Timão e Peixe vencem na paciência

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

É assim que faço, ó: ligo a tv e ajeito no colo o lap-top aberto no jogo de paciência. Vejo atento os primeiros vinte minutos de jogo que rola na tv,. Tempo suficiente pra ver se os times não saem daquele nheco-nheco habitual – uma sucessão de faltas e passes errados, quebrados por esticões lá de trás que culminam em cruzamentos à área, onde o beque rebate em direção à mesma ladainha que se repete rodada a rodada, sejam quais times estiverem em campo.

É quando passo a jogar paciência enquanto espero que algo de importante ocorra.

Haja paciência, amigo!

Neste sábado cinzento aqui, no Grão Ducado de Ibioúna, foi assim com os dois jogos de enfiada do Brasileirão – Santos e Bahia, Corinthians versus Paraná.

Na Vila, apesar de Cuca ter escalado quatro atacantes de ofício, nada, absolutamente nada, ocorreu durante a primeira etapa, a não ser a troca por contusão do beque Gustavo Henrique por Bambu. Nome por nome, prefiro o nosso bem caboclo Bambu. Na bola, não fez muita diferença, mesmo porque o Bahia não atacou, assim como o Santos.

Já no segundo, a entrada de Ruiz no lugar de Bruno Henrique se não conferiu a classe desejada nesse árido meio-campo peixeiro, pelo menos deu mais versatilidade aos atacantes que resolveram a questão: Gonzalez colheu um belo sem-pulo em rebote da defesa baiana, aos 12, e enfiou bola perfeita para Gabigol marcar o segundo, em rápido contragolpe, aos 30.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Em seguida, foi a vez de aturar o Corinthians e sua profunda inocuidade.

Só pro amigo ter uma pálida ideia, o primeiro tempo, um longo vazio, terminou com menos de 50 por cento de bola rolando, O resto – ou seja, a maior parte do tempo – foi jogado na lata do lixo das paralisações por faltas recorrentes, reclamações e tal e cousa e lousa e maripousa.

Ah, mas houve aquelas duas bolas no poste do Bahia, desferidas por Jadson e Roger, além – e sobretudo – do gol marcado de cabeça por Henrique em cobrança de corner de Jadson. É verdade: três lances de real perigo (um deles convertido) em mais de 90 minutos de jogo, pois o segundo tempo, embora com ligeira melhora do Timão depois de entrada de Mateus Vital no lugar de Clayson, se esvaiu no mesmo vácuo.

Bem, no fim do enfado, vale colher duas gotas de esperança deixadas por Santos e Corinthians, que, afinal, se reabilitaram dos últimos e seguidos insucessos. Como se vê, era só preciso ter paciência. E como!

4 comentários

  1. Após a morte do jornalista dono da Folha Otávio Frias Filho o OFF como seus colaboradores o chamavam, já li vários textos deles expondo ao público suas considerações e suas impressões a respeito do chefe. Há ãlguns pontos coincidentes nas suas colocações. A primeira, é a diferença que havia no Otavinho do início do projeto de modernização do jornal, lá por meados dos anos 80 e o Otavinho no final da sua jornada. Segundo os jornalistas que iniciaram o projeto de reforma, o Otavinho nessa época era devoto da criatividade, da criação de um jornal imparcial que apoiou as Diretas e criou excepcionais cadernos como a Folha Ilustrada, só para ficar nesse exemplo. O Otavinho pós anos 90 era outro. Completamente diferente, passou a ser mais um homem preocupado com o “negócio” do que com o jornalismo. Passou a se preocupar mais com os altos ganhos dos projetos como as maquininhas de débito e crédito do que com as maquininhas de datilografia. Passou a dar mais valor às reuniões com altos executivos do mercado financeiro que apontavam para o lucro do que com os jornalistas que apontavam tendências e o futuro. principalmente no nosso país. Como que contaminado pelo vírus do mercado, OFF entrou na onda anti PT e anti Lula impondo aos dois verdadeira caçada. O resultado dessa mudança significativa é que foi-se um grande jornal orgulho dos paulistas e do Brasil e um grande jornalista e sobraram um império financeiro e um bilionário rancoroso. Curiosamente, esse que vos escreve teve uma ínfima parcela de colaboração para a “modernização” da Folha. Meu velho pai e eu desenvolvemos um produto ambientalemnte correto para limpesa das rotativas no começo dos anos 90 quando o jornal ainda era impresso na Barão de Limeira. Nunca vi Seu Frias ou Otávio só sei que aquele Jornal naquela época me parecia um ambiente onde o frenesi de grandes jornalistas que desfilavam nos seus corredores mostravam claramente que o poder no Brasil passava obrigatoriamente por ali. O que me levou a escrever esse post é que esse exemplo da Folha e do seu principal dirigente é o que acontece diariamente com grandes grupos empreseariais, e particularmente com a seleção brasileira que abandonam seus reais objetivos no caso o futebol para adentrarem de corpo e alma na corrida maluca dos ganhos de capitais e do lucro a qualquer preço.

