
Até que o São Paulo poderia ter vencido a Ferroviária. Teve duas boas chances pra marcar – a maior delas, com Cueva, cara a cara com Tadeu, no segundo tempo.
Mas, isso seria reduzir o futebol a pouco mais do que zero. Pois, bola rolando do início ao fim, embora a tivesse a seus pés, o Tricolor jamais revelou o mínimo de qualidade técnica – coletiva ou individual – pra satisfazer crítica e torcida.
O primeiro tempo foi um horror, um tédio interminável. O segundo, melhorou no aspecto anímico e duas ou três gotas de emoção pingaram no gramado do Morumbi. E só.
Quanto a Dorival Jr., que obviamente está na corda bamba, não contribuiu muito pra sair desse sufoco.
Escalou o time com os proverbiais dois volantes, que em nada contribuem tanto pra armação do time quanto pra encorpar o ataque, ponto mais frágil da equipe, manteve Diego Souza no comando do ataque, onde o moço evidentemente não se adaptou, e trocou Nenê por Valdívia, o mais ativo dos atacantes, Isso, pra destrocar o certo pelo errado na etapa final. E olhe que, foi entrar e Nenê perder gol feito, por cobertura.
Como dizia o indigitado governador Ademar de Barros, às vésperas do golpe militar, vai chover, meu caro patrício… sobretudo, no Morumbi.
NA LINHA DO GOL
O domingo inglês foi abençoado pelo Arcebispo de Canterbury, sem dúvida. Começou com um jogo frenético entre os Diabos Vermelhos e o Chelsea, em pleno Teatro dos Sonhos. O Manchester venceu de virada, por 2 a 1, mas a jogada exemplar da partida foi a do brasileiro William (nego-me a trocar o eme pelo ene no nome do craque). Foi assim: bola alçada à entrada da área azul é cortada de cabeça por William, que arranca em direção ao campo adversário, tabela com Hazard, recebe na área inimiga e dispara tiro certeiro, abrindo a contagem. É a exata soma de aplicação tática, força física e técnica esmerada. Tanto, que, depois da partida, entrevistado pela graciosa e competente repórter Natalie Gedra, da Espn, Mourinho definiu o brasileiro: “O top do top!”.
E o domingo se encerrou com chave de ouro, com Guardiola levantando sua primeira taça na Old Albion , a da Liga da Inglaterra: City 3, Arsenal 0, placar até modesto se levado em conta o pleno domínio dos azuis de cabo a rabo. E é aqui que Guardiola marca a imensa diferença de seu trabalho em relação aos demais treinadores do mundo, em especial, os brasileiros. Tratava-se de uma decisão de Copa, uma semana depois do vexame da desclassificação na outra Copa inglesa, e o City vencia por 2 a 0, placar que no futebol da ilha não diz muito, pois por lá vigora a lei do Chacrinha – o jogo só termina quando acaba.
Pois, bem, Fernandinho – o único volante em campo e no banco – machucou-se e teve de sair. Qualquer outro treinador teria colocado em seu lugar um beque, claro!Afinal, é uma decisão contra um grande, não se pode dar sopa pro azar. Pois, até isso passou rapidamente pela cabeça de Guardiola, quando chamou o beque Stones. Mas, antes que o zagueiro tirasse o agasalho, o técnico voltou atrás e mandou entrar o atacante Bernardo Silva, passando o meia-armador, cérebro da equipe, De Bruyne, pras funções de volante, revezando-se com Gundogan, outro meia típico. É isso que faz a diferença fundamental entre o catalão e os demais: em bom eufemismo, aquilo roxo.
Na hora que Guardiola colocou De Bruyne no lugar de Fernandinho, Tite que assistia ao jogo desligou a TV, deu um peteleco no gato de estimação e por pouco não mata o bichano..
Quanto aos times que tem Jucilei, Tchê Tchê, Hudson e cia bela o que deles podemos esperar? Mais ou menos o mesmo que devemos esperar da seleção com Casemiro, Paulinho e Renato Augusto. Nada. Willian será mais um fracasso na seleção. Willian é um Valdo de 86 com cabelo black power, corre corre e não rende nada. Por que falo isso? Pelo que ele não jogou em 2014 e as muitas partidas ridículas nas eliminatórias.
Pep Guardiola, é meu espetáculo favorito no teatro do futebol..
Abços
Quanto ao S.Paulo FC atual, são dois problemas, primeiro chama-se LECO O MERCENÁRIO, que tem até sálario para presidir o clube, um incompetente pergunte ao Muricy, quem era a laranja podre na diretoria do SP, E EM SEGUNDO LUGAR , o Dorival está perdido, e alem disso ultrapassado.