
Ricardo Goulart e Ganso foram os nomes mais afamados que dominaram o noticiário do dia.
Goulart acertou com o Palmeiras, que segue em dúvida sobre a permanência de Dudu, sua principal estrela. Mas, com Dudu ou sem ele, Goulart tem um lugar nesse elenco faustoso do Verdão. Não de imediato, creio, pois o rapaz mal começa se recuperar de séria lesão. Até atingir a forma ideal levará um tempinho, mesmo porque é um jogador de habilidade mas que depende muito do físico pra desenvolver sua proverbial velocidade.
Já Ganso, oferecido ao Fluminense, é o oposto: lento, de passadas largas, é técnica pura e um dos raríssimos armadores de fato do Brasil. Como vejo o futebol mais pela ótica da estética do que pela da guerra, prefiro ver três ou quatro jogadas geniais de Ganso do que dez mil desses tantos guerreiros que assaltaram nossos campos há um bom tempo.
Mas, isso é uma questão de gosto.
E, até onde sei, o estilo de Ganso cai no goto (não gosto) de Fernando Diniz, o novo treinador do Flu, um carinha que trabalha mais com a cabeça do que com o coração.
Imenso desafio esse do Flu, um milionário falido que sobrevive mais da venda de futuros craques feitos em Xerém do que de suas próprias receitas. Isso, porque, mesmo com um time fragilizado pela falta de investimentos de porte, aposta na grande virada do futebol brasileiro, esse jogo previsível, amarrado, feio e somente interessado no resultado, venha como vier.
Diniz e Ganso não pertencem a essa categoria de adeptos do futebol de resultados, baseado na força e na retranca. Ao contrário: optam por um estilo mais solto, ofensivo, elaborado através de troca de passes desde o seu goleiro até à conclusão final. Resumindo: o futebol moderno, que, por sinal, é eterno.
Ambos, porém, representam duas figuras fragilizadas diante da mídia encaixotada em conceitos primitivos desde há muito e dos cartolas imediatistas.
Diniz, depois do grande trabalho do Audax, anos atrás no Paulistão, não mais conseguiu se impor, embora haja quem diga que sejam visíveis suas digitais no Furacão de excelente campanha no Brasileirão, sob o comando de Tiago Nunes.
E Ganso mal jogou no Sevilha e no Amiens, times que o contrataram depois da excelente performance no São Paulo há dois, três anos, sei lá.
Pelo seu estilo, se os resultados não vierem logo, será alvo das mais variadas pedradas vindas dos microfones e das arquibancadas.
É assim a vida, meu caro, sobretudo numa sociedade que adotou o lema do Carcará: pega, mata e come.
(O curioso é que esse verso do João mudou de lado na sua época. Faz parte do repertório de nossas dicotomias).
Alberto Helena Jr.
Queria dizer aos adoradores do cheirinho que o Ricardo Goulart é num só combo Gabigol e Arrascaeta só que com melhor técnica e visão de ataque….chupem urubus, gambas e quem mais vier pela frente. Saudações palmeirenses.
É mesmo”porco”? Veremos quando começar o Brasileirão e libertadores, vocês jornalistas e torcedores paulistas, estão morrendo de medo da seleção do Mengão!
Dá-lhe Mengão!
Alberto Helena Jr.
Queria perguntar ao “urubu” Oliveira e aí cara cadê o estádio ? Pelo menos reformem aquilo lá na Gavea que vocês acham que é um estádio, alias temos um aqui igualzinho a Gavea é o estádio do time do Juventus na Rua Javari na Mooca, façam um depois falamos de grandeza falou. Álias parece que vocês vão assinar com aquela off shore chinesa a Ali Baba porque os 40 ladrões já estã lá ? Perguntar não ofende.Saudações palmeirenses.
Juventus da Mocca é muito mais futebol do que o time da Crefisa.
Só o Everton Ribeiro já é melhor que o Ricardo Goulart. O palmeirense se destacou no Cruzeiro por causa das inúmeras vezes que o flamenguista o colocava na cara do gol.
