O Verdão, ao sabor do vento

Foto: Cesar Greco/SEP

O vento que venta aqui é o vento que venta lá, diz a sabedoria popular. E o Verdão, que vem de vento em popa neste Brasileirão em direção à taça, foi ao sabor do vento em Londrina: quando o sopro lhe era contrário, tomou o gol de Kesiley, no primeiro tempo; quando mudou de lado, empatou com Scarpa cobrando pênalti logo aos 8 minutos da etapa final.

Bons ventos, diria o palestrino mais ferrenho. Afinal, o empate o manteve à mesma distância de cinco pontos do seu mais próximo perseguidor, agora, de novo, o Flamengo, não mais o Inter, que perdeu.

Enfim, pouco há de se acrescentar em relação ao jogo, a não ser que foi bem movimentado, sobretudo no segundo tempo, com o Palmeiras, como de hábito, procurando sempre manter-se na margem da segurança, principalmente depois que Felipão trocou o meia Scarpa pelo terceiro volante de praxe – Bruno Henrique – naquele surrado raciocínio de que, com essa ventania toda, é melhor segurar o boné. Ainda que o adversário fosse o Paraná, lanterna do campeonato e já rebaixado.

Já o São Paulo, depois de um primeiro tempo animado, quando abriu a contagem com um golaço de Diego Souza (matou no peito dentro da área e disparou um chicote indefensável de direita), sem falar no tiro de Nenê salvo por esse fabuloso Fábio logo no comecinho da partida, resvalou para o lugar-comum no segundo tempo.

Lento, dispersivo, permitiu ao Cruzeiro, que não queria nada com o batente, levantar a crista por três ou quatro vezes, ameaçando a vitória que o deixa ao lado do Grêmio na bica de uma vaga direta à Libertadores.

Pudera! Se Jardine ouvisse na tv o Villarón, que recebeu minha mensagem telepática, teria dinamizado seu meio de campo e enfeitado um pouco o jogo com as presenças de Helinho e Antoni, por exemplo, nos lugares de Hudson e Shaylon, digamos. Mas, não: preferiu Araruna na vaga de Hudson. O mesmo do mesmo.

É, pelo visto, a voz dos pampas, que passa sussurrando de geração a geração.

 

4 comentários

  1. VERDÃO ESCAPOU POR POUCO, NÉ JUIZ?
    O VERDE PRECISOU DE UM PENALTI MANDRAKE PARA EMPATAR COM O LANTERNA DO CAMPEONATO. UM TÍTULO COM MANCHAS COMO ESSA PARA COMPROVAR QUE OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS

  2. Alberto Helena Jr.

    Tem internauta dizendo aqui que o penalti foi mandrake porque passou uma galinha voando montada num elefante cor de rosa que aí soltou um peido e provocou um furacão fora de hora acompanhado de tempestade durante praticamente o jogo inteiro e tudo preparado ardilosamente pelo Verdão como fez e faz o time dele, provavelmente lá de itaquera para escapar da série B do brasileirão, eu acho que quem comentou o lance nem viu a jogada da bola explodindo nas mãos cerradas do jogador paranaense, assim como um lutador cerra os punhos para esmurrar seu adversários no ringue, diria que não foi um penalti mandrake mas sim penalti duplo um para cada mão, enfim deixando de lado comentários de quem não tem o que falar a não ser desmerecer os outros times, o jogo em Londrina foi bem disputado apesar das condições adversas do tempo o Verdão respeitando demais o adversário, pois do lado de lá tem onze jogadores que também querem ganhar, fizemos hoje um arroz com feijão, não muito bem temperado mas que deu para engolir, mais um pontinho na sacola e com a colaboração de nosso jogador o Erik o Botafogo conseguiu ganhar do Internacional, faltam nove pontos e se ganharmos do América – MG na próxima rodada aí estaremos a um ponto, nas duas ultimas rodadas, para por a mão na taça a “la décima”. Saudações palmeirenses e continuem seguido o líder.

  3. Mestre Helena: Eu gossto da Gazeta, assisto-a há muitos anos, mas o senhor, o chico lang e o Celso Cardodo torcem contra o Felipão? Ele, na minha opinião é um dos melhores écnicos do Planeta. Saudações Alvi-verde.

  4. E nada de você comentar do vice líder, Mengão,a dor de cotovelo de vocês jornalistas paulistas é muito grande em relação ao time de maior torcida do Brasil e do mundo!
    Viva o Mengão!!!

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