
O presente e o passado
Talvez estejam presentes no futuro
E o futuro esteja contido no passado
T.S, Eliot
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, subdesenvolvido… Amanheci com esse refrão da Canção do Subdesenvolvido, de Carlinhos Lira e do meu querido e saudosíssimo amigo Chico de Assis, dramaturgo, ator, jornalista e poeta, rodopiando na cabeça. Música dos anos 60, quando nossa juventude sonhava com um mundo melhor que nunca chegou, a não ser na ciência e na tecnologia.
No início daquela década, Carlinhos Lira havia se desprendido da Bossa Nova que ajudara a criar, com todas as suas influências do jazz, em busca das raízes de nossas vigorosas e vertentes raízes musicais, as mais variadas e ricas de um país neste mundão de Deus desde que as nações foram criadas.
Era mais do que uma resistência às influências estrangeiras (o pop americano, o bolero, o mambo, o chá-chá-chá, o twist e o rock nascente nos rebolados pélvicos de Elvis). Era o recultivo de uma das principais culturas tipicamente brasileiras. E, por extensão, um apoio às pretendidas mudanças políticas de um país submetido aos interesses de um capitalismo predatório.
Doces e ingênuas ilusões…
Sem tais pretensões, o futebol brasileiro guardava o sêmen de suas origens, e era tratado por gente como Mário Filho, Armando Nogueira, Nelson Rodrigues, João Saldanha e outros tantos não apenas como um jogo, uma competição destinada a obter um vencedor e um perdedor. Entre um e outro havia um encanto especial, tipicamente caboclo, feito de improvisações, invenções, riscos, aventuras, que atravessaram o mundo, em inúmeras conquistas, seduzindo os gringos de todos os idiomas e caracteres.
Dizia-se, então, que havia o futebol, aquele criado pelos ingleses no final do século 19, e havia o futebol reinventado pelos brasileiros.
A partir dos anos 90, sobretudo, mudou-se o braço da viola. Aliás, a viola, o violão, a flauta, o cavaquinho, o pandeiro, o zabumba, o berimbau, a sanfona, tudo foi jogado no lixo da história e substituído pelas guitarras elétricas nos palcos da vida e por soldadinhos de chumbo nos campos de futebol tapuias.
E hoje o que se ouve é a voz do Império, e o que se vê é a imagem do vazio e do atraso reforçado pelos gritos das ruas de uma juventude entorpecida pelo medo e pela ignorância.
Subdesenvolvido, subdesenvolvido…
Alberto Helena Jr.
O amigo como jornalista e analista crítico não só do futebol mais dessa sociedade atual, parece vinho quanto mais velho fica melhor, nada a acrescentar a não ser parafraseando o famoso Profeta Alcides “aí que dói o calo” para este futebol atual que não nos permitirá nem sentir saudades no futuro apenas o desejo de que todas as mazelas por você ditas para este momento atual se percam na lata de lixo da história.,
“capitalismo predatório”
Vá a merda, não leio mais esse blog.
Esse era um dos chavões da época, seu malcriado.
Senhor Alberto Helena!
Você não necessita de advogados aqui, entretanto leio com freqüência seus trabalhos neste blog e o considero um profissional muito correto, além de sua experiência pessoal de muitos anos e também sou da opinião que até mesmo discordar de você (como já me aconteceu) é possível na democracia, sua liberdade de opinião jornalística devemos entretanto respeitar, mesmo porque é sempre de alto nível.
A falta de respeito à liberdade de imprensa denota ignorância e é lamentável que existam pessoas que desconhecem este princípio e se manifestem aqui com um nível lingüístico e cultural de porão.
Como seu Blog é um dos mais democráticos da Gazeta compreendo que permita permita esses vômitos de ignorância, entretanto temos todos o direito de nos distanciarmos deste tipo de “contribuidores”, o que me permito também.
Parabéns pelo teu nível jornalístico e desejo-lhe continuado sucesso no teu trabalho de vanguarda!
Atenciosamente, MEMIL
A guitarra elétrica, mestre Alberto Helena, dependendo do estilo ainda se pode tirar coisas boas, o problema é o violino elétrico o pandeiro elétrico, etc e principalmente a composição atual na música brasileira que é ruim, ou a criatividade à um nível muito fraco, Acho que há alguns anos no Brasil não escutamos musicas bem feitas e bonitas, Ou seja essas belas canções sempre existiram e sempre vão existir, porém não são tocadas e não chegam até o nosso povão.
L M.M Luchi, não entendo porque a natureza deixou você nascer!!!!!!
Num país carente como o nosso um treinadorzinho de futebol que não sabe nem substituir os jogadores durante uma partida ganhar mais de R$ 800.000,00/mes mostra o buraco onde estamos metidos. O que será que Tite fez ou faz para ganhar uma fábula dessas? Só para se ter uma ideia, todo o STF junto, os 11 ministros que bem ou mal ajudam a dirigir os destinos do nosso país, todos com anos a e anos de estudos em grandes universidades e com experiência em tribunais de todas as instâncias com uma responsabilidade enorme sob seus ombros, todos eles juntos, incluindo as mordomias não ganham a metade que o Tite recebe por mes. Se formos olhar o retorno que esse cidadão deu, a coisa é mais escandalosa ainda.
Caro amigo João Sardinha. Concordo inteiramente com seu texto, somente um adendo: Essa dinheirama toda paga ao treinador (mais do mesmo) nos parece ser totalmente privado! Não?