Vi um comentário de Alberto Helena a quem acompanho faz tempo, quando o Brasil não sei bem em que ano disputava o mundial sub-20. Num joga contra a Austrália Ganso acerta um daqueles tiraços improváveis de fora da área e Helena dizia: “anotem esse nome Paulo Henrique Lima. Esse rapaz joga muito”. E mais tarde já conhecido como Ganso não nos decepcionou. Pelo contrário, foi uma das maiores esperanças que nossa seleção teve como meia armador desde Gerson. É pena que o destino às vezes reserva-nos surpresas desagradáveis. Ganso vítima de duas sérias contusões não foi mais o mesmo. Mais mesmo assim, com seus toques mágicos e sua visão apuradíssima de jogo ainda vale a pena torcer por ele e assistir aos seus jogos. Com Fernando Diniz pode ser que ele re-encontre seu futebol admirável. Boa sorte PH Ganso.
Muito bem falado e comentado….é isso aí.
Se são mesmo praticantes de um futebol “tão fabuloso assim”, deveriam ser capazes de já ter conseguido “empilhar” uma fileira de títulos.
Mas, até onde sei, Ganso conquistou aqueles que o Santos conseguiu no virar dos 2000 para a década atual.
De Diniz, nada sei que tenha significado título, esses resultados tão desprezíveis que vocês, jornalistas que gostam de romantizar o futebol, tanto achincalham.
P’ra mim, em palavras ordeiras e honestas, desprezar o tal do “resultado no futebol” é mais ou menos a mesma coisa que diz quem afirma “não gostar de dinheiro”, quem diz “trabalho por amor, e não pela compensação financeira”.
Francamente, quantos em nosso mundo podem suster asneiras desse tipo?
Caro Helena! a palhaçada começou cedo, o timinho da tia Leila não consegue nem COPINHA, mas a culpa. adivinha de quem é? do campo que é ruim! o Figueirense sequer tomou conhecimento do campo, jogou , ganhou e se classificou, para eles o campo estava maravilhoso, mas, o Timão tinha que ter alguma coisa a ver com a velha incompetência PORCINA!!! Alguém ainda duvida que ter grana somente não adianta?? o ano ainda nem começou e o timinho da Leila já tem JUSTIFICATIVAS para o 1º fracasso. Grana sem competência para administrá-lo costumam não dar certo . Salve o Timão… campeão dos camp….VAAAAAAAAAAAAAII CORINTHIANS.
O Ganso é UM DOS MAIORES FLOPS do futebol brasileiro.
Não deu certo em lado algum.
Só mesmo no Brasil que se joga a passo de caracol é que ele pode fazer alguma coisa.
O time do Palmeiras está novamente ‘mudando’ a cara do futebol brasileiro. Todos times estão tentando por as contas em ordem para ser grande como o palmeiras! Já havia ocorrido isso em 1993 com a era parmalat…
Helena, sou um palestrino que tem muita simpatia pelo Felipão, uma pessoa adorável. No entanto, esse “esquema” de encher o time de volantes e atacar no chutão e velocidade está esgotado. Com um elenco polpudo, o Palmeiras não faz futebol, não tem repertório quando precisa, vide as eliminações para Cruzeiro e Boca ano passado. Você tem razão: nosso futebol é chato, previsível e feio, e o Palmeiras é porta-bandeira desse estilo pesado e sem graça. Não fossem as qualidades individuais dos jogadores, Dudu, Bruno Henrique, Willian, Lucas Lima em menos momentos, teria perdido pontos que fariam muita falta nesse brasileiro que acabou com o melhor vice da história. É muita despesa para ganhar apenas na disputa de quem tem mais garrafa vazia pra vender. Felipão faz muito mais bem do que mal, mas acho que o Palmeiras precisava contratar um profissional para pôr mais futebol do elenco do Felipão. Com o Felipão junto.