
Escolhi o jogo entre Roma e Shaktar não só pra evitar o testemunho do vexame do United diante do Sevilha, mas, sobretudo pra dar uma espiada a mais em Fred e Taison, dois dos convocados por Tite para os amistosos contra Alemanha e Rússia.
Fred deu show de colocação em campo, empenho, velocidade, marcação, desarme, armação e até arriscou um chute perigoso de fora da área. É, digamos assim, um Fernandinho clonado, o Fernandinho do atual City de Guardiola, pra ficar mais claro, embora não atuasse neste jogo como o tal primeiro volante.
Já Taison, mais uma vez não me convenceu: hábil, rápido, circulou ali pela intermediária adversária, de preferência entre os volantes e a linha de zaga, mas não causou , como a turma gosta dizer hoje em dia.
Houve, inclusive, um lance que me marcou, no segundo tempo, quando partiu com a bola dominado, em fulminante contragolpe, e, diante do espaço vazio oferecido pela defesa da Roma, preferiu reduzir a investida, olhando pra trás, à espera de um companheiro para dar sequência à jogada que morreu ali mesmo.
Ora, um atacante de velocidade que aspire uma Copa do Mundo, nessas condições, tem é de meter as caras e ir até o fim. E a Roma acabou vencendo por 1 a 0, seguindo em frente na Liga dos Campeões.
Mas, enfim, Tite sabe o que faz.
Ao contrário do United de Mourinho, o chofer de ônibus, que perdeu para o Sevilha, em pleno Teatro dos Pesadelos,
(Pra quem não sabe a razão do epíteto ao técnico português, é porque ele gosta de dizer e aplicar a metáfora de um ônibus estacionado diante de sua defesa; ou seja: a velha retranca).
Atacar pra valer que é bom, em casa, num jogo decisivo da Liga dos Campeões, o United só o fez a partir dos quinze minutos finais, aos trancos e barrancos, como se os pneus do ônibus estivessem furados. Mas, aí o Sevilha já vencia por 2 a 0, gols do tunisiano criado na França Bn Yedder, que entrou já lá pela metade do segundo tempo e foi logo definindo o placar, reduzido no fim para 2 a 1.
E, nessa disputa paralela entre os principais centros futebolísticos da Europa, a Inglaterra, que poderia ter colocado quatro de seus times na próxima fase, vai só com dois – City e Liverpool, exatamente aqueles que jogam o futebol mais moderno (ao gosto da moçada menos instruída), ofensivo, hábil e envolvente -, enquanto a Itália envia dois representantes – Juve e Roma. Resta saber se a Espanha, nesta quarta-feira, assume a liderança dessa disputa virtual com o Barça se juntando a Real e Sevilha, ou se o Chelsea vira esse jogo.
E a Cortina de ferro, do Zé?
Enferrujou-se?
EM TEMPO: Tite sabe de nada, é só mais um aluninho do velho catenaccio e nada más.
Se o Tite não entende de futebol, acho que você é a verdadeira enciclopédia em forma de gente. Se é que venha a ser gente!
Ser técnico da seleção brasileira é o limite máximo, mas só um tonto como o Tite assumiu essa bomba. Os jogadores convocados para a mídia, e o povo vai com a mídia, ora tudo presta, ora nada presta. Assim vai esse cortiço de opiniões.
A Pior seleção que o Brasil já enviou a uma copa do mundo foi a de 90. O impressionante naquela seleção comparada a atual era a mediocridade do seu meio de campo. Em 90 dançamos na primeira fase quando pegamos um time de verdade pela frente que tinha um cara chamado Diego Maradona. Nosso meio campo era ridículo. Não tinha como o de hoje não tem, um meia de ofício. Alemão, Dunga e Valdo poderia ser muito bem comparado a Casemiro, Paulinho e Willian, talvez até um pouco melhor. O resultado todo mundo já sabe qual foi. Na hora da onça beber água Maradona deixou Dunga e Alemão com o bum bum no chão e despachou a nossa seleção ainda na primeira fase. Tite vai farejando como um cão de caça os passos de Lazzaroni.
Dunga Alemao e valdo, jogavam muito mais do que Casemiro , Paulinho e Renato Augusto, essa seria a comparaçao mais certa e em posiçoes certas ,
A seleção de 90 foi igual à de 2010. Foi eliminada na melhor partida que fez na copa. Apesar de as duas equipes não terem sido nenhuma sumidade, perderam para times inferiores.