Que Verdão será esse da Libertadores?

Foto: Gazeta Press

Que Palmeiras vai enfrentar nesta terça, no Parque, o peruano Melgar, pela Libertadores só Felipão sabe. Entre outras coisas, porque o treinador adotou o rodízio como um dogma.

O que se sabe de antemão é que não será um Verdão envolvente, com toque de bola rápido e progressivo, marcação a partir do campo adversário, todas essas coisas feitas para o torcedor poder usufruir de um elenco suficientemente refinado a ponto de executar esse plano de jogo ao nível desejado.

Mesmo assim, jogando pro gasto a la Felipão, seja qual for o Palmeiras escalado, a vitória está mais perto na véspera do que a derrota, claro. Afinal, além de jogar em casa, com sua frenética torcida, o Verdão terá pela frente um adversário de praticamente nenhuma expressão internacional e pouca experiência em competições desse porte.

O contrário será algo próximo do fim do mundo.

NA LINHA DO GOL

Neste fim de semana, mais uma vez, David Neres comprovou a validade da sua escolha por Tite para a Seleção Brasileira. Marcou dois gols na goleada do Ajax sobre o Fortuna, deu uma assistência e jogou pra burro, graças às suas infiltrações, dribles e passes medidos com aquela canhotinha esmerada. Fosse Tite mais audaz, o colocaria de cara pela ponta-direita, onde joga desde quando saiu do São Paulo, com Cebolinha pela esquerda e Firmino ou Gabriel Jesus no comando do ataque. No meio de campo, Casemiro (Fernandinho anda lesionado), William, que vem jogando muito no Chelsea, e Coutinho, que não vem jogando nada no Barça, mas tem bom retrospecto na Seleção.

Mestre Cuca ainda está fora, só apreciando o vaivém do Tricolor. Mas, já aviou três receitas bem temperadas pra quando assumir: Tchê-Tchê,  Roger Guedes e Keno, ex-palmeirenses que nunca deveriam ter deixado o Parque mas que dariam molejo, velocidade e agressividade ao meio de campo e ataque tricolores.

Zidane está de volta ao Real, depois do vácuo que ele deixou na temporada retrasada. Sempre temo por esses retornos em que a expectativa acaba sendo maior do que a realidade. Mas, Zidane provou no Real que sabe tanto unir o vestiário quanto botar o time em campo jogando um belo e eficiente futebol. O bicho, que foi um dos mais inteligentes craques de todos os tempos, revelou-se também sagaz na direção de um time, de maneira sempre elegante discreta, porém, firme.

O meu querido Werneck, em seu blog, faz referências à vinda de quatro juízes ingleses ao Brasil, na virada dos anos 40/50. Cita dois deles – Mr. Barrick e Mr. Ford -, mas não se lembra dos outros dois. Pois, avivo aqui a memória do grande cronista e amigo: Mr. Sunderland e Mr. Lee. E, se me permitem, acrescento uma lembrança amarga para os tricolores, embora doce para os verdes. No jogo decisivo do campeonato paulista de 50, Mr. Barrick foi autor de uma enorme lambança ao anular gol legítimo de Teixeirinha, o que daria ao São Paulo o título. Depois, diziam as más línguas, foi visto na festa da vitória no Parque Antártica.

 

 

3 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Acredito amigo Alberto que o Verdão vai jogar contra o Melgar com um poder de fogo muito maior do que contra o Mirassol, visto os retornos de Dudu, Scarpa, preenchendo as lacunas dos já vão tarde Felipe Pires, Carlos Eduardo (coisas horrorosas como jogadores de bola), o time peruano vai entrar com a tática do morcego, os dez pendurados embaixo de suas próprias traves e chutando para o lado em que estiverem virados, um pontinho para eles e onze estátuas lá em Lima (capital peruana), vitória é obrigação e caminho aberto para a classificação em larga avenida e lousa e cousa e maripousa (aprendi com um grande jornalista). Saudações palmeirenses.

  2. Alberto Helena é um dos poucos comentaristas esportivos que entendem realmente de futebol. Gosta de futebol refinado, priorizando sempre que se convoque os melhores para a seleção. Mas, nesses tempos estranhos de hoje como costuma dizer o ministro Marco Aurélio Melo, até Helena é capaz de sacrilégios como pedir Casemiro, Fernandinho e Willian de volta à seleção(como titulares).Tempos estranhos!

  3. Ola Alberto ! estou atrazado como sempre mas queria comentar o que voce escreveu sobre o blog do Werneck.
    Nao sabia o nome desse juiz safado que tirou o tri – campeonato do tricolor. Eu assisti esse jogo num dia de chuva,o campo encharcado. Foi a maior decepcao que tive no futebol. Faltando 4 rodadas o Sampa tinha 5 pontos de vantagem sobre o verdao e ai: perdeu do Ypiranga (que time !), do Guarani e do Santos e foi para a final
    com um ponto a menos. No segundo tempo um lancamento genial do Jair da Rosa (grande canhao) ao incrivel
    Aquiles e veio o empate. fatal. Depois o SENHOR GOLEIRO OBERDAN (um dos melhores da histotia) defendeu
    TUDO. bem Alverto, era isso, um abraco..

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