Real, Bayern e um monumento: O Gajo

Foto: AFP

Real e Bayern, claro, venceram na casa dos respectivos adversários nesta rodada das quartas de final da Liga dos Campeões. São dois dos óbvios candidatos ao título europeu, ao lado de City e Barça, que jogam nesta quarta-feira.

Todos eles costumam apresentar um futebol de primeira, ofensivo, costurado por passes exatos e progressivos, sem, contudo, se abrir ingenuamente lá atrás. E, assim o Real meteu 3 a 0 na Juventus, enquanto o Bayern virava por 2 a 1 sobre o Sevilha.

O jogo coletivo e de imposição, sem dúvida, é fundamental no futebol.

Mas, o conjunto é feito de individualidades. E, de repente, ergue-se em meio à excelência geral, um monumento: O Gajo.

Cristiano Ronaldo há um bom tempo deixou de ser aquele ponta veloz, driblador emérito, cheio de graças e invenções, pra reduzir tudo ao essencial: pá, gol!

E que gol!, exclamaria meu velho amigo Osmar Santos com sua voz potente, revestida de humor, diante dessa escultura – posto que eternizada desde já -, cinzelada com os traços da plasticidade perfeita.

Foi uma bicicleta executada no rigor das artes e da ciência da jogada inventada entre nós por Petronilho de Brito e transformada em marca indelével de Leônidas da Silva, o Homem de Borracha, o Diamante Negro.

E olhe que ele já havia marcado o primeiro gol de seu time logo no início da partida, assim como daria o passe final para o terceiro, do nosso Marcelo.

Sem falar em mais duas ou três oportunidades em que CR7 poderia ter ampliado ainda mais sua recordista marca de artilheiro insaciável.

Já no outro jogo, o Bayern foi superior, como sempre, ao Sevilha, que, por sua vez, cumpriu digna performance, ao abrir a contagem e criar mais umas duas excelentes oportunidades ao longo da partida.

Mas, os bávaros não deixam por menos. Não perdem a linha, nem o o seu objetivo no jogo – fazer gols. E fez dois, com a colaboração dos andaluzes que desviaram duas bolas disparadas em direção à sua meta. No segundo, uma cabeçada de Tiago Alcântara que iria de qualquer forma em direção às redes.

Ah, que delícia de guerra entre nações e estilos que se trava nos campos limpos da Europa. Até parece com aquelas guerrilhas sublimadas que assistíamos aqui nos bons tempos.

 

 

 

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