O Tricolor, avançando: 3 a 0.

(Foto: Rubens Chiri/SPFC)

Nesta quadra sombria de sua gloriosa história, cabe ao São Paulo cumprir os seguintes itens:

  1. Evitar vexames.
  2. Ganhar, mesmo jogando mal, nem que seja por 1 a 0.
  3. Montar um time titular convincente, capaz de cumprir uma campanha, ao menos, digna, sempre mirando um futebol melhor a cada jogo.

Bem, contra o CRB, em Maceió, cumpriu alguns desses preceitos. Isto é: jogou bem melhor do que vinha fazendo, venceu com folga o adversário por 3 a 0 e avançou para a próxima fase da Copa do Brasil.

Nada deslumbrante, longe disso, mas revelou-se um time aplicado, coeso, teve o controle da bola e do jogo e os gols saíram naturalmente, com Marcos Guilherme, Valdívia e Rodrigo Caio.

Além do mais, é preciso descontar a  fragilidade do CRB, o que embaça um pouco a análise do jogo tricolor.

Mas, de qualquer forma, parece que o São Paulo começa a tomar tento.

Só resta esperar pelo que vem à frente, quando Aguirre assumir de vez a direção técnica da equipe.

Mesmo porque, na sua primeira entrevista coletiva o novo treinador tricolor fez aquele discurso que as galeras atuais adoram: garra, comprometimento, intensidade e tal e cousa e lousa e maripousa.

Confesso que gostaria de outras propostas, coisas do tipo: habilidade, futebol pra frente, técnica esmerada etc.

Mas, enfim…

NA LINHA DO GOL

Por ordem de entrada no vídeo da Liga dos Campeões, o Bayern. Foi a pior performance dos bávaros que vi nos últimos tempos. Basta dizer que o Bayern, cuja média de posse de bola é similar à do City e do Barça, coisa de 70 por cento por jogo, conseguiu ser inferior à do Besiquitas. Resultado: 3 a 1 para o Bayern – soma dos dois jogos, 8 a 1. É a tal eficiência germânica. Germânica, brasileira, espanhola, polonesa, sei lá quantas mais nacionalidades compõem essa verdadeira seleção internacional. E olhe que o melhor de todos – Robben – nem no banco estava.

Agora, me permita dar passagem a Messi, esse inacreditável fruto da natureza. Mal começado o jogo com o Chelsea, Messi inicia uma triangulação pela direita com Dembélé e Suárez; recebe quase na linha de fundo, sem ângulo, e mete, de destra, por entre as pernas de Courtois. Mais um tanto, ataca o defensor adversário na saída de bola, rouba a bichinha, passa por mais três e serve Dembélé: 2 a 0. Por fim, recebe na esquerda, contorna  toda a linha defensiva adversária e manda uma canhota cruzada, novamente por baixo das pernas do goleiro. De joelhos, meu amigo, de joelhos!

Um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *