Coragem, meus amigos, coragem!

Foto: Christof Stache/AFP

Passei a semana ouvindo nossos jovens, inclusive os quarentões e cinquentões, comentaristas dissertando sobre a modernidade dos sistemas defensivos que pautam o nosso futebol nos últimos vinte anos, por baixo.

No sábado ligo a tv, e o que vejo? Aleluia! Vejo o setentão Jupp Heinck escalando seu Bayern de Munique, no maior clássico alemão, contra o Dortmund, com apenas um volante (Martínez) e cinco atacantes – Robben, Muller, Lewandovisk, James Rodriguez e Ribéry.

A bem da verdade, era um retorno espiralado ao primevo 2-3-5, a organização tática primordial do futebol, criada há mais de século: dois zagueiros (Hummles e Boateng), uma linha média formada por Rafinha, Mart´[inez e Alaba, e um ataque com os já citados.

Resultado: 5 a 0 só no primeiro tempo. Seis a zero, no final.

Alterno o clássico alemão com o City do Guardiola, contra o Everton, lá, onde os azuis já sofreram até uma goleada por 4 a 0. La même chose, como diria M. Courtadon: um só volante, dois meias e três atacantes.

Resultado: 3 a 0 só no primeiro tempo. No segundo, 3 a 1, pois o City ficou ali se poupando com a bola nos pés para o próximo clássico, já praticamente campeão inglês.

Em seguida, por dever de ofício, sou forçado a me entediar com o Derby de mais faltas do que passes certos, sem falar nas chances reduzidas de gol.

O amigo, então, haverá de perguntar-me como tão primitivo esquema de jogo, tido como suicidamente ofensivo, pode retornar aos campos da Alemanha e Inglaterra, assim como já era utilizado nos tempos de Guardiola no Barça?

Simples, meu chapinha: com uma definição tática de cada jogador dentro de uma organização geral em que todos podem atacar e têm também de defender.

Com os milagrosos avanços nas áreas da prepração física, fisiologia, nutrição etc., o jogador hoje em dia não é apenas um atleta mais bem dotado do que os dos tempos da turma de Oxford, na virada do século 19 para o 20, possui também um senso tático muito maior. Portanto, perfeitamente capaz de cumprir a dupla tarefa em campo.

É só uma questão de conceito e coragem dos treinadores que adotam essa postura, seja um coroa como Heincks, seja um quarentão como Guardiola.

Peguemos como exemplo esse Palameiras prestes a ganhar o Paulistinha.

Roger dispõe de um elenco que lhe permite moldar uma equipe nesse figurino, embora padeça de um dupla de zaga de parcos recursos técnicos para ser a responsável pelos primeiros passes.

Mesmo assim, dá, sim senhor. Se abrir mão de um dos volantes e forçar a marcação no campo adversário o tempo todo, não alternadamente como o faz, poderia se aproximar desse modelito moderno, ágil, sedutor e altamente eficiente de se jogar futebol.

Confesso que esperava de Roger Machado, desde que assumiu o Grêmio, um passo decisivo nesse sentido. E ainda espero.

Fumando espero, como no velho tango.

 

7 comentários

  1. Tiro a minha cartola de ouro, pra esse carinha alemão Jupp Heynckes, voltou da sua recente aposentadoria, e deu seu toque de afinação no bandolim deste Bayern, que andava com as cordas em desamornia na mão do bom italianinho Ancelotti.
    Outro carinha alemão que toca muito bem da turminha, é o Júrgen Kloop, gosto do teu estilo de jogo ofensivo e sempre privilegiando os mais habilidosos em campo, vem ai a expectativa de vernos um duelo fascinante contra o City de Guardiola – o chefe da turminha – ,nesta semana que se abre.

    Abram-se as cortinas, o verdadeiro espetáculo vai começar na Liga dos Campeões.

    Abços.

