
Neymar é isso, Neymar é aquilo – firuleiro, cai-cai, baladeiro, individualista e uns tantos mais selos negativos, cuja sentença final foi ditada por aquele treinador no Bem, Amigos, tempos atrás: “Estamos criando um monstro!”
Mas, quem fala no senso de parceria de Neymar, além de sua eficiência extraordinária (só no campeonato francês em cinco jogos, cinco gols e cinco assistências)?
Jogador mais caro da história do futebol, estrela mais cintilante do PSG, fez de tudo para encher a bola de seu novo companheiro, o menino Mbappé, o segundo mais caro de todos os tempos com a idade em que Neymar estava apenas estreando no time titular do Santos.
Aliás, já o fazia nos tempos do Barça, com Messi e Suárez. Dizia-se, então, que era pra puxar o saco de Messi, o Senhor da Catalunha. E dizia-se, quando de sua ida para o PSG, que era pra se transformar no maior protagonista de seu novo clube.
Pergunto: que obsessão por protagonismo é esse de um craque inexcedível, que se submete a mudar de posição e de estilo para dar passagem à nova sensação de seu time e do futebol mundial?
Sim, porque no jogo contra o Metz, Neymar passou o jogo todo praticamente como armador da equipe, não o aríete de habilidade incomparável, centro de todas as ações ofensivas. Até mesmo na assistência a Cavani, num dos gols do PSG, sua intenção era lançar Mbappé. Simplesmente, o uruguaio se antecipou ao menino e meteu nas redes.
A propósito, há tempos venho dizendo que Neymar será, no futuro, um extraordinário armador, em razão de sua fina capacidade de descobrir os caminhos exatos dos companheiros da frente e da exatidão de seus passes, viradas de jogo, lançamentos e cavadinhas.
É verdade: Neymar é isso, é aquilo. E muito mais.
Parabéns pelo belo texto, Sr. Alberto. Neymar, atualmente, já é o melhor jogador do mundo, e já deveria ter sido eleito como tal, quando ganhou a Champions de 2014/2015. No entanto, na Europa, como aqui, existem aqueles que não gostam do Neymar; de seu jeito, de sua irreverência, de seu futebol artístico e plástico, além de excepcionalmente produtivo. O técnico de todo time queria ter levado o Neymar, pois sabe que o garoto já joga como o melhor do mundo, no entanto, não vota nele, pois o europeu quer escolher um jogador de cartilha, que joga um futebol linear; tão somente. Adicione-se a tudo isso, o fato deles gostarem de alimentar uma suposta rivalidade entre Messi e Ronaldo. O argentino, entendo, pois é um extraordinário, mas Cristiano Ronaldo é, tão somente, um extraordinário finalizador. Como jogador, não fica entre os sete ou oito primeiros, atrás, até, de Soares, que é muito mais produtivo.
Neymar precisa entender a maneira do europeu de enxergar futebol, na hora de votar: precisa parar de dar chapéu quando o jogo já estiver decidido, precisa parar de querer brigar, sempre quando recebe uma entrada dura e precisa, principalmente, de parar de dar dribles que não levam a nada.
Messi, atualmente, não pode ser o melhor do mundo, pelo futebolzinho que joga na seleção. O melhor do mundo não pode ser, somente, por suas atuações em seu clube.