
Esse Guardiola é mesmo um xamã, desses que invocam os espíritos do passado pra resolver os problemas do presente.
Pra começar, pulverizou essa ideia de jerico modernamente correto, tão defendido pelos pragmáticos de plantão, segundo a qual jogar bonito e obter resultados são polos incompatíveis. Ou um, ou outro.
Pois, desde o Barça até o atual City, passando pelo Bayern, em, sei lá, cinco, seis anos, ganhou tudo com seus times dando espetáculos, em três escolas europeias de ponta e altíssimas dificuldades.
Qualificou suas zagas com jogadores de meio de campo, reduziu o número de volantes para apenas um, que sabe jogar e atacar, desprezou de vez o medo do contragolpe, avançando sua linha de marcação pra além do círculo central, abriu seu ataque com dois pontas-pontas e tal e cousa e lousa e maripousa.
E esse negócio de alas, hein?
Virou moda, de uns anos pra cá, chamar de alas os laterais que jogam avançados, sustentados por um esquema com três zagueiros. Pois, com ele não tem disso, não, meu chapa. Os laterais jogam lá na frente, com dois zagueiros de área apenas.
Aliás, essa denominação atual de alas é herdada do basquete – o cara que corre pelos lados, atacando (nem sei mais se isso ainda existe no basquete). Antes, lá pelos anos 30/40/50 e parte de 60, nos tempos dos meias de ligação, alas eram outra coisa: ala direita era a combinação entre o ponta-direita e o meia-direita; ala esquerda, entre o ponta-esquerda e o meia-esquerda.
Só como exemplo dos anos 50, a ala-direita do Corinthiansera formada por Cláudio e Lusinho; a esquerda, por Carbone e Mário.
Essas duas alas trabalhavam em conexão, contornando as defesas e criando chances de gol.
Se o amigo quiser visualizar isso, basta rodar o tape do jogo em que o City de Guardiola acaba de vencer o Watford por 3 a 1. Quase todas as jogadas perigosas, inclusive os gols do City, nasceram de combinações espertas entre o ponta-direita Sterling e o meia-direita De Bruyne, assim como entre o ponta-esquerda Sané e o meia David Silva.
Pelo visto, Guardiola está aí pra provar que o futebol mais eficiente e bonito de se jogar não mudou conceitualmente desde sempre – jogar com técnica a mais apurada possível e sempre em direção ao gol adversário. O que mudou foi a capacidade física dos atletas, graças à toda essa parafernália tecnológica que estimula suas energias, desde os uniformes, bola, gramados impecáveis, preparo físico, apoio médico, até nutricionistas e psicólogos.
E isso, meu, deveria servir ainda mais para impulsionar os caras ao ataque, ao drible, à criação, pois sobram aos atacantes a força e a disposição pra também defender quando necessário, o que não ocorria naqueles velhos tempos com tanta frequência. O que aumentou foi a velocidade do jogo (no Brasil, bem menos) e a resistência dos atletas.
O diabo é que isso, sobretudo entre nós, é utilizado muito mais pra defender, ofuscando o espetáculo, do que se abrir para o admirável mundo novo para o qual Guardiola aponta.
Parabéns Alberto eu como você não perco nenhum jogo do City e nem do Barcelona os dois melhores times do mundo da atualidade- Guardiola é um gênio e seu time joga um futebol como nos tempos de Pele e Garrincha- Já o Barcelona tem Messi e temos que aproveitar para ver esse gênio que foi o maior jogador que vi jogar e está muito acima dos demais – Abracao
Há dois tipos de cabeça de bagre. Um que joga em time pequeno e ninguém dá a ,mínima pelo que faz em campo, pelo contrário, costuma jogo após jogo ser xingado de tudo que não presta. O outro, mais sortudo, apadrinhado por algum empresário esperto, do mundo do futebol por um desses caprichos da vida vai parar num time grande. E pasmem, chega a fazer sucesso e o chamam de craque. Já falei que uma das maneiras de desmascarar esse cidadão que engana em time grande, por exemplo Casemiro, seria colocando-o para jogar num time pequeno no lugar do outro cabeça de bagre. Aposto que os resultados seriam absolutamente os mesmos e no final a torcida do time pequeno agiria da mesma forma xingando- o até dizer chega(foi assim no SPFC).
Agora o amigo pense o seguinte: No lugar do cabeça de bagre ao invés de Casemiro se colocasse precisamente o Cristiano Ronaldo, porém, ao invés da camisa 7 ele vestisse a camisa 5 disfarçado de Casemiro. O que aconteceria no final do jogo? Hei hei hei Casemiro é o Rei.
Oh João! e se tu fizestes o contrário? Num jogo desses ai da Champions vestirias o Casemiro com a camisola 7 e o disfarçarias de Cristiano. O que tu achas que aconteceria com o “Cristiano” durante a peleja meu velho?
Bom, como havia dito alguns posts atrás, cada qual com seu estilo, Alberto.
É certo que o comandante europeu faz sucesso, isso é inquestionável.
Porém, podemos observar alguns aspectos importantes mediante a realidade no futebol.
Primeiro ele dirige time grande com as devidas contratações para cada posição ao qual quer e abusa em sua ousadia porque possui banco para isso (só filé, para os mais afins).
Daí para os demais, supõe-se que seja majestoso e onipotente em suas idéias e composições.
Ledo engano, vejam por sí só o que ocorre na América do Sul.
Temos grandes treinadores tão estudiosos quanto ele, mas sem a matéria prima utilizada por ele, isso é fato!
Quanto ao Tite, bom, aí a envergadura é maior, pois, se realmente for comparar, Tite é muito mais treinador que ele, embora Guardiola seja um treinador em sua excelência.
Vejam apenas o que aconteceu com o Brasil de Dunga quando mestre Tite assumiu.
Claro, isso é o que penso, vamos ver com bola rolando quem leva a melhor, certo?
Grande abraço e saudações.