Brasileirão e seus candidatos

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Brasileirão está aí, ó, na bica, e a pergunta é sempre recorrente: quem vai levantar a taça? Ou melhor: quem está hoje mais próximo desse gesto?

De cara, escalaria um quarteto invencível só pra seguir a moda dos filmes de heróis em quadrinho (meu Deus, quanta infantilidade!), mesmo porque são todos perfeitamente vencíveis: Cruzeiro, Palmeiras, Flamengo e Grêmio.

Não, não restrinjo a esses quatro todas as possibilidades de disputa do título, pois há muitos mais na porta de entrada. Esse quarteto assume a liderança da corrida hipotética por razões óbvias.

Flamengo e Palmeiras pela força de seus elencos, o que conta muito num campeonato de longa duração, intercalado de outras competições nacionais e internacionais paralelas. É fato que ambos foram até agora incapazes de apresentar um jogo compatível com a excelência de seus respectivos elencos, mas sempre podem melhorar nesse quesito.

O Palmeiras já revelou um avanço no jogo de quinta, pela Libertadores, ao golear o Melgar, lá no Peru. Pelo menos saiu da  casinha vezes suficiente pra meter 4 com direito a 5 ou 6, se contarmos aquela chance única de Moisés e a bola na trave antes do apito final.

E o Fla vem da conquista do campeonato carioca, que não é nada, não é nada, mas dá um certo estofo moral ao time.

Assim como o Grêmio, campeão gaúcho e que deve melhorar muito quando Diego Tardelli entrar nos trinques.

O Grêmio, como o Cruzeiro, não fizeram contratações milionárias, nada disso, mas seus treinadores conseguiram manter um padrão de jogo para suas equipes que escapa um tanto desse lugar comum das retrancas disfarçadas. São sólidos na defesa e perigosos no ataque, principalmente o Cruzeiro que vive um momento especial.

Bem, ali na varanda do castelo onde mora a Taça, estão perfilados Corinthians, Inter, São Paulo  e Santos,

O Santos entra nessa faixa graças às suas peculiaridades enfatizadas pela presença de Sampaoli à beira do gramado. Mas, cá entre nós, não creio que tenha fôlego pra enfrentar essa maratona.

Fôlego que sobra ao Corinthians, embalado pelo título paulista recém-conquistado pela terceira vez consecutiva. E sobra fôlego ao Timão porque, a cada jogo, ele é economizado por aquele futebol pragmático de pouco desgaste ofensivo. Mesmo porque pode evoluir muito nesse aspecto, segundo as próprias afirmações de Carille.

O Inter, desde que Odair assumiu a sua direção técnica, tem conseguido manter um sólido equilíbrio entre a técnica e o empenho, o que faz do Colorado um dos mais prováveis rompedores de barreiras.

Já o São Paulo vai depender muito do que farão Pato,Vítor Bueno e Tchê Tchê, suas novas contratações. Se responderem em campo com toda a sua potencialidade, uau!, o Tricolor entra na disputa pra valer. Caso contrário…

Mesmo assim, o São Paulo terá sempre boas alternativas para essas posições, como Liziero, Pablo e Rojas, que está pra deixar a enfermaria, creio.

Os demais podem até surpreender no início,quando estão mais descansados do que os favoritos, ou, de repente, perturbar a liderança neste ou naquele momento do torneio.

De todos, porém, o que mais quero ver como se sairá em campo é o Fortaleza de Rogério Ceni. Pode criar embaraços pra muita gente boa.

 

 

Um comentário

  1. Mestre Helena, antes de vir me instruir, fruir e deleitar, aqui no seu terreno, assisti um vídeo de Flamengo 3X0 Santos de 1983. Adilio, Julio Cesar(Uri Geller) Júnior, Andrade, e um 10 de quem não me “lembro” do nome. Notei algo que pode simbolizar a diferença entre o futebol de então e esse negócio troncho de hoje: Os calções dos jogadores eram bem curtos em comparação com esses verdadeiros culotes, que usam hoje, que mais se parecem com pijamas, o que seria justo já que o verdadeiro futebol anda dormindo pois que “anda deitado em berço (não tão) esplendido.
    saudações acordadas!

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