  2. Alberto Helena Jr.

    Concordo com você Alberto mais não é uma coisa que aconteça em curto espaço de tempo, as vezes nem a médio e longo prazo e aí você me pergunta: Como ? Aí eu te digo meu amigo mentalidade do jogador brasileiro no que concerne a disciplina tática, é a mesma coisa que educação se a criança não aprende desde a tenra infância com os pais nunca conseguirá assimilar o que seja educação, no futebol a mesma coisa se o atleta não aprende desde as categorias de base tipo sub 11 o que é ser disciplinado taticamente não é depois de adulto, jogando em clubes com salário milionário que vai ser disciplinado taticamente, porém já há de se vislumbrar uma crescente e lenta melhora no disciplinamento tático imposto pelo Roger ao time e que jogadores como como por exemplo Lucas Lima que no Santos fazia o que lhe dava na telha, no Verdão já começa a demonstrar espirito muito mais participativo e tático chegando até a salvar a meta do Palmeiras tirando uma bola de cima da linha de gol, você se lembra ? Devagarinho o Roger conseguirá ajeitar bem este time do Verdão e seremos campeões em cima dos gambas se Deus quiser. Saudações palmeirenses.

  3. Kkkk gastaram milhoes possuem a pior zaga do Brasil, sem laterais e um volante mediocre e desleal. São.piada do Brasil todo e vem um retardado falar de jogador e time europeu. Amigo vai procurar o q fazer meu…

    1. Alberto Helenqa Jr.

      Gostaria de dizer ao Tião se doeu muito, se o Borja machucou ele muito, quem tem que procurar o que fazer é você Tião porque o campeonato para o pangaré itaquerense terminará no próximo domingo com uma sonora goleada e não é arrogância, nem soberba da minha parte, soberba e arrogância são virtudes de gamba, o que acontece é que o curiquinha de itaquera não sabe sair para o jogo, não sabe jogar ofensivamente o treineiro dos gambas é chegado na apologia da retrancatite, não tem ataque….só de risos, risos maiores para o goleiro dos gambas o Fracassio que na hora do gol do Verdão foi parar para depois da linha de fundo, deixando a meta escancarada para o Borja marcar….seja bom perdedor e freguês fiel…..não chora Tião e vai trabalhar. Saudações palmeirenses.

      1. Volta pro asilo de onde saiu porco imundo! Dói.muito 10 anos sem.paulista né. Vai na quebrada aprender a ser homem e leva tua mãe.

  4. voce continua sendo o melhor!realmente foi pouco futebol no sabado voce melhor do que eu sabe o que e um corinthiansXpalmeiras,decisao de campeonato e o maior classico das americas e nessa hora tudo vale!sou seu fa incondicional!!!!!!!!!!!!!!!!!!! abraco!

  5. Para um treinador limitado no seu raciocínio fica muito mais fácil colocar dois ou treis jogadores de força tipo Casemiro, Fernandinho e Paulinho, limitando uma espaço de campo para cada um deles, com a função principal de bloquear o meio de campo, do que criar um sistema de jogo bem estruturado usando jogadores sem força física mais de qualidade que dê velocidade,, ocupação de espaços e força ofensiva ao time.
    A seleção poderia melhorar da água para o vinho, se colocássemos no lugar de Casemiro o Paulinho e no lugar do Fernandinho o Rodriguinho ou Lucas Lima mantendo o Philipe Coutinho. O time passaria a ser muito mais criativo, veloz e ofensivo. Além disso, ocuparia os espaços muito mais rapidamente devido as características desses novos jogadores. Por que Tite não faz isso? Porque essa é a filosofia dele, não correr riscos, jogar com o regulamento embaixo do braço. Foi isso que ele praticou em todos os times que atuou e não vai mudar nunca. Além disso dá trabalho, o treinador tem que ajustá-los muito bem promovendo uma constante rotação entre eles para que o time evolua compactado sem expor a defesa. O problema não é colocar um dois ou treis volantes. O problema é que os escolhidos não são jogadores habilidosos, são lentos e sem um mínimo de criatividade, e o mais grave, são orientados a ocuparem um espaço limitado no gramado. Com isso a seleção fica engessada e quando pega um time bem compactado na defesa tem enormes dificuldades para jogar.

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