
Há prólogos que já se prenunciam nas entrelinhas do prefácio nos livros de nossas vidas. Esse é o caso da breve e triste história da passagem de Jair Ventura pelo Corinthians, que acaba de cumprir campanha semelhante à que o levou, anos atrás, à Segunda Divisão do Brasileirão.
Jair já desembarcou em Itaquera sob o peso do péssimo desempenho à frente do Santos, amparado tão-somente num trabalho aceitável no Botafogo e na expectativa da renovação, aquele negócio de técnico jovem, estudioso e tal e cousa e lousa e maripousa.
Esse é um antigo chavão que nossos cartolas e comentaristas de futebol costumam usar pra dar impulso às carreiras dos novatos por aqui, até agora, vã esperança.
Sim, porque basta o amigo fazer uma lista dos “jovens e estudiosos” treinadores surgidos na última década, e verá que nenhum deles se firmou como um treinador de ponta. Continuam apenas cumprindo o ciclo convencional de pular de um clube para o outro, sem maiores consequências.
São muitos os fatores que contribuem para o aprofundamento dessa vala comum: o império do resultado, que acelera a impaciência dos cartolas e do torcedor; um calendário estúpido sempre a conspirar contra os treinadores que mal têm tempo de treinar seus times adequadamente; a escassez de talentos acumulada pela saída sistemática e maciça de jovens promissores e por aí vai.
Quando Felipão voltou à cena pelo Palmeiras este ano, ainda sob a marca das vergonha dos 7 a 1, disse aqui e na tv que se enganavam os que o consideravam superado para o atual futebol brasileiro. Isso, pelo simples fato de que nosso futebol, desde as primeiras conquistas de Felipão, décadas atrás, não mudou uma vírgula de lugar. Continuava estagnado nos conceitos aplicados por Felipão desde então. logo, o velho treinador estaria perfeitamente incluído nos ditames atuais, e prova disso foi a invicta sequência verde que levou para o Parque mais um título brasileiro.
Toda essa leva de “jovens e estudiosos” treinadores que o sucederam nestes anos todos não deram um passo à frente. Não acrescentaram um pingo da chamada modernidade ao nosso futebol que segue refém de um estilo só: fechar a casinha e buscar o resultado num ou noutro lance agudo, nada mais.
O único que tentou mudar esse perfil, Fernando Diniz, deu com os burros n’água até agora, depois de fugaz êxito com o Audax.
E o único que conseguiu sucesso de fato, saindo da caixa e da praia, sem ser nem jovem, nem estudioso, foi Renato Gaúcho, ao conquistar a Libertadores do ano passado e levando o Grêmio à próxima, pelo menos, fazendo seu time jogar bola como manda o figurino, com um grupo de jogadores catados aqui e ali, já na zona cinzenta do descrédito, como Leo Moura, Paulo Miranda, Bruno Cortez, Maicon, Cícero, jael etc.
Gastou pouco na construção do elenco e ainda por cima deu lucro ao clube com a venda de revelações tipo Artur e Wallace.
Claro que se debruçar sobre os livros do seu ofício é sempre salutar. Mas, para entendê-los e aplicar seus ensinamentos em campo, é preciso, antes de mais nada, escolher as melhores ofertas da biblioteca à mão, e, sobretudo, inteligência pra adequar esses conhecimentos à realidade.
Renato Gaúcho simplesmente pulou a etapa inicial do aprendizado e recorreu diretamente à última. Deu certo.
Alberto Helena Jr.
Não se abre espaço nos grandes clubes brasileiros, sem o que chamamos de necessidade da hora, por vários motivos e circunstâncias, principalmente financeiros, mão de obra iniciante com muita vontade mais pouca rodagem de fato no mundo da bola, teóricos de prancheta e lousa e cousa e maripousa (aprendi com um grande jornalista) já gestores de grupos em campo além de treineiros temos poucos e aí você pode colocar as raposas velhas do futebol, Felipão, Mano Menezes, Abel braga só para citar alguns não se pode querer que uma borboleta já nasça pronta para voar, tem que passar por seus estágios de maturação como lagarta e etc….calma com o andor que o santo é de barro como falava meu avô. Saudações palmeirenses.
