Paraguai? Humm… lá vem retranca

Foto: Juan Mabromata/AFP

O Paraguai, então, ficou por ali de campana, olho na última fresta aberta no portal das quartas de final da Copa América. Como nem Equador, nem Japão aventuraram-se a passar por ali, o Paraguai enfiou-se para dar de cara com quem? Isso mesmo: o Brasil, dono da casa e tal e cousa e lousa e maripousa que vem da celebração de uma goleada sobre o Peru por 5 a 0.

Humm… bem que poderia ter sido ou Equador ou Japão. Não que o Paraguai seja um terror dos campos, longe, muito longe disso., Mas, é historicamente adepto fervoroso das retrancas E dessa forma já nos embaraçou por várias vezes no passado, mesmo quando tínhamos ataques arrasadores.

É verdade que, nesta Copa América, o técnico do Paraguai se propõe a semear uma nova postura à sua equipe, o que até agora não deu muito certo, não.

Como entrou de penetra na festa das quartas, talvez isso anime os paraguaios a partir pra cima do Brasil, na  base do tudo ou nada. Pode ser. Mas, desconfio que não.

É mais provável que recorra aos velhos xamãs, finquem suas raízes à entrada da área e permaneçam ali esperando que os brasileiros se exasperem e abram uma brecha fatal na sua defesa por onde possam cavar aquele golzinho redentor num contragolpe fulminante. E olhe que, pra se defender, os paraguaios têm lá em sua área dois mestres no ofício – Balbuena, ex-Cotinthians, e Gomez, brilhando atualmente no Palmeiras.

Ora, é justamente contra esse tipo de retranca que o Brasil tem tropeçado. Entre outras coisas por contar com apenas um ponta incisivo, desses que abrem as defesas com seus dribles e infiltrações velozes – Cebolinha ou Neres. Tite, porém, tem preferido o ou em vez do e, revezando na outra extremidade um atacante de meio como Gabriel Jesus ou Richarlison.

O outro problema é a ausência de Casemiro, nossa âncora de meio de campo. Em seu lugar deve jogar Fernandinho, mais leve e fluido, capaz até de penetrar na defesa adversária de surpresa, elemento de que tem carecido nosso time. Pelo menos, faz isso com frequência no City. Mas, Fernandinho tem a rejeição da maioria dos torcedores brasileiros por conta do humilhante 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Brasil. Ademais, o volante vem de lesão que o afastou até do banco na última partida.

Isso tudo, no entanto, está no campo das especulações. No campo de fato, o cenário bem pode ser diferente: o Paraguai se abrindo e o Brasil goleando, a exemplo do que fez contra o Peru.

Quem sabe, né?

 

8 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Meu palpite 1 x 0 para o Paraguai gol do Gustavo Gomes num escanteio aos 43 minutos do segundo tempo……e lá se vai a seleção gamba do Adenor, da Nike e dos empresários do Brasil varonil para a casa do chapéu e aí das cinzas talvez o brasileiro se conscientize de que precisamos começar do zero para a moralização do futebol brasileiro com o fim da CBF e a criação de um órgão governamental sediado em Brasília que fiscalize e administre o futebol através de ligas estaduais com séries distintas num ranking por merecimento, grandeza e estrutura principalmente na gestão de futebol. Saudações palmeirenses.

    1. Quanta bobagem. Tu quer realmente que o futebol passe a ser um problema de ESTADO???? Fiscalizando e ADMINISTRANDO o futebol??????? Tenha santa paciência. A CBF está bem do jeito que está, independente. Os presidentes da nação têm mais no que se preocupar. PELOARMORDEDEUS. Ligas estaduais????? Tenha dó. O que estraga o futebol brasileiro de base são esses campeonatos estaduais de sétima categoria. Só se salva o paulistinha e olhe lá. Tem equipe de primeira divisão neles que não estaria nem na décima divisão de um Brasileirão. Melhor seria fazer como o campeonato paulista. Termos só campeonato nacional, por pontos corridos e a partir da 3ª ou 4ª divisão, só times formados por sub-23 e sub-20. Servindo para abastecer os times das divisões acima.

      1. Alberto Helena Jr.

        Parece que o Rodrigo Souza tem um probleminha de interpretação de texto então vamos desenhar quanto a criação de um órgão governamental teria o intuito de tirar o comando do futebol de uma entidade “privada” (que vive a receber ajuda governamental e de outras formas muitas vezes obscuras criando raízes com empresários de futebol muito deles inescrupulosos que fazem da seleção a vitrine para seus jogadores tanto que o treineiro permite o livre acesso desses abutres nas dependências de concentração e afins) não se trata de estatizar a seleção porém deixar que o comando inclusive mude de sede indo a brasília e tirando um pouco a cariocada de sua linha de conforto da mesma forma que as federações padecem do mesmo vicio (corrupção) que eu explicitei acima então caro Rodrigo se você concorda com esse estado de coisas e acha que o que eu expus é bobagem então você é mais um daqueles que vê futabol porém não enxerga o universo no entorno do futebol. Saudações palmeirenses.

  2. Si el Sr Tite comete el grave error de alinear a Fernandinho, Brasil corre el riesgo de perder y despedirse de la copa en su propia tierra, el problema con Fernandinho es que no brinda solidez en la medular, aunado de ser sumamente inseguro en la posición, Si el Sr Tite lo alinea, el Brasil perderá la proyección de los laterales y el Sr Artur no podrá armar, ya esto es repetido paso lo mismo en los dos anteriores mundiales, Fernandinho perdió la posición y Brasil fue presa fácil, en los dos partidos que jugó en esta Copa América su desempeño fue terrible, Brasil creció cuando se lesionó, la pregunta es porque este jugador está en la seleccion Brasilera????

    1. Alberto Helena Jr.

      Gostaria de cumprimentar o amigo Pablo Solorzano e com um adendo ao seu comentário “te digo mas” lo Senor Adenor esta a enfiar las manos pelos pés com paura de perder lo emprego pero competência passou longe ali desculpe meu portunhol mas acho que me compreendes. Um saludo palmeirense.

  3. Estou torcendo para um 0 x 0 de dar calos nas vistas e vitória de los hermanos paraguayos nas disputas de pênaltis e a meritotitecracia indo para a ponte que caiu.

  4. O Paraguai faz o correto. Joga atrás no contra-ataque contra um time que joga em casa e cujos jogadores são mais técnicos. A diferença para o Brasil é que o Paraguai sabe se postar para atacar. O seu treinador tem um esquema definido e bem treinado. Enquanto isso, o Brasil com muito mais jogadores habilidosos são um bando em campo tentando numa jogada individual decidir o jogo. Depois de mais de treis anos à frente da seleção seu treinador foi incapaz de definir um esquema tático sequer.

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