
Foi o próprio Carille quem disse que no primeiro título do tri paulista, o Corinthians jogou bem; no segundo, mais ou menos; e, no terceiro, mal.
Isso dá a dimensão da lucidez do técnico corintiano, o que explica em boa parte seu êxito extraordinário, em termos de resultados, à frente da equipe.
Ao mesmo tempo, revela que o índice técnico geral do campeonato segue declinando, ano após ano. o que também justifica o título alcançado pelo Timão, que praticou um futebol tão rastaquera que mereceu críticas do próprio treinador, mero reflexo do que ocorre por todo o continente sul-americano, diga-se: basta ficar ali à porta da casinha esperando a chuva passar e a vida te levar, como no samba curtido por Felipão e seus seguidores.
Por falar em Felipão, não se trata de atribuir esse declínio progressivo apenas à ininterrupta saída de jovens valores para o Exterior, fruto do imenso desnível econômico-financeiro dos clubes de lá e os de cá.
É tudo proporcional. O Palmeiras, a exemplo do Flamengo, tem um poder financeiro muito superior aos demais grandes do Brasil, sem falar, claro, nos médios e pequenos. Contudo, esse poder não é exercido em sua plenitude.
O Verdão, que veio da conquista de um Brasileirão, naufragou na fase decisiva, a única que realmente conta no Paulistinha, exatamente por não exercer esse poder, que, pela qualidade de seu elenco, sugeria um jogo mais ofensivo, propositivo e tal e cousa e lousa e maripousa. Simplesmente, o técnico preferiu nivelar seu elenco aos demais, jogando da mesma maneira insossa e improdutiva.
Justamente o oposto ao que obrou Sampaoli na Vila. De um elenco modestíssimo, o gringo tirou leite de pedra, ao propor um estilo ofensivo, leve e veloz que fez o Peixe destacar-se até onde deu. E isso num átimo de tempo.
E o Tricolor? Este, então, sofreu uma metamorfose súbita, ao acrescentar aqueles três moleques no meio de campo. De um time pachorrento, desprovido de neurônios e ambição, de repente, ganhou alma e dinamismo no meio de campo, enquanto o menino Antony, lá na frente, ia rompendo os espaços com seu talento nato.
Mas, bastou Liziero, um dos três moleques, baixar enfermaria, e o Tricolor voltou à vala comum.
Por quê? Porque faltou lá atrás a visão necessária pra montar um elenco de acordo com suas necessidades, quando se apostou em jogadores envelhecidos e superados no modo de jogar.
E agora, meu? Como será no Brasileirão?
Luzes piscam no horizonte dos grandes de São Paulo.
O Palmeiras segue tendo um elenco de escol. O suficiente pra fazer boa figura, apesar do freio de mão puxado por Felipão. O Corinthians deve melhorar seu desempenho, apoiado no título recém-conquistado e na percepção de seu técnico de que é fundamental acertar as coisas do meio de campo pra frente. O Santos só tende a melhorar seu conjunto, ainda mais se recuperar o poder de fogo de Ricardo Oliveira, como se ventila na Vila. E o Tricolor ganhará mais fluência e contundência com Tchê-Tchê e Pato, sem dúvida.
Assim espero.
Alberto Helena Jr.
Concordo com sua análise meu amigo Alberto porém paulistinha é uma cousa, lousa e maripousa (aprendi com um grande jornalista) e outra cousa é brasileirão, há muito mais ingredientes e nível de disputa com pelo menos cinco equipes com chances reais de disputar o título quais sejam o deca campeão Palmeiras, o Cruzeiro, Grêmio, o time do cheirinho (será outra vez) e por incrível que pareça na minha humilde opinião até o Atlético Paranaense (será grata surpresa), enfim vamos ver quem tem mais garrafa para vender e aí incluam-se as difuculdades inerentes a quem ainda disputa pelo menos três títulos na temporada como por exemplo o Verdão que terá, brasileirão, copa do brasil e o mais importante título para nós que será tentar o bi da libertadores e posteriormente mundial pela segunda vez se Deus quiser. Saudações palmeirenses.
Deca campeão? Aonde, como, por que? Ah deve ser do fax ou da 51
Nobre, Helena Júnior, qual a justificativa, para se tachar o Campeonato Paulista, de Paulistinha, se, nele figuram os Clubes, que conquistaram mais títulos, nacionais e internacionais ? Pelo nível técnico, baixíssimo ? Se for, então, todos os outros Estaduais, e o Brasileiro, também devem ser chamados, no diminutivo ! E os motivos, por tanta falta de futebol, estamos cansados de saber, poucos craques, de norte a sul, e por capricho, da maioria dos treinadores, vários deles, no banco, vendo em seus lugares, beques e mais beques ! Quem negar isso, estará tentando. tapar o sol com a peneira. E como diz o ditado, ” pior cego, é aquele que não quer enxergar ” … Parabéns, ao nosso Corinthians, agora, do alto de sua trigésima conquista, brilha mais do que nunca, e prova, mais uma vez, por que é, o Campeão dos Campeões !
