Peixe se recupera: 1 a 0

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Ainda sem Renato e Lucas Lima, a ciência e arte do time, o Santos recebeu o Furacão na Vila, e, num gesto de cortesia forçada, entregou a bola ao adversário, desde o início.

Menos mal que Levir, desta vez, preferiu substituir os ilustres ausentes por dois meias de ofício – Vecchio e Jean Mota, em vez de mais um volante pra dividir a marcação do meio de campo com Alison. Mas, se Vecchio não produziu nada e acabou sendo substituído no segundo tempo, Jean Mota deu conta do recado.

O Peixe entregou a bola, mas ficou ali de tocaia pra surpreender o inimigo em rápidos contragolpes puxados por Copete e Bruno Henrique, enquanto sua defesa – a segunda menos vazada do torneio – tratava de evitar maiores embaraços para Vanderlei.

E o primeiro tempo escoou assim, sem surpresas mas com um contraponto: aos 34 minutos, numa saída falha da defesa do Atlético PR, Jean Mota recuperou a bola e disparou forte para defesa parcial de Weverton; no rebote, Bruno Henrique fuzilou às redes: 1 a 0.

O cenário não se alterou muito no segundo tempo, apesar das alterações feitas pelos dois técnicos. E o Santos, de fato, só foi ameaçado pra valer naquela arrancada de Nikão pela esquerda, o passe para Ribamar diante da meta e o corte mágico de Braz.

Em contrapartida, o Peixe teve três excelentes oportunidades antes do apito final, duas com Bruno Henrique e outra com Daniel Guedes.

Assim, mesmo com um placar apertado, o Santos se reabilita diante de sua torcida, depois da lamentável queda na Libertadores outro dia.

NA LINHA DO GOL

Se o Bayern frustrou na véspera, neste sábado o Dortmund encheu os olhos dos amantes do futebol e a sacola do M’gladebach – 6 a 1! É líder do alemão e uma máquina de fazer gols. Ou melhor: líder porque é uma máquina e fazer gols – 19, em seis jogos, média de mais de três gols por partida. Além disso, como reza a tradição desse clube, lança na praça mais um artilheiro de grande futuro, daqueles que o Bayern logo ali adiante irá buscar a peso de ouro, como de praxe: o garoto Phillipp, autor de dois gols e uma assistência para Aubameyang, o goleador máximo do campeonato, com mais três nesta tarde. 

Mas, se a questão for essa, o City de Guardiola extrapola: 21 gols em seis rodadas, três e meio por jogo. E olhe que neste sábado meteu 5 a 0 no Crystal Palace sem o menino Jesus, poupado, no banco. Mas, com Sané, autor de um golaço, com direito a chapéu dentro da área – ponta-esquerda veloz, canhoto, hábil, driblador e finalizador que não entendo ainda fora do time titular da Seleção Alemã.

Por fim, o Barça que, se não goleou o seu conterrâneo Girona, ganhou com folga – 3 a 0, dois deles contra, do zagueiro Aday e do goleiro, creia!, na sequência de toque de calcanhar de Aleix Vidal que Suáres deixou passar. Desta vez, Paulinho não se destacou pelo Barça. Quem o fez foi o menino Douglas, ex-Vasco, pelo Girona. Que grande futuro lhe reserva o destino, meu! O carinha é daqueles raros exemplos de meio-campista capaz de atuar tanto como volante quanto de meia, pois tem habilidade, manha e molejo para tal. É do City, emprestado ao Girona. Nas mãos de Guardiola, Diós mio!

Por falar em Barça, às vésperas do plebiscito sobre a independência da Catalunha (durante o jogo, alguém exibiu um cartaz dizendo que o único rei da Catalunha é Messi), que destino terá o grande catalão, caso a região autônoma se torne um país? Vai continuar disputando o Campeonato Espanhol? Ou participará de um torneio esvaziado entre os seus? E, por que não pedir asilo à França, tão próxima física e culturalmente? Os franceses já adotaram Mônaco, por que não a Catalunha, com seu magnífico exemplar, o que mais enriqueceria o seu campeonato, em todos os sentidos.

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