
“Êta joguim doido esse, sô”, saiu do Independência murmurando com seus botões o mineirinho atleticano, enquanto aqui no velho Bixiga, o palestrino exclamava, entre surpreso e aliviado: “Ôrra, meu!”.
Foram, sei lá, quatro pênaltis, nesse clássico nacional entre Galo e Verdão. Um, de Luan, meia alvinegro, não marcado; mais três assinalados e dois não convertidos. Fred bateu o primeiro para expedita defesa de Prass; Deyverson cobrou o segundo, que Vítor conjurou, e Fábio Santos, por fim, estabeleceu o empate, aos 43 minutos do primeiro tempo.
Pouco antes, o Palmeiras havia aberto o placar, num raro contragolpe puxado por Moisés que serviu a Willian. Deste, a Deyverson, que disparou cruzado fora do alcance de Vítor.
Isso tudo em meio a uma sucessão interminável de faltas daqui e dali, com pleno domínio do Galo.
Bem, no segundo tempo, depois de ter perdido o zagueiro Luan, expulso num dos tantos pênaltis marcados, o Verdão ficou com nove jogadores, dada a exclusão de Willian.
Pois, não é que o Verdão passou até a jogar mais, sob o comando de Moisés? A ponto de cortejar seu gol da vitória, caso Deyverson cobrasse melhor o pênalti cometido por Leonardo Silva, metendo a mão na bola dentro da área.
Bem que o técnico Micale tentou mandar seu time pra cima, com as entradas de Robinho e Otero, mas, aí eles tiveram de se ver com Prass, que fechou a sua meta e jogou a chave fora.
Diante de todas essas circunstâncias, o resultado favoreceu mais o Palmeiras do que o Galo, claro, que não consegue subir o poleiro e cantar alto na alvorada, apesar de todos os recursos técnicos de que dispõe.