Na bola e nos nervos, 2 a 0

Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP

Mais do que a vitória em si que nos deu passagem para a próxima fase da Copa ou o jogo bem jogado pela Seleção contra a Sérvia, um time organizado, ressalte-se o equilíbrio emocional dos nossos jogadores.

Equilíbrio emocional que se funde à organização tática do time brasileiro de tal forma que é difícil saber qual delas gera a outra.

No começo, a Sérvia deu duas estocadas, que o Brasil absorveu sem maiores problemas, inclusive a perda precoce, logo aos 9 minutos, de Marcelo, que, ressentindo-se de dores na coluna, foi substituído  ´por Felipe Coutinho.

Em seguida, pusemos a bola no chão e fomos envolvendo o adversário até o ponto da ruptura, quando Coutinho, atuando como um verdadeiro meia-armador, enfiou bola exata para Paulinho, bem ao seu estilo, penetrar em alta velocidade pelo meio e encobrir o goleiro no gesto final: 1 a 0.

Como nada mais restava aos sérvios senão atacar e atacar, foi exatamente o que fizeram no início do segundo tempo. E aí todo o nosso sistema defensivo portou-se com firmeza, apesar das duas grandes chances perdidas por Mitrovich, de cabeça na cara de Alisson.

E aqui vale ressaltar a espetacular atuação de Casemiro ao longo de toda a partida, uma verdadeira âncora à frente dos zagueiros e no suporte ao meio de campo, quando recuperava a bola.

Mas, se Neymar, a estrela da cia., ainda não desequilibrara à sua maneira tão peculiar, embora atuasse bem, essa hora chegou aos 20 minutos, quando em duas arrancadas pela esquerda, dois escanteios. No segundo, por ele cobrado, Tiago Silva alçou-se acima daqueles gigantes sérvios todos, no primeiro pau, e fuzilou de cabeça para as redes, exorcizando assim o estigma que carregava desde os choro estampado na Copa do Brasil – 2 a 0, placar final.

Final porque o goleiro sérvio ainda salvaria dois gols feitos nos pés de Neymar.

Se o Brasil mantiver essa postura, tende a crescer cada vez mais no torneio, sobretudo com Neymar soltando-se a cada partida, pois é só disso que precisa – ritmo de jogo – pra marcar seu momento de glória definitiva.

E que venha o México – olé!

NA LINHA DO GOL

Quase nunca um campeão repete o feito na Copa do Mundo seguinte. Há dois exemplos na história, apenas: a Itália de 34/38 e o Brasil de 58/62. Ambos, porém, tisnados por polêmicas – a Itália de Mussolini, em 34, e o Brasil de Garrincha em 62, quando fomos beneficiados descaradamente diante da Espanha (pênalti de Nilton Santos, que o juiz marcou falta fora da área, e o gol de bicicleta de Puskas anulado injustamente, sem falar na comédia desenrolada depois da expulsão de Garrincha por chutar a bunda de Leonel Sanchez). 

Mas, ninguém em sã consciência poderia esperar essa vergonhosa eliminação da Alemanha diante da Coreia por 2 a 0 ainda na fase de grupos. É verdade que os alemães não vinham tão bem nos amistosos que precederam a Copa, nem tiveram peso nas duas partidas iniciais do certame. E ninguém me tira da cabeça que a exclusão de Sané pelo técnico Low está no centro da questão, pois era o único atacante alemão capaz de romper defesas aos dribles num time burocratizado e sem a mesma capacidade de combate própria de sua história.

8 comentários

  1. Bem, após assistir ao terceiro jogo da seleção, a derrota da Alemanha, a via crucis da Argentina e a fraqueza da Fúria, concluo o seguinte: O futebol infelizmente está num lento mais contínuo processo de esfacelamento e quiça de desaparecimento. O nível técnico dessa copa é tão baixo que até a Alemanha perde feio da Coréia do Sul sem mostrar absolutamente nada. O Brasil uma pálida sombra do passado perdido em campo jogando com um time ridículo que não acerta um chute a gol. A frieza com que a torcid brasileira comemora as vitórias após as partidas, nos dá uma ideia do desinteresse cada vez maior pelo esporte. A ironia é que cada vez mais se investe nos eventos, na infra-estrutura. Cada vez mais os jogadores são pagos regiamente. Cada vez mais a tv divulga os jogos só a Globo envioju à Rússia a espantosa soma de 196 pessoas para cobrir o evento. O que acntece? Acontece que o futebol virou uma commoditie na mão de especuladores, cujo objetivo pimordial é o lucro para poucos, a qualquer custo.
    Infelizmente o mesmo acontece com o nosso país. Venderam a ideia de que o mercado e o privado é a salvação da economia e das empresas. O mercado é idôneo, incorruptível enquanto o público é incompetente corrupto. logo, vendam a Petrobrás a Eletrobrás, a Embraer e seremos todos felizes para sempre. Infantino, Blatter, a Shell, os chineses agradecem. O mercado agradece, os especuladores que acabam com o futebol, idem.

      1. Já dizia Nelson Rodrigues: toda unanimidade é burra viu seu Toledano. Imagine se todos pensassem igual a você.
        Não se preocupe que você ainda vai gritar muito e dar socos no ar. Os adversários até aqui tem feito a festa do Brasil, Uma baba e a festa continua sábado contra o velho freguês de caderneta que só sabe mesmo cantar Cielito lindo.

  2. Alberto,
    Eis que de fato e concreto, estamos nas oitavas!
    Há dúvidas deste jogo?
    Ao meu ver, o Brasil mereceu o resultado e a classificação.
    Nós brasileiros que gostamos tudo certinho, os pontos nos “i´s”, o críticos principalmente da imprensa, que engulam os desabores do que ostentavam mediante a seleção brasileira.
    É que, realmente quem ainda entende um pouco de “bola”, sabe que o Brasil é favorito em qualquer competição e salve as ressalvas que vou receber aqui de outros comentaristas do blog.
    Mas, a verdadeira verdade é a realidade, certo?
    Grande abraço e saudações.

    1. Alberto Helena Jr.

      Queria dizer o seguinte ao internauta Yeah que isso se aplicará a seleção amarelada GAMBA da NIke do Brasil varonil que quando enfrentar a seleção de camisa VERDE do México dirá: Ah, agora a gente será eliminado, lembrando-se das diversas derrotas que tiveram, várias eliminações no estádio publico da Odebrecht quando jogavam pelo pangaré itaquerense contra o Verdão, eliminações no paulista, eliminações em libertadores e outras. Saudações palmeirenses.

  3. Alberto Helena Jr.

    Tem gente que só vê futebol e tem gente que vê e enxerga futebol, não estou falando de torcedor mais estou falando de boa parte da crônica esportiva do Brasil, os “especialistas” que nunca chutaram uma bola nem em jogo de várzea e chegam para espinafrar o Gabriel Jesus porque ele não fez ainda gol nesta Copa, não precisa ser muito inteligente para vislumbrar o papel do Gariel Jesus neste time do Brasil, pela suas características técnica e até física ele não é aquele centroavante mandioca, que joga fixo plantado na área o famoso pivozão caneludo, , não o Gabriel Jesus nunca jogou assim, ele é rápido, leve, se desloca flutuando pelo ataque, se deslocando para os lados, para confundir e deslocar esses becões europeus, verdadeiros gigantes perto dele, vejam o que aconteceu no primeiro gol Gabriel Jesus ali no meio na frente dos grandalhões servios observando que Coutinho vai lançar alguèm as suas costas então se desloca mais para a esquerda trazendo dois servios na sua marcação e abrindo uma avenida pelo maio da defesa servia na qual o Paulinho se infiltrou e fez aquele golaço, então vem os “especialistas e falam tirem o Gacriel e ponham o Firmino que tem característica completamente diferente e que na minha opinião caberiam até no mesmo time, se por exemplo, tirassem o William que não vem jogando nada e colocassem o Gabriel Jesus e Neymar se deslocando ora pela esquerda ora pela direita, aprendam a enxergar o futebol senhores especialistas estatísticos da crônica esportiva brasileira. Saudações palmeirenses.

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