
Essa questão Cueva vale um certo aprofundamento. É hábito entre nós raciocinarmos em clichês. Fulano é isso, fulano é aquilo, e ponto final.
Cueva ficou selado como um jogador simplesmente descompromissado com seu time. Até companheiros mais famosos, em declarações à mídia, sugerem isso, indiretamente.
Bem, talvez seja isso, não sei das intimidades do jogador.
Mas, paremos pra ver a situação sob outro ângulo, mais específico.
Quando Cueva se destacava no São Paulo, em que posição do campo ele atuava? Era um meia, jogando por dentro, no sistema de armação, mais próximo da área inimiga. O menino célere Luiz Araújo ocupava o lado esquerdo, e o Tricolor enchia o balaio de gols.
Luís Araújo foi negociado, e vieram mais dois volantes de oficio para se juntarem a Jucilei – Hernanes e Petros. A partir daí, Cueva foi deslocado para a esquerda – um vezo dos treinadores brasileiros que preferem volantes pelo meio e meias pelas pontas, um desses absurdos da chamada modernidade.
A partir daí, o futebol de Cueva refluiu a ponto de hoje ocupar o branco tricolor e ser tachado de jogador descompromissado.
Se o amigo Erik Castallano ou a Michelle Gianella, meus chefes aqui, decidirem que devo passar a escrever um blog sobre economia, por certo, serei um desastre, se é que já não o seja numa área que domino com o mínimo de conhecimento.
Será que não está na hora de Dorival Jr. mudar o braço da viola, escalando Cueva por dentro, ao lado de Lucas Fernandes, abrindo Denílson na ponta e deixando apenas dois volantes (Petros ou Jucilei e Hernanes) um pouco mais atrás?
Afinal, o Tricolor precisa ganhar todas daqui pra frente a fim de evitar o vexame supremo. E só vai ganhar se tiver um time mais harmônico e ofensivo.
sou TRICOLOR DE CORAÇÃO, E CONCORDO COM TUDO QUE VOCÊ DISSE, SE NÃO FOR FEITO ISSO MEU TRICOLOR DISPUTARÁ B DO BRASILEIRÃO DE 2018. QUE SERIA UM GRANDE VEXAME PARA O TRI CAMPEÃO DO MUNDO.
Caro amigo redator, cuidar dos erros de português na matéria.
Quais?
Grande Alberto. Tudo uma bagunça:
– Presidente omisso e covarde;
– Diretor inexperiente e arrogante;
– Técnico limitado, teimoso, muito bonzinho;
– Jogadores descompromissados, medrosos, sem vibração, enfim a pior safra da história.
Fica difícil acreditar em recuperação.