Deu Peixe em belo jogo

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Bola rolando, logo se viu um outro Santos, bem próximo ao seu estilo tradicional. Com Renato mais desenvolto depois de longa recuperação, um Lucas Lima ativo, Bruno Henrique deslocado pra direita, enquanto na esquerda entrava o menino Artur Gomes, tão preterido na gestão Levir, o Peixe, sob o comando do interino Elano, tomou conta do jogo diante do Galo, na Vila.

Insinuante pelos lados, sobretudo, o Santos foi criando chances, todas desperdiçadas por isto ou aquilo, até que em duas jogadas gêmeas, já no finzinho da etapa inicial, o menino Artur chegou ao gol, de cabeça, em cruzamento da direita de Bruno Henrique (pouco antes, Artur chegara tarde pra finalização).

O lance mais curioso nesse período, porém, foi aquele toque de braço de Fabio Santos, à entrada da área mineira. Foi pênalti, não foi, o juiz corre pra cá, pra lá, acompanhado de um cortejo de jogadores; por fim, marca certo a falta fora da área. Mas, e o tempo que levou pra tomar sua decisão? Compare com as decisões dos juízes que são respaldados pelo juiz de vídeo no resto do mundo.

Pois, os retrógrados que ainda combatem essa nova prática justificam sua  tese por conta do tempo em demasia que a consulta de juiz a juiz levaria. Na Alemanha, por exemplo, não passa de trinta segundos, meu!

E o Galo? Bem, o Galo que havia sido submetido ao Peixe durante todo o primeiro tempo, logo aos 5 minutos do segundo, chegou ao gol de empate: Robinho escapa pela direita e mete a bola na cabeça de Fred: 1 a 1.

O Santos, no entanto, não perdeu a cadência e logo responderia com a cabeçada fatal de Braz em cobrança de escanteio por Lucas Lima da esquerda.

Pouco antes, Elano trocara Artur por Daniel Guedes, passando Victor Ferraz para o meio, enquanto Osvaldo Oliveira respondera com as entradas de Luan e Valdívia, nos postos de Otero e Cazares, o que deu mais leveza ao time mineiro.

Pra complicar ainda mais a vida dos caiçaras, Renato sai machucado, cedendo seu lugar pra Iuri, o que reforça a defesa (leia-se, Santos mais recuado).

E o primeiro sinal disso, o disparo  de fora da área de Robinho que se choca no poste direito. O mesmo em que Leonardo Silva, na sequência, envia de cabeça.

No contra-ataque, Ricardo Oliveira, que já havia perdido gol feito antes, joga pra fora mais um. Isso é de deixar um artilheiro mordendo a língua. Mas, artilheiro é artilheiro: perde uma, duas, mas na terceira, caixa! – Bruno Henrique ataca pela esquerda, dá uma banda no defensor e cruza na medida para Ricardo Oliveira, de cabeça, marcar o terceiro gol de seu time.

Êh, joguinho bom de se ver, meu!

E, nessa. o Peixe se mantém numa luta matemática pelo título, reassumindo temporariamente a vice-liderança, que é sua desde a temporada passada.

 

 

4 comentários

  1. Jogo muito defícil, o Atlético tem um ótimo time, e o Santos jogando o seu futebol normal, conseguiu os três pontos, inportantissimo para a caminhada rumo ao título do brasileirão 2017.

  2. Sr. Alberto, boa noite ! Belíssima noite !!! Vou resumir a principal mudança que vi : postura. Sem grandes invenções, sem grandes estratégias, o que mudou no Santos foi sua postura em campo. Com o Levir, o time sofria da ” síndrome do cachorro vira lata “, time medroso, ansioso, desorganizado. Com Elano, hoje, se não vimos uma brilhante partida, vimos um time aguerrido, com apetite, com doação em campo. Que seja assim daqui pra frente.

  3. Aleluia!
    Quanto tempo não v[íamos nosso time jogar para fazer mais de um gol? Já tinha me esquecido. Futebol tem que ser jogado assim, sem medo. Deixar o time amarrado, dá nojo de assistir.
    Vamos ver se mantem esta postura, pois ´titulo é consequência daquilo que Murici citava: TABALHO. Dorival e Levir parece que se aposentaram no Santos. 1×0 é coisa para o curica. Santos é sinônimo de gols. Não nos interessa ter a melhor defesa do campeonato e sim o melhor ataque e este ano ficaremos na saudade neste quesito. Perder pontos todos ainda perderão. Se mantiver este futebol, temos chances.

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