Como já disse anteriormente, diminuir a importância (ou mesmo ridicularizar, total ou parcialmente) o Campeonato Paulista é coisa de jornalista da Capital, que tem certo desprezo pelo Interior. Isso pode ser notado até mesmo pelo fato de os grandes jornais e rádios simplesmente ignorarem o futebol do Interior.
A grande comparação é sobre a média de público e renda, entre Brasileirão e “paulistinha”, a favor daquele, obviamente. Mas comparar simplesmente as médias é ridículo. Deve-se comparar as médias de cada time, num e noutro campeonato. Aí, veremos que elas se aproximam. (Observem as rendas das duas finais do Paulistão/2019: cerca de 6 milhões de reais, em cada jogo!) E das semifinais…!!!, E das quartas finais…! E as médias dos grandes jogando em casa!)
Comparem também as médias dos pequenos, jogando em casa, em cada campeonato. São muito próximas.
Outra coisa importante é comparar quanto cada time gasta para visitar, em cada campeonato. No Brasileiro, hotéis e longas viagens de avião, Brasil afora, tudo muito caro. No Paulistão, curtas viagens de ônibus, tipo bate-volta, com despesas mínimas.
Existe ainda um esforço para reduzir cada vez mais o Paulistão, como se o Brasileiro fosse a solução para todos os males.
(Observem que a Seleção simplesmente entrou na fila desde 2003, ganhando pouquíssimos títulos e fazendo feio em todos os mundiais seguintes. Curioso: é o ano em que começaram os brasileiros com dois turnos corridos, 38 jogos por clube, nos mais distantes pontos do País.)
Quem forçou essa “solução”? Entre outros, a mesma “imprensa” que desanca o Paulistão, cujos integrantes querem porque querem um Brasileiro com dois turnos, como os campeonatos europeus.
Ora, lá os países têm o tamanho de nossos Estados e é fácil deslocar-se entre as sedes dos clubes, tanto quanto aqui nos Estaduais. Mas o Brasil é muito grande e fazer até 19 longas viagens é extremamente desgastante para nossos jogadores e terrivelmente oneroso para os clubes.
Logo, deduz-se que longo é o Brasileiro e não o Paulistão.
(Por oportuno: o maior campeonato nacional, de qualquer esporte, em todo o mundo, é o da NFL, nos EEUU, o qual nunca foi disputado em dois turnos. São 32 franquias que jogam até 19 ou 20 partidas, em apenas 5 meses – de Set a Jan. Eles, inteligentemente, entendem que, se o campeonato durar o ano todo, acabará com as disputas das demais ligas, sejam estaduais, regionais e nacionais.)
Devemos entender ainda que o futebol brasileiro tem uma organização ditada por lei – salvo engano, do tempo do Getúlio Vargas -, que obriga as instituições a constituírem federações estaduais e estas uma confederação nacional. Isso vale para clubes de quaisquer esportes, como também para a indústria (CNI), comércio (CNC), transportes(CNT) etc. Daí, a importância dos estaduais.
Do exposto, deduz claramente que grande é o Brasileiro, que ocupa quase oito meses, com interrupções obrigatórias – Copa do Mundo, Copa América, Olimpíadas etc, além de os times poderem inscrever jogadores até Ago/Set, devido às janelas existentes no decorrer da disputa…!!!
Solução?:
– Paulistão/estaduais de Fev a Mai, 17 semanas, com jogos só nos fins de semana;
– Brasileiro, com 24 clubes, turno único, de meados de Jul até antes do Natal, 23 semanas, com jogos só nos fins de semana;
– Copa do Brasil e Libertadores ao longo do ano, nos meios de semana.
– Férias de 15 a 20 dias, do Natal ao início do ano; pré-temporada no restante de janeiro;
– restante das Férias (10 a 15 dias) de 1º a 15 Jun, com pré-temporada daí até o início do Brasileiro.
Esta seria uma boa maneira de adaptar nossa temporada à temporada da FIFA/Europa. Mas, precisaríamos dar um bom gás nos estaduais, para o que seria necessário um bom apoio da (boa) imprensa e de patrocinadores.
Jota Jr. eu te avisei no início do certame : Quem manda nessa bagaça é O TIMÃO!!! E vc por favor vai chorar pro Felipão!! Kkk…PEP CARILE MANDA LEMBRANCAS !!!
Se pegarmos todo o elenco do Palmeiras, que é considerado o melhor do país, nenhum ali seria sequer reserva do Totteham. No Brasil tem muitos jogadores que são considerados craques apenas por receber salários de craques; muitos clubes são considerados excelentes apenas pelos seus gestores gastarem exageradamente em jogadores comuns. No final o que decide um campeonato brasileiro normalmente é aquele time que consegue fazer o dever contra os clubes que serão rebaixados e não perde pontos para os concorrentes; não espere um time que seja campeão por que criou um estilo de jogo diferenciado, capaz de encarar qualquer adversário dentro ou fora de casa, não; a estratégia é se apegar a matetica citada…
Não seja por isso caros inconformados que possuem apenas a sua interminável coleção de FRACASSOS para comemorar!!!!!!! , o Timão estava em três competições já é TRICAMPEÃO de uma delas as outras duas são o s próximos alvos. Já somos TRICAMPEÕES em 2019, quanto a outros, continuam comemorando umas coisinhas arranjadas pela CBF..