
Quando o profissionalismo se estabeleceu oficialmente no futebol brasileiro (até então, era o chamado amadorismo marron – os jogadores recebiam algum por fora), o Fluminense era representado nas charges dos jornais como um tipo de fraque, cartola e monóculo, o típico aristocrata milionário das primeiras décadas do século passado.
Sua sede em Laranjeiras era um luxo art-nouveaux digna dos palácios oficiais franceses da virada do século.
E seus cofres transbordavam de contos de réis, a ponto de o Flu vir a São Paulo e levar praticamente toda a Seleção Paulista da época – Romeu, Tim, Hércules, Gabardo, Sandro etc.
Temente da investida tricolor, o Palestra Itália (o Palmeiras original) escondeu seus jogadores num sítio em Atibaia, protegido por seguranças armados. Em vão.
Pois, neste domingo, espio o espelho invertido: um Fluminense modesto, classe média de terninho azul-marinho e gravata escura, tentando organizar suas parcas finanças, diante de um Palmeiras milionário.
Em pleno Maracanã, o Flu repleto de seus meninos de Xerém, versus um Palmeiras luxuoso, cheio de recursos técnicos.
Pois não foi o reflexo do que ocorreu em campo ao longo do primeiro tempo: embora o Palmeiras tenha sido mais incisivo, a ponto de abrir a contagem num disparo magnífico de Egídio, o Flu manteve postura digna.
O Verdão, como tem sido de hábito neste campeonato, esticou demais a bola em busca da velocidade de seus atacantes, e isso faz com que o time não explore a técnica mais refinada de seus jogadores.
Mas, enfim, é esse o estilo escolhido pelo Palmeiras, e o segundo tempo transcorreu sem maiores alterações, a não ser aquela finalização de Moisés no pé do poste da meta do Flu, em passe de Willian.
Assim, o Palmeiras vai somando pontos para continuar aspirando por uma quimera – a disputa do título brasileiro, até agora bem guarnecido pelo Timão, enquanto o Flu segue na Sul-Americana aos trancos e barrancos.
É o que resta.
Helena,
Pois é, Palmeiras e suas bolas esticadas não obstante a escalação e posicionamento dos jogadores se inverter ao sabor dos humores do Cuca. Não importa, porém, os princípios do professor (uau!) continuam os mesmos. Como jogar com lançamentos em ponto futuro se o Cuca insiste em não por para jogar o Keno, por exemplo? E inverteu o William aberto como ponta direita e a esquerda entregue ao acaso, ao “quem sabe se alguém”? Depois, ele põe o Guedes, mas cria um setor redundante na direita porque não reposiciona o William. E se é para escalar o Borja, meu Deus, de que adianta lançar o colombiano na fogueira, no fim de jogo, quando o que o Palmeiras fazia (e com razão) era segurar o jogo, esconder a bola e esperar o tempo passar. Não dá para entender. Para mim os técnicos nacionais afrontam nossa inteligência e discernimento. E, pô, eu não me conformo de, com tantos treinamentos, o Palmeiras não ter destacado um ou dois caras para treinar bola parada, treinar faltas, porque esta é uma das poucas atividades no futebol que se aprende, que não depende apenas de talento inato. Com este Fluminense depauperado, um time horroroso, a obrigação era golear. E a conta por um placar tão magro, vai para o professor.
voce continua com comentarios coerentes e elucidativos!o mesa e seus componentes precisam de voce!!!!!!
“O Brasil merece ser favorito pelo que está fazendo e pelo seu histórico” “A seleção da Bélgica pode ser considerada uma das favoritas, certamente é a melhor na sua história”. Palavras do Profeta Global Tite. Palavras no mínimo contestáveis. Primeiro, que história não garante e nunca garantiu favoritismo de ninguém. Segundo, a liderança do Brasil nas eliminatórias jogando com um bando de morto-vivos também não mostra coisa nenhuma. E por último, a seleção da Bélgica apesar de ser um bom time nem de longe foi o melhor armado pela Bélgica ao longo dos mundiais. Ou seja, Tite viaja na maionese ao lado do seu maior incentivador também Global Caio Ribeiro. achando que com esse meio campo com Casemiro/Fernandinho/Willian/Renato Augusto vai longe na copa. Tite põe craque nesse meio de campo! Volante brucutu que chega próximo a área e não sabe o que faz com a bola não ganha jogo Tite.
Alberto Helena Junior
Ótima análise como de costume Alberto exceto você embarcar na mesma canoa da maioria da “crônica esportiva especializada” deste País que acha um sonho impossível a chegada do Verdão para disputar ainda o título brasileiro de 2017 que seria o nosso deca campeonato para o desespero dos gambás de plantão, e falando nessa raça ignara gambá já estão tremendo nas calças com as últimas apresentações do timinho de itaquera e as vitórias do Palmeiras, se Deus quiser com muita humildade e trabalho o Verdão vai chegar e se não campeão pelo menos à frente do pangaré itaquerense pois o título ficará entre Grêmio, Santos ou o próprio Verdão. Saudações palmeirenses.
Por mais que tente, não consigo enxergar nesse meio de campo de Tite as condições mínimas para suportar um time campeão mundial. Falta-lhe muitas coisas. Mas, para ficar só numa palavra, diria que falta TALENTO. Há uma carência enorme de TALENTO nesse meio de campo. Para Tite, não. Casemiro, Fernandinho, Willian e Paulinho convocados e a maioria titulares absolutos na Rússia, nos tornam como disse recentemente, um dos favoritos a ganhar a Copa. Tite, acorda.