Caro Helena, é isso e mais os tais 3 volantes que estão acabando com o futebol brasileiro. Qualquer retranqueiro que saiba unir o grupo em torno de uma idéia covarde de jogar , faz sucesso. Foi o que aconteceu com o Guarani da capital …
Alberto Helena Jr.
Queria cantar para o Tião Fiel o trecho de uma musica, que por licença poética, fiz uma adaptação e aí vai : “encosta sua cabecinha no ombro do Andrés Sanchez e chora….”. Saudações palmeirenses.
E como o Corinthians foi campeão com Carrile? E com Tite, conhecido como empatite?!?! Me faça uma garapa e vá chorar na cama que é lugar quentinho!
o dinheiro gasto pelo Palmeiras nos últimos anos não corresponde aos resultados. Análise séria é feita por períodos. Análise emocional é feita de última hora.
Agora chegaram ao êxito. Mas até quando? Por que ? Venhamos e convenhamos não teve concorrentes.
Mas o Palmeiras, continua sem mundial !!
Alberto Helena Jr.
Queria dizer ao amigo internauta Sant’Ana que nada se dá por acaso a gente planta as coisas para depois colher se você planta uma gestão de futebol séria e com visão empresarial como o Verdão vem fazendo desde 2015 alicerçando o futebol e principalmente o clube e o solidificando em diversos setores para que obtenha resultados positivos e receitas vindas de várias origens, patrocínio, programa sócio torcedor, bilheteria, uma torcida vibrante e participativa como a nossa, não é a toa que em nosso hino dizemos torcida que canta e vibra e acrescento compra e muito a marca Palmeiras os resultados vêm naturalmente para ficar e de forma permanente diria eu o Verdão atinge um ciclo e um patamar que se for bem administrado dificilmente será revertido, servimos hoje de exemplo a vários clubes de como se reestruturar positivamente só basta ter sinceridade, seriedade, profissionalismo….simples assim. Saudações palmeirenses.
A grana gasta pelo Palmeiras nos últimos anos não corresponde aos resultados. Análise séria é feita por períodos. Análise emocional é feita de última hora.
Agora chegaram ao êxito. Mas até quando? Por que ? Venhamos e convenhamos não teve concorrentes.
Mas o Palmeiras, continua sem mundial !!
Lembro como jovem, aos domings jogávamos futebol de salão, em campeonatos de uns dois meses, Eu fui também um dos capitóes para liderar um time, e nunca consegui ser campeão. Mas certos capitões eram sempre os campeões, Era quase sempre o mesmo grupo de jovens que se dividiam em times escolhidos pelos capitões. É necessário ter o talismã de líder vencedor!
Penso que Carille é um desses líderes com talismã de vencedor, que deu certo no Corinthians, apesar de não ter grandes estrelas.
A seleção tomou de 7 x 1 um vexame para não esquecer. Aos poucos no entanto, vai sendo esquecido e muito provavelmente o comandante cujos canhões na guerra contra os alemães silenciaram, não se sabe bem o por quê, talvez soberba, estará logo logo todo falante de volta. É a era gaúcha na seleção que deverá durar mais meio século.
Pior do que a seleção de futebol, só mesmo a de basket. O basket do Brasil sempre foi um dos cinco melhores do mundo. Bi mundial, várias vezes pan americano, dezenas de vezes campeão na América do Sul Responsável pela gerações de lendas do basket como Wlamir Marques, Ubiratan, Rosa Branca, Amaury Oscar, Marcel e craques fora de série como Carioquinha, Marquinhos, Paulinho Vilas Boas, Cadum, Israel, Marcelinho Machado e tantos outros que não me recordo agora, nosso basket é uma sombra do que foi. Ontem mesmo, jogando contra o time reserva dos reservas do Canadá pelo qualyfing China 2019, e jogando por uma vitória simples, foi derrotado melancolicamente por 94 x 67 em pleno Ginásio do Corinthians, apresentando um jogo onde o ataque(sempre o ataque) que justamente era nossa maior arma, teve aproveitamento de vergonhosos 32%. Muito se tem comentado sobre as causas que levaram o nosso outrora vitorioso esporte a essa situação vexatória. Uns se queixam na políticagem, outros nos campeonatos mal elaborados, outros ainda na pouca divulgação na tv e até no investimento na base. Tem de tudo um pouco. Eu por exemplo, acho que o basket começou a morrer exatamente como começou a morrer o nosso futebol. Gênios brasileiros com complexo de vira-latas começaram a copiar tudo que vinha da Europa. Começaram, como começaram os técnicos de futebol a valorizar a defesa e se esqueceram de que só ganha jogo aquele time marca mais gols ou jogador que acerta uma cesta de 3 pontos põe a bola lá dentro.. Muitos técnicos brasileiros que por respeito não citarei nomes, começaram essa história de defesa acima de tudo. Vi jogos onde jogadores de times que dirigiu mesmo próximo à cesta voltarem com a bola para gastar o tempo, pois segundo seu treinador, arremessar com menos de 20 segundos era proibido, era precipitação. Depois, completaram a desgraça. Começaram a importar técnicos europeus de escolas vitoriosas mais cujo jogo, histórica e culturalmente sempre se inspiraram numa defesa mais sólida. E ai o que aconteceu? Hoje na seleção não tem um único arremessador confiável. Os jogadores ficam no eterno toma que a bola é tua que me vou. É por isso, que a cultura, os costumes, as práticas de um povo não podem ser jogados no lixo de uma hora para outra, com a desculpa esfarrapada da modernidade e que no país A ou B por ser do primeiro mundo, é sempre melhor ser copiada.
Pobres palmeirenses, a necessidade que os coitados tinham de um título era tão grande e urgente, que eles vão comemorar até 2050 esse brasileirão, é muita pobreza!!… toneladas de dinheiro para obter um resultando tão pífio, o nosso futebol esta tão decadente e desmoralizado que quem fica campeão por aqui não é o melhor, mas, o menos ruim!!!, fizeram o que afinal de contas??, se ao menos tivessem ganho a libertadores vá lá., mas, Libertadores é outro nível , e não é para qquer um . Já que o país virou um grande CIRCO vamos ao espetáculo. Algum lobotomizado vai meter o bedelho neste comentário e dizer que é papo de invejoso.. INVEJA DO QUE????????????
Nobre, Helena Júnior, desde que acompanho o futebol, a mais de cinco décadas, percebo nitidamente que, em 99% das vezes, o que torna um time campeão, é o fato de ter um elenco, com nível técnico, superior as demais equipes, e não por ser dirigido, por esse ou aquele. Tomemos o Corinthians, como exemplo, ano passado campeão brasileiro, esse ano, quase rebaixado, por que ? Tenho plena convicção, que foi por ter perdido, Balbuena, Arana, Rodriguinho e Jô ( titulares, em qualquer clube brasileiro, no ano passado e nesse ), e não porque mudou o treinador. Salvo raras exceções, tanto os novos, como os velhos treinadores, rezam a mesma cartilha, não sabendo ao menos escalar o que têm de melhor ! E o futebol vai padecendo, com menos gols, menos jogadas de efeito, menos alegria, mais violência, a ponto de termos torcida de uma equipe só. Que vergonha, que caos ! É preciso quebrar esse círculo vicioso, e para tanto, os novos treinadores devem privilegiar o talento, orientar seus jogadores a gastarem energia, apenas tentando jogar bem, não querendo apitar as partidas, respeitando os adversários, e juízes, e principalmente a não tentarem jogar a torcida contra eles, no caso de erros, dos quais todos nós somos passíveis de cometer. Procurando semear a harmonia, a paz. E assim tentarem recuperar um pouco do brilho do passado, onde os Nobres, Geraldo José, Fiori Gigliotti e Osmar Santos, deixaram gravado e eternizaram, os mais emocionantes momentos, do nosso Verdadeiro Futebol.