Tricolor: o gol e a metodologia

Foto: Rubens Chiri/SPFC

Na hora, passou-me despercebida a posição irregular de Canteiros, o jogador da Chape que cruzou a bola do gol solitário da partida, marcado de cabeça por Leandro. Só me dei conta ao ver na Fox a bela Nadine, comentarista de arbitragem da emissora, explicando o lance.

A relevância disso é que, sem esse gol, a Chape teria caído no lugar do Sport, que batera o Santos em casa. Mais um justo pretexto pra que se institua definitivamente por aqui o VAR em todas as competições.

Mas, para o São Paulo, a derrota não quis dizer muita coisa em termos de classificação para a Libertadores, pois, com a vitória do Grêmio, a situação seria a mesma.

Aliás, por falar no Tricolor, num determinado momento, segundo o repórter de campo da tv, o técnico Jardine instruiu seus jogadores a marcar o adversário mais à frente e insistir na troca de passes. Seria o mesmo que pedir ao sem-teto investir na Bolsa de Valores.

Afinal, o São Paulo está condicionado há tempos a jogar na defesa, explorando os contragolpes, a exemplo da imensa maioria dos nossos times. Abrir a porta da casinha, onde se encontra enclausurado há anos, e sair para respirar o ar fresco da montanha só pode provocar desmaios.

E o Tricolor desmaiou.

Para recuperá-lo, num estágio superior, Jardine terá de se virar com sua metodologia anunciada por ele mesmo depois do jogo. Que metodologia é essa? Confesso desconhecer. Só sei que um coletivozinho bem aplicado, intercalado de correções nos setores da equipe, a exemplo do que Telê Santana fazia, não cairia mal, não.

 

2 comentários

  1. Com o devido respeito, acho que esse tal de VAR vai ser a pá de cal no futebol brasileiro. Digo isso porque aqui jogamos algo parecido com esse esporte. Aqui também aplicamos regras também parecidas com a desse esporte. Pelo exposto nessas linhas, conclui-se também que o VAR daqui vai ser algo parecido. Imaginem um GRE-NAL em que o operador do VAR tenha digamos, simpatia ou para um ou para outro? e também um BA-VI, um ATLE-TIBA, um FLA-FLU? O que vai ser feito a esse respeito? uma devassa na vida dos operadores? com a desculpa do VAR esse operador pode interpretar o lance da maneira que lhe convier e sugestionar o árbitro de campo, que sem personalidade ou com má formação vai ser impelido ao erro. Algum gênio já disse algo como “não brigar com a imagem” ou a imagem em “velocidade real” diferente da imagem em “câmera lenta”. Acho, que diferente dos jogadores, quem sobrevive do futebol já pode procurar ouro ofício.

  2. Alberto Helena Jr.

    Nessa última rodada do brasileirão não podemos dizer que X ou Y cairam ou subiram por este último jogo, ganharam suas posições pelo que fizeram ao longo do campeonato, o nobre amigo embaixador do grão ducado de Ibiuna há de convir comigo que muitos fizeram uma força danada para ser campeão e outros uma força danada para cair por uma circunstância ou outra, o amigo está certo em dizer que no cruzamento para o gol do Leandro Pereira de cabeça o jogador voltava de posição de impedimento portanto gol irregular e quantos não aconteceram assim durante o campeonato o que não se justifica o erro, não acho que tenha havido má fé da arbitragem ocorreu a habitual incompetência dos sopradores de latinha deste nosso Brasil varonil, mais vergonhoso e indecente que isso por exemplo foi aquele imbróglio envolvendo a Portuguesa e dois times cariocas que armaram um circo para se manter na série A daquele ano….que vergonha. Saudações palmeirenses.

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