
Mesmo com a baixa performance de algumas das principais seleções da Europa, como Alemanha e Itália, já rebaixadas para a Série B, a Liga das Nações foi a grande sacada da Uefa, que supriu as datas Fifa, antes ocupadas por amistosos sem graça, por um torneio pra valer, com taça e grana em disputa.
E que torneio!
Dá gosto ver o empenho dos jogadores e as variações de escolas de futebol do Velho Continente em ação, com resultados surpreendentes, como, por exemplo, a goleada da Suíça sobre a Bélgica por 5 a 2 e a virada emocionante da Inglaterra contra a Croácia, neste fim de semana.
Times jogando pra frente, poucas faltas e muita dedicação, em estádios lotados e frenéticos.
E esse parece ser o primeiro passo para algo mais ousado por parte da Uefa: o campeonato europeu de clubes, um torneio que se sobreporia aos campeonatos nacionais, acompanhando a tendência moderna da tal globalização.
Sim, porque o futebol se transformou, nas últimas décadas, num negócio monstruoso, onde o dinheiro jorra pra todos os lados como se saído de gigantesca cornucópia.
Isso o conduz à um nível de exigência de qualidade cada vez maior. É a lei da sobrevivência do mercado, quer gostemos ou não. Nesse processo, a tradição, tão acarinhada pelos europeus em geral, cede lugar à força do progresso, como se diria lá atrás, na época da industrialização.
Pra frente é que se anda. Lá, é de Ferrari; aqui, de Kombi velha, enferrujada.
Aqui, onde a tradição é a desmemória de ontem, vira bandeira nacional pra preservar o atraso, em todos os sentidos, fora e dentro dos campos de futebol.
Exemplo? A insistência em reservar-se um tempo precioso a esses anacrônicos campeonatos estaduais, entupindo um calendário estúpido que, no fim, só serve pra empobrecer o espetáculo, que, por consequência, afasta os investidores de porte. É a política da pobreza, no campo, na cabeça do cartola e nos cofres dos clubes, que vivem à míngua, enquanto essas defasadas federações estaduais nadam em dinheiro chupado dos clubes sem nenhum retorno.
Mas, quando se toca nesse assunto, vem o desavisado amigo clamar pela permanência desse status quo em nome da tradição. Ah, sim, e da sobrevivência dos pequenos, celeiros de craques e tal e cousa e lousa e maripousa.
É mesmo?
Peguemos o caso do futebol paulista. Quantos desses celeiros de craques participam do Paulistão? Dez, doze? Agora some todos aqueles que ficam de fora, de pires na mão. São centenas, muitos de rica história no passado que são obrigados a fechar as portas. E, mesmo os que jogam os três meses do Paulistão, passam o resto do ano penando na amargura, obrigados a desfazerem seus elencos por falta de dinheiro.
A solução óbvia é que se reserve para os grandes centros do Brasil, pelo menos, um mês, se tanto, para uma disputa rápida, abrindo-se no Brasileirão a infinidade de séries que mantenham em ação todas as equipes inscritas na CBF, de maneira regionalizada, de forma decrescente, permitindo aos pequenos clubes desse mundão de Deus se ocuparem o ano todo dentro de suas reais possibilidades financeiras.
É assim que se faz lá na Europa. E foi assim que o futebol europeu em geral se desenvolveu técnica e financeiramente, enquanto por aqui seguimos marcando passo no atraso.
PS: Pra quem não sabe, Liga Barbante era como o povo denominava aquelas associações de clubes, no Rio e em São Paulo, dos tempos do amadorismo marrom. que se criavam e se rompiam a toda hora, entre os que eram a favor do profissionalismo e os que eram contra.
Alberto Helena Jr.
Hoje caro amigo não há comparação entre o nível de profissionalismo e gestão de futebol europeu com o que se pratica no Brasil, dirigentes europeus comparados a executivos de grandes conglomerados industriais e financeiros enquanto no Brasil poderemos analogamente comparar “dirigentes brasileiros, com raras exceções, a donos de buteco (no mau sentido) e expropriadores e saqueadores de propriedade alheia (qualquer semelhança com MST não é mera coincidência), como digo sempre em meus comentários que os europeus estão a anos luz dos brasileiros nesse negócio chamado futebol. Saudações palmeirenses.
Seria coincidência, terem ocorrido o massacre do Mineirão(que rima, tristemente, com o nome do superadão?), o êxodo de meninos(quase bebes em fraldas) para irem ser moldados ao futebol europeu? Seria coincidência que o bRASIL regredisse napolítica, na qualidade de vida? A redentora II esta em curso?;
Só falta mesmo explicar de onde vem tanto dinheiro para esse sucesso monumental. De onde se tira tanto dinheiro para acabar com os pequenos comprando seus talentos ainda muito jovens e enriquecer cada vez mais os mais ricos? Se explicarem que esse dinheiro é fruto de origem lícita do trabalho digno, ai tudo bem. No fundo, isso ai é uma tremenda lavanderia de dinheiro sujo originário de magnatas do petróleo ganho às custa de golpes de estado e em muitos casos de dinheiro proveniente de todo tipo de crimes.. Ora, um negócio que prospera nessas condições não pode servir de parâmetro para coisa nenhuma. Ou os pequenos e mais fracos vão ter que copiar a receita para sobreviver? O mercado não é um mal. O mercado é usado como mal, é uma arma poderosíssima controlada por gente sem escrúpulos que não está interessada em futebol. Está interessada em GANHAR DINHEIRO ou o caso Neymar não é um exemplo clássico? Qual a vantagem que ele traz ao futebol do Brasil? Onde já se viu um jogador ficar de clube em clube vendido por preços estratosféricos? Será que é só pelo seu futebol que começa a ficar decadente? Claro que não. Neymar não passa de uma ação que muito bem trabalhada na bolsa do futebol faz milionários da noite para o dia.
Caro João! a história de tudo jamais foi ou sera contada, e certamente não é aquela que já foi contada e esta a disposição de todos nos Discovery da vida. Futebol, Arena de gladiadores, touradas, rodeios, formula 1, e tantos outros circos, para deleite de multidões de idiotizados que se consideram livres e até felizes!!, . Quando ELE foi levado a presença de Pilatos, este lhe perguntou ” TU ES O REI DOS JUDEUS” ao que ele respondeu ‘ O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO” . Este é o grande problema João!! o nosso mundo tem Rei e a grande maioria sequer desconfia de quem seja, mas, tenha certeza de que o Silas malafaia, o Waldomiro, o RR Soares, o Edir e tantos outros vampiros sabem , e , enquanto a ignorância e desinformação ditar o ritmo de tudo continuaremos quer queiramos ou não a oferecer as nossas JUGULARES para alimentá-los, e lá no fundinho da SENZALA 55% comemora, festejam , e se consideram felizes com a sua tristeza e livres com suas algemas. Vai Brasil!!, mais do que nunca PAIS DO FUTURO??????