    1. Alberto Helena Jr.

      Gostaria de alertar sob um ponto não observado no comentário do amigo intenauta João Sardinha, não conheci pessoalmente o Sr. Otávio Frias ou seu filho recem falecido Otávio Frias Filho, mais me parece que hoje o posicionamento não só do grupo Folha mais de outros conglomerados jornalísticos é que a coisa no que se refere aos rumos do país, é que fiquem como estavam nos ultimos quinze anos, apesar da necessidade urgente de mudanças para tirar o país desse viés bolivariano que queriam nos impor pela tropa de malandros e corruptos que tomaram o poder no início dos anos 2000, estes “grupos jornalisticos” e aí também se inserem não só midia escrita mais também a falada e televisiva viveram num mar de rosas recebendo “benesses” polpudas do poder para descortinar aos mais incautos um falso país sob o domínio deste partido vermelho nefasto, que deixou ao povo brasileiro só as obrigações para o povo brasileiro sofrer para pagar pelos desmandos cometidos e o que mais me indigna é que as mascaras estão caindo e partidos políticos melancias estão se revelando e manobrando de forma suja, inclusive através dos meios de comunicação “ligados financeiramente a eles” para liberar o seu chefe supremo da cana lá de Curitiba, mais graças a Deus e a alguns brasileiros decentes isso não terá exito e ele vai ficar guardadinho lá pelo menos pelos próximos dez anos tempo suficiente para tirar o país dessa letargia bolivariana e reconduzir o país ao trilho verde e amarelo. Saudações palmeirenses.

  2. Alberto Helena Jr.

    Eu também faço como você Alberto não tenho lap top mais fico com a televisão ligada no jogo e as vezes no meu computador, movido a vapor, sabe aqueles caixotões antigos e que não tem wi fi tem é wi “faia” (falha toda hora), trava e lousa e cousa e maripousa como você diz, mais achei completamente desinteressante este início de rodada o lambari futebol clube surpreendeu e ganhou do Bahia pois no meu imaginário achei que iri levar uma trauletada, seria um início de recuperação no campeonato nas mãos do Cuca, já o pangaré itaquerense em clássico emocionante (é brincadeirinha) conseguiu ser menos ruim do tal do coitado do time do Paraná” que é saco de pancadas de todo mundo na série A do Brasileirão, se tenho duas certezas na vida estas são que vou morrer um dia e a outra é que o time paranaense é vaga garantida na série B do brasileirão de 2019. Saudações palmeirenses.

  3. DEVERÍAMOS SIM NÓS BRASILEIROS, SAIR DESSE MARASMO DO FUTEBOL ATUAL; PORQUE NA EUROPA SE PRATICA O MESMO FUTEBOL PRATICADO AQUI, É UM BATE REBATE DANADO ATÉ SURGIR O GUARDIOLA, E MANDAR ROLAR A BOLA NO GRAMADO, FOI INTERESSANTE, QUANDO AINDA TÍNHAMOS O NOSSO FUTEBOL PRATICADO PELOS GRANDES MESTRES, PELA A ACADEMIA, PELA MÁQUINA SANTISTA MESMO JOGANDO EM UM GRAMADO TODO ESBURACADO, UM CORÍNTIAS DE DINO SANI, GERALDÃO E RIVELINO, O GRANDE SÃO PAULO DE VÁRIOS CRAQUES, E ATÉ A PORTUGUESINHA NOS DAVA ESPETÁCULO, HOJE NÃO ANIMO MUITO IR EM ESTÁDIOS, PREFIRO ASSISTIR ESSAS PELADAS PELA TV.
    QUANDO DIGO SAIRMOS DESSE MARASMO É MUDAR UM POUCO O REGULAMENTO, POR EXEMPLO NA PONTUAÇÃO, JOGOS QUE TERMINASSE EMPATADOS NÃO TERIAM PONTOS, E JOGOS COM DIFERENÇA DE TRÊS GOLS OU MAIS, OS TIMES SERIAM PONTUADOS COM 4 PONTOS, AO TIME QUE COMETESSEM MAIS DE 10 FALTAS, SERIAM PENALIZADOS COM UM PÊNALTI, E ASSIM SUCESSIVAMENTE, A CADA DEZ FALTAS UM PÊNALTI, DURANTE OS 90 MINUTOS, O FUTEBOL GANHARIA MAIS DINÂMICA. E CERTAMENTE DARIAM MAIS ESPETÁCULOS PARA O POVÃO, VOCÊS JORNALISTAS AGORA NÃO VEM ME DIZER QUE TEM QUE SEGUIR REGULAMENTOS DA FIFA, A LIGA INGLESA TEM O O PRIMEIRO E FUTEBOL MAIS RICO DO MUNDO, É O ÚNICO QUE NÃO USA O VAR LÁ VELHO MUNDO, SERÁ PORQUE EM? NÓS AQUI SOMOS OBRIGADO A ASSISTIR ESSE FUTEBOLZINHO CHATO E CARO.

    APARECIDO CAETANO DE SOUZA, SANTISTA, BAURU-SP.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *