clubes perderem jogadores por serem vendidos durante as competições e até deixariam os de ver treinadores saírem para outros clubes pelo poder do mercado.
    Ou seja, fazer uma programação de calendário como existe na Europa, mas para isso seria necessário ter pessoas competentes a frente do futebol brasileiro.
    É fácil, não é, ou não?
    Bem haja

  4. Caro, Alberto Helena

    Dou a minha opiniao em relação ao futebol brasileiro e em especial ao calendário futebolístico brasileiro.
    Na minha opinião eliminava-se os campeonatos estaduais e só haveria o Campeonato Brasileiro, com as divisões necessárias (1ª divisão, 2ª divisão, 3ª divisão e outras, se necessário) e a Copa do Brasil.
    O calendário seria igual ao calendário europeu.
    Os jogos seriam disputados apenas aos fins de semana, ou seja, sábado e domingo.
    Numa semana que houvesse jogos da Copa do Brasil, nesta semana não haveria jogos do Campeonato Brasileiro, pois os jogos da Copa do Brasil também se jogaria ao fim de semana.
    Quando houvesse jogos das competições Sul Americanas (Libertadores, Sul Americana, por exemplo), nesta altura as equipas que disputassem estas competições e excepcionalmente nesta semana jogariam dois jogos, ou seja na terça ou quarta haveria o jogo da competição Sul Americana e no sábado ou domingo estas equipas fariam os seus jogos do Campeonato Brasileiro ou da Copa do Brasil, de acordo com o calendário estabelecido.
    Assim sendo, os treinadores teriam tempo para treinar as suas equipas a nível táctico e, fazê-las jogar um futebol mais de acordo com as idéias do seu treinador.
    Os jogadores em cada jogo estariam mais preparados fisicamente e tacticamente devido ao maior número de treinamentos tácticos, pois é humanamente impossível um jogador estar a 100%, jogando durante meses seguidos a quarta e domingo e aprender o que o treinador quer, não treinando.
    Os próprios relvados poderiam ficar em melhor estado, pois não há relvado que aguente jogando nele com esta regularidade. Veja-se o caso do Maracanã, onde joga Flamengo e Fluminense às vezes no espaço de um dia.
    Com esta calendarização também não assisteriamos a venda de jogadores com os campeonatos em andamento, disvirtuando a verdade desportiva, pois aquilo que um clube juntamente com o seu técnico programou, poderia ser transformado de um momento para outro com a saída de alguns jogadores.
    Até não haveria a saída de treinadores por aparecer uma proposta tentadora, como já aconteceu no futebol brasileiro recentemente, dando como exemplo, o Carrile, do Corinthians.
    Se assim fosse, também ganharia os clubes, pois as receitas seriam maiores, pois haveria mais público, nos jogos, pois não existe finança que aguente indo duas vezes por semana, meses seguidos a ver futebol, nos estádios.
    E sendo os jogos ao fim de semana seriam a horas familiares e em dias sem trabalho, pois quem vai ver jogos a começar às 21H30 durante a semana e ter que, no outro dia levantar cedo para trabalhar, não é nada acessível para qualquer adepto (torcedor).
    Com a calendarização planeada quando houvesse jogos da selecção, as competições parariam, para assim não prejudicar nenhuma equipa e, as respectivas competições voltariam depois do regresso dos atletas da selecção, aliás como acontece, na Europa, onde o treinador convoca os jogadores sem a preocupação de prejudicar alguma equipa.
    Qualquer jogador só evolui a treinar e, a aprendizagem do modelo de jogo de cada técnico só é adquirido pelos atletas no treino diário.
    Na minha opinião, o valor do treino é fundamental para os atletas e para o treinador cunhar a sua equipa, com o seu modelo de jogo.
    Quem diz que é o craque que resolve o coletivo está equivocado, pois é o colectivo que faz sobressair o craque e, isso se consegue com treino.
    Se só tendo craque resolve-se jogos, então a selecção do Brasil deveria ser campeã do Mundo de quatro em quatro anos, pois não existe país no mundo onde exista tantos craques, como o Brasil e, não é isso que acontece.
    Porque será?
    Tenho a minha opinião, mas darei noutro tema que o Alberto Helena postar!

    Bem haja

  5. Alberto, o juiz Flávio já entrou em camnpo determinado a roubar o Inter. O resto todos já sabem. O esquema pra fazer o cheirinho campeão brasileiro funciona como uma máfia. Clube antipático, que humilha seus grandes ídolos, que deixa acontecer, por puro desleixo, aquela tragédia lamentável em su
    as dependências, ceifando a vida de dez crianças que estavam sob a sua guarda. Clube que tem a torcida mais ridícula, sempre se achando, ela e o clube, as oitavas maravilhas do mundo. Escrevo como ex flamenguista, que ao ver as sujeiras de suas passadas administrações, o amadorismo, hoje disfarçado de eficiência, e a arrogância que cerca tudo que se chama de Flamengo, pediu o boné. Foi a melhor coisa que fiz.

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