
É quando o craque se impõe a todas as adversidades, esquemas de jogo, maior poder de fogo do inimigo, torcida contrária, campo adverso, tudo, enfim. Esse é o caso de Salah, o egípcio hábil, canhoto, que guarda em sua cartola um imenso arsenal de dribles, assistências e gols conferidos. Ele, que tem sido o ponto de referência da grande virada do Liverpool nesta temporada de um time comum a um ataque arrasador.
Temia-se que nem jogaria essa partida decisiva pela Liga dos Campeões contra o City de Guardiola, em Manchester, vítima de lesão muscular no jogo de ida. Entrou e decidiu o jogo e a classificação do Liverpool para as semifinais do torneio, como, aliás, havia feito na partida em casa, na semana passada.
O City abriu a contagem logo aos 2 minutos de bola rolando, com Gabriel Jesus, em jogada que começou com passe limpo de Fernandinho a Sterling e, deste, para o brasileirinho artilheiro. E passou o tempo todo assediando a área dos Reds, até marcar um gol legítimo com Sané, que o juiz anulou, no finzinho do primeiro tempo: não houve falta no goleiro que saiu trombando com seu zagueiro, tampouco impedimento do ponta alemão, pois a bola lhe foi entregue por Milner, meia adversário.
E, quando, no segundo tempo, maior era pressão do City, bola com Salah, que serve Mané na área; Ederson toca a bola que sobra pra Salah empatar a partida.
Foi a ducha de gelo sobre o City, do que se aproveitou Firmino de falha grotesca de Otamendi pra virar o placar e levar o Liverpool, pela primeira vez em séculos, às semifinais da Liga dos Campeões.

Mas, a grande e surpreendente virada se deu mesmo no estádio Olímpico de Roma, onde o Barça entrou classificado e saiu vertendo as lágrimas da amargura e da vergonha: 3 a 0 pra Roma, que, como havia marcado um na goleada sofrida no Camp Nou, levou a vantagem do gol fora. Roma, aliás, que teve mais posse de bola e maiores chances de gol.
Mas, aqui, não foi exatamente o craque que fez a diferença. Foi a ousadia de seu técnico que escalou de cara quatro atacantes pra tirar a diferença enorme. E tirou.
Só falta, agora, Juventus e Sevilha aprontarem pra cima de Real e Bayern, nesta quarta-feira de sol ou de cinzas, como a virem os olhos dos vencedores e dos perdedores.
NA LINHA DO GOL
Como filho do velho Brás dos italianos, acostumado com aquelas vozes profundas e roucas pelo tabaco e o vinho dos sólidos imigrantes da Bota, num arrastado tom de tragicomédia, confesso que me senti um tanto incomodado com a fala do presidente do Palmeiras. Tanto pelo que disse, quanto pela entonação. Parecia um garoto dos Jardins, mal saído do Dante, que nem de longe lembrava as indignadas perorações de um Giuliano, um Facchina, sequer os dos eméritos corneteiros, tipo Rayola, Primo e tantos outros que conheci ao longo da vida. Frouxo, diria, por não encontrar termo melhor.
Quanto à essência do discurso e da ação – o rompimento com a FPF e a exigência de mudanças inócuas para o próximo campeonato -, uma demonstração reação tardia e de falta de ousadia para atacar o principal: a extinção desse torneio anacrônico, que só serve pra atrapalhar a vida dos clubes que realmente contam nos cenários nacional e internacional; ou, sua redução a um tempo aceitável pra que haja um espaço sadio com vistas à pré-temporada, tão básica num futebol disputado à força do que à técnica, como o atual.
Quero apenas aproveitar a atualidade do blog (porque nao sei se poderei escrever nos proximos 3 dias) e deixar
meu protesto como sampaulino pelo que estao fazendo com o craque Diego Souza. A sua ausencia da viagem a
Argentina e dos ultimos jogos e’ uma derrota para o meu clube. Estivesse um outro tecnico a testa do time isso
jamais aconteceria (nem precisaria ser o Tele, que apoiou o Rai muito tempo, poderia ser outro). Lembram quando entrou no jogo contra o SCaetano? passe de craque do Lucas Fernandes e cabecada de craque do Diego. Estou
cansado de ver jogadores perderem um gol de cabeca porque nao cabeceiam como fez o Diego. De certa maneira o que escrevi tem a ver com este blog. A incompetencia grassa no tricolor.
Só uma correção, os Red´s foram campões da Liga em 2.004 ou 2.005, e fizeram a final do mundial contra o São Paulo, 1X0 Tricolor, gol de Mineiro com passe de Aloísio, Tricolor tri campeão mundial!
Ganhei o “bolão’! Não sou vidente, mas meus sonhos diziam que o Barcelona não iria seguir em frente. Acompanhando os noticiários por esses dias, percebi um Roma mais equilibrado e concentrado. Sabiam das dificuldades, portanto estavam sendo realistas.
City já estava fora, só não esperava que perdessem de virada.
Agora é esperar a classificação das duas equipes de Madrid e torcer para o Liverpool na final.
porque esqueceram a expulsão equivocada do jogador do Corinthians no jogo do campeonato paulista do ano passado ainda no primeiro tempo de jogo, porém mesmo com 10 jogadores o timão ganhou com 1 gol de Jô.
Esse presidente do Palmeiras quer se eternizar no poder nas eleições deste ano.. Tem que esperniar para tentar ficar de bem com os conselheiros.