Enfim, uma vitória tricolor. E merecida.

(Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Ufa!, até que enfim o São Paulo de Aguirre desempatou sua campanha nesta temporada., ao vencer o Santos por 1 a 0, gol de cabeça de Diego Souza, em cruzamento de Reinaldo, aos 10 minutos do segundo tempo.

E olhe que poderia ter chegado a esse gol muito antes, com o próprio Diego Souza, logo ao primeiro minuto de bola rolando, quando o centroavante, cara a cara com Vanderlei, chutou pra fora. Ou, em seguida, aos 10, naquele disparo de Nenê que se chocou com a forquilha e saiu. Isso, sem falar na cabeçada pra fora de Militão, sozinho diante da meta caiçara.

E ganhou porque, pela primeira vez, nos últimos tempos, o Tricolor foi mais agressivo e participante na marcação, com um controle de bola que chegou a atingir mais de 60 por cento ainda no primeiro tempo, quando apertou o Peixe no campo contrário, e impediu o adversário de sair para o jogo.

E aqui quero fazer uma penitência. Tanto que tenho clamado por um meio de campo formado por Alison, Renato e Vítor Bueno… De fato, não funcionou. Seja porque tenha sido a primeira vez em que Jair Ventura os escala juntos, seja porque Renato, por exemplo, está há cerca de um mês sem jogar. E esse é um setor que exige, sobretudo, entrosamento e ritmo de jogo.

Mas, enfim, o São Paulo dominou todo o primeiro tempo, e, no segundo, depois do gol, claro, como é de praxe no nosso futebol atual, arrecuou os arfos, permitindo que o Peixe emergisse das profundezas para a cena do jogo.

Jean Mota, que havia entrado no lugar e Alison disparou aquele petardo que Sidão conjurou, Dodô perdeu gol feito embaixo da trave e Yuri Alberto se livrou de Sidãao mas não do erro na finalização.

De qualquer forma, o São Paulo, sem três zagueiros, nem igual número de volantes, jogou melhor, mais fluido, e mereceu vencer o clássico no Morumbi.

Por falar em clássicos, os dois que o antecederam no sábado, tiveram a vitória do Galo sobre a Raposa e o empate entre o Urubu e o Almirante.

Este, confesso, foi uma imensa decepção, com Flamengo e Vasco produzindo um jogo mesquinho que terminou em bafafá, com dois expulsos de cada lado, no empate por 1 a 1 no placar.

Aquele, no Independência, teve pleno domínio do Atlético sobre o Cruzeiro, com direito a um gol de Roger Guedes esquisito, em que a bola cortada pelo beque bateu num pé e noutro do atacante antes de enganar Fábio.

Mas, vale aqui registrar a performance de Roger Guedes, artilheiro do campeonato, desde que desembarcou em Belo Horizonte.

Tido como um cara de temperamento instável, foi liberado pelo Palmeiras para passar  a cantar de galo no terreiro carijó.

Ainda bem, pois vi muito craque temperamental encerrar a carreira cedo por não ter quem lhe soprasse as palavras certas no ouvido. Neste caso, parece que o guru tem um nome: Eder, aquele magnífico ponta-esquerda de canhota devastadora, também um tanto espiroqueta em seus tempos áureos como jogador.

Quem sabe sabe, conhece bem, como sussurrava com sua voz embaçada de malandro carioca o meu saudoso amigo Joel de Almeida na velha marchinha de carnaval.

 

Um comentário

  1. Alberto, SP ganhou do peixe, como esperado, pela situação atual dos dois.
    Resta saber se agora.vai ter capacidade de vencer os que estão no topo da tabela…

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