Peru na roda das incertezas

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O senso comum recomenda que o Peru entre em campo fechadinho só esperando que o nervosismo natural num time que não tem demonstrado competência pra vencer retrancas nesta Copa América abra as brechas para um contragolpe mortífero.

É o que certamente está nas cogitações do professor Tite, seus discípulos e a galera em geral. Ainda mais porque o Peru, no embate com o Brasil, em fase anterior, tentou sair pro jogo e tomou um sapeca iáiá como gosta de dizer meu considerado PC Vasconcelos.

Mas, é bom Tite ficar esperto, pois o cenário previsto pode ganhar um desenho inverso: justamente por não ser o esperado, vai que o Peru resolva surpreender e partir pro ataque desde o início…

Mesmo porque o Peru tem o ataque na sua gênese, desde que era apenas um figurante no futebol continental até quando atingiu o ápice com aquela linha ofensiva dos anos 70, formada por Bailón, Mifflin, Perico León, Teófilo Cubilla (um dos mais refinados meias que vi em ação) e Gallardo, ponta de uma das Academias Verdes.

Ou vai ou racha, pois os peruanos já chegaram onde nem imaginavam chegar.

Espero que rache, pois a defesa é exatamente o ponto forte de nossa equipe. E o ataque, menos vigiado, é capaz de cumprir sua tarefa com eficiência.

Mas, se o roteiro for o previsto, haja paciência com esse nosso meio de campo incapaz de das penetrações de surpresa na área inimiga.

NA LINHA DO GOL

Só faltava essa: Messi, o melhor jogador de futebol do mundo, encerrar sua pálida participação na Copa América espiando o segundo cartão vermelho em sua longa e cintilante carreira, ainda no primeiro tempo, quando a Argentina vencia o Chile por 2 a 0. Aliás, um dos gols, o de Aguero, nasceu da vertiginosa ciência de Messi que cobrou rapidamente uma falta nos pés do artilheiro, abrindo a contagem em Itaquera. Dizem que a bola estava ainda em movimento quando da cobrança de Messi. Não achei. Mas, enfim…

Enfim, o Chile marcou de pênalti seu gol de honra com Vidal, no segundo tempo, e os bicampeões saíram da Copa América com um quarto lugar que, certamente, provocará profunda renovação dessa equipe que teve seus momentos de glória. E a Argentina, sempre vítima das lambanças gerenciais de uma AFA capaz de perder de goleada para a inepta CBF, escapa com um terceiro lugar que não faz jus à sua história e à excelência de vários de seus jogadores.

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