Argentina rompida segue adiante

Foto: Kirill KUDRYAVTSEV/AFP

Enquanto os jogadores argentinos celebravam no meio de campo, o técnico Sampaoli corria em direção aos vestiários. Cena que registra bem o desencontro entre técnico e jogadores, que, segundo a imprensa argentina, foram os que escalaram o time desta terça-feira, à revelia do treinador.

Mas, nem por isso a Argentina produziu um futebol compatível com a alta técnica da maioria de seus componentes do meio de campo pra frente, titulares e reservas.

Dominou todo o primeiro tempo, é verdade, sobretudo a partir do gol de Messi, aos 14 minutos de bola rolando. Gol nascido de um lançamento longo e exato de Banega de seu próprio campo e concluído pelo poder incrível de domínio de bola de Messi, na corrida, que fulminou de direita.

Ah, sim, nesse período houve aquele pé alto de Otamendi sobre Hieanacho, na área, que merecia ser interpretado pelo juiz como jogada imprudente, no mínimo.

Mas, não foi, e a Argentina safou-se dessa; não, porém, da seguinte, aos 2 minutos do segundo tempo, quando Mascherano, numa cobrança de escanteio dos africanos, agarrou ostensivamente o atacante e levou os hermanos à beira do desespero com o pênalti convertido por Mozer: 1 a 1.

Daí, até o apito final, foi aquela pressão insustentável, sem muita organização, é fato: bola na área da Nigéria, pererecando de pé em pé, todos indecisos.

Entrou Pavón, no lugar de Enzo Perez. Certo. Entrou Meza, no lugar de Di Maria. Errado. Deveria ter sido Aguero, que finalmente ganhou o lugar de Tagliafico.

Nesse momento, entre os 35 e os 38 minutos, dois lances que poderiam definir o placar a favor deste ou daquele: Higuain, sozinho na área, chutou por cima; Ighalo, sozinho diante do goleiro, chutou sobre o goleiro.

Por fim, já aos 40 minutos, Mercado cruza da direita e o canhoto Rojo, zagueiro de volta à lateral-esquerda, sua posição original, como autêntico cenrtroavante, acerta de direita um sem pulo fatal: 2 a 1.

E assim conta-se como a Argentina, aos tropeços e soluços entrecortados, chegou às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Até onde irá?

3 comentários

  1. Alberto,
    Geralmente os times sul-americanos costumam crescer a cada “degrau” alcançado.
    Lógico, nem sempre são frutíferos em sua jornada.
    Parabéns aos hermanos por terem lutado até o fim, embora aos tropeços, na raça e vontade conseguiram arrancar a suada classificação.
    Hoje, o que desmotivou um pouco, foi o jogo da Dinamarca contra a França, que jogo de “compadre”…sô!
    E é isso que estraga um campeonato, seja qual for, principalmente uma Copa do Mundo de Seleções.
    Muitos criticam o mal futebol apresentado até agora, mas esquecem de ver ou rever certas “condições” do que ele é feito durante a partida.
    Ah, sim, amanhã nosso passaporte estará devidamente carimbado!!
    Grande abraço e saudações.

  2. Alberto Helena Jr.

    A Argentina não me surpreendeu em conseguir a classificação suando sangue contra o bom time da Nigéria, o time africano respeitou demais os “hermanos” se tivesse mais impeto e jogasse como no primeiro jogo certamente ganharia do time portenho que só obteve a vitória naquele abafa desesperador de fim de jogo tanto que o gol saiu de pé direito num sem pulo do lateral esquerdo, que estava curtindo uma de centroavante, pois Aguero e Higuain amarelam em jogos decisivos e não fizeram patavina nenhuma o jogo todo, o carequeinha Sampaioli deve seu cargo aos jogadores pela iniciativa de que os próprios atletas se escalaram sob a batuta do Mascherano, o poderoso chefão do vestiário argentino, álias manda mais até que o próprio presidente da Argentina. Saludos palmeirenses.

  3. As regras do jogo não se aplicam aos argentinos? Mascherano Jogou quase o segundo tempo inteiro sangrando e o idiota do arbitro e o VAR não fizeram absolutamente